Desculpe dizer mas não tenho escolha,
tentei tantas vezes seguir você,
mas cada vez que eu te encontro eu me perco mais.
[...]
Quem você vai chamar?
Quem você vai ouvir?
Quem vai te procurar agora?
É tudo que eu queria ser,
não sabe o quanto eu já tentei...
Canal 12 - iAdios, Esteban!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
sobre tudo o que é simples.
Era simples sermos fortes.
Era simples deixarmos tudo ser perfeito e ao invés
de gastar palavras em lamentações do que não deu
certo, gastássemos em gratidão à tudo o que temos
e conquistamos e fizemos juntos e por todo o "pra
sempre" que tem sido cada dia um ao lado do outro.
Tudo é simples se ao invés de baixarmos a cabeça
diante de cada dificuldade, nos levantássemos ainda
mais fortes.
Mas as pessoas insistem em dizer que o amor hoje
é raro. Insistem em dizer que não dá e que é difícil,
ao invés de dar motivos pro mundo dizer que o amor
está por todo o lugar, e a cada vez em que tudo
parecer difícil, estufar o peito e destruir o que tenta
te atrapalhar.
É simples sermos fortes, ajudarmos um ao outro com
todas as forças que tivermos nas épocas de dificuldade, amar;
tu mora longe, eu te visito, tu me visita, se tu não puder me
visitar a gente espera tu poder e até lá deixa só eu viajar.
A gente nunca deixa nada cair na rotina. Nenhum dia vai ser
igual ao outro. Nenhum dia vai parecer cinza. Nas épocas dificeis
a gente se entende, se afasta um pouco só pra dar saudade e
quando a saudade bater forte a gente se encontra e se abraça
e se beija e se ama e sorri e chega a chorar de tanta felicidade
transbordando pelo corpo.
Mas todos dificultam o que é na verdade tão simples. Todos
acham porquês pra dizer que não vai dar certo. Todos acham
motivos pra hesitar e desistir e insistir no não e em não abrir
mão nunca dele.
Era tão simples sermos fortes.
Era simples deixarmos tudo ser perfeito e ao invés
de gastar palavras em lamentações do que não deu
certo, gastássemos em gratidão à tudo o que temos
e conquistamos e fizemos juntos e por todo o "pra
sempre" que tem sido cada dia um ao lado do outro.
Tudo é simples se ao invés de baixarmos a cabeça
diante de cada dificuldade, nos levantássemos ainda
mais fortes.
Mas as pessoas insistem em dizer que o amor hoje
é raro. Insistem em dizer que não dá e que é difícil,
ao invés de dar motivos pro mundo dizer que o amor
está por todo o lugar, e a cada vez em que tudo
parecer difícil, estufar o peito e destruir o que tenta
te atrapalhar.
É simples sermos fortes, ajudarmos um ao outro com
todas as forças que tivermos nas épocas de dificuldade, amar;
tu mora longe, eu te visito, tu me visita, se tu não puder me
visitar a gente espera tu poder e até lá deixa só eu viajar.
A gente nunca deixa nada cair na rotina. Nenhum dia vai ser
igual ao outro. Nenhum dia vai parecer cinza. Nas épocas dificeis
a gente se entende, se afasta um pouco só pra dar saudade e
quando a saudade bater forte a gente se encontra e se abraça
e se beija e se ama e sorri e chega a chorar de tanta felicidade
transbordando pelo corpo.
Mas todos dificultam o que é na verdade tão simples. Todos
acham porquês pra dizer que não vai dar certo. Todos acham
motivos pra hesitar e desistir e insistir no não e em não abrir
mão nunca dele.
Era tão simples sermos fortes.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Dezembro.
As pessoas acham que sou louco.
Talvez eu seja mesmo.
Louco por querer demais, louco por procurar demais,
louco por subir demais e louco por cair demais.
Louco por planejar tudo, até mesmo o fim. Louco por amar
demais e querer tudo pra mim. Louco às vezes sem
razão alguma.
Louco por nunca conseguir esquecer,
louco por planejar até mesmo como perder.
Louco por ter perdido a razão, louco por nunca largar
tua mão. Louco por querer ser o primeiro, sabendo
que ainda existe um mundo inteiro.
Do tipo que rola os dados sem temer perder o jogo.
Do tipo que quando perde, ganha e perde tudo de novo.
Do tipo que cultiva sorrisos, mesmo sem gostar de
quem sorri. Do tipo que sempre o que quis
foi só te tirar daqui.
Louco por só procurar por amor. Louco por só encontrar
rancor. Louco por se perder tarde demais. Louco
por nunca encontrar a paz.
Talvez eu seja mesmo.
Louco por querer demais, louco por procurar demais,
louco por subir demais e louco por cair demais.
Louco por planejar tudo, até mesmo o fim. Louco por amar
demais e querer tudo pra mim. Louco às vezes sem
razão alguma.
Louco por nunca conseguir esquecer,
louco por planejar até mesmo como perder.
Louco por ter perdido a razão, louco por nunca largar
tua mão. Louco por querer ser o primeiro, sabendo
que ainda existe um mundo inteiro.
Do tipo que rola os dados sem temer perder o jogo.
Do tipo que quando perde, ganha e perde tudo de novo.
Do tipo que cultiva sorrisos, mesmo sem gostar de
quem sorri. Do tipo que sempre o que quis
foi só te tirar daqui.
Louco por só procurar por amor. Louco por só encontrar
rancor. Louco por se perder tarde demais. Louco
por nunca encontrar a paz.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
conformismo.
A: O que tu quer de mim?
B: Teu coração bem pertinho do meu. Só isso.
A: Não posso te oferecer mais do que um
abraço apertado, sem nenhuma outra intenção. Nada além do vazio
sem desejo de um abraço apertado e cheio de aconchego.
B: Não pode ter aconchego se não tiver desejo nenhum.
A: Tu não acha cobertores e edredons e travesseiros aconchegantes
numa noite fria de inverno?
B: Acho.
A: Sim, e eles não desejam ter você.
[...]
A: Você sabe que eu gosto de você.
B: Então por que não fica comigo?
A: Porque eu amo outra pessoa. Isso transforma meu 'gostar'
em apenas 'querer bem'.
B: Entendo.
A: Vai começar. Vou pegar um lugar legal.
B: Tudo bem. Vou também.
A: A gente se vê por lá.
B: Sim. Tchau.
A: Tchau.
B: Teu coração bem pertinho do meu. Só isso.
A: Não posso te oferecer mais do que um
abraço apertado, sem nenhuma outra intenção. Nada além do vazio
sem desejo de um abraço apertado e cheio de aconchego.
B: Não pode ter aconchego se não tiver desejo nenhum.
A: Tu não acha cobertores e edredons e travesseiros aconchegantes
numa noite fria de inverno?
B: Acho.
A: Sim, e eles não desejam ter você.
[...]
A: Você sabe que eu gosto de você.
B: Então por que não fica comigo?
A: Porque eu amo outra pessoa. Isso transforma meu 'gostar'
em apenas 'querer bem'.
B: Entendo.
A: Vai começar. Vou pegar um lugar legal.
B: Tudo bem. Vou também.
A: A gente se vê por lá.
B: Sim. Tchau.
A: Tchau.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
me falta o quê?
- Se tudo é tão perfeito, por que você reclama?
- Me falta coisa.
- Te falta amor?
- Isso tenho de sobra.
- Ah é? Então me dá um pouco hahaha.
- Não posso.
- Por quê?
- O amor que eu tenho pra dar não é o amor que
tu precisa receber. O buraco no meu peito não combina
com o teu, só isso.
- Isso já tá ficando chato demais!
- Eu sou chato demais.
- Você é mesmo, rsrs.
- E tu? Tu tá feliz?
- Na medida do possível, hahaha.
- Não te falta nada?
- Me falta você.
- Não vamos começar.
- Já acabamos né?
- Nunca começamos.
- Me falta coisa.
- Te falta amor?
- Isso tenho de sobra.
- Ah é? Então me dá um pouco hahaha.
- Não posso.
- Por quê?
- O amor que eu tenho pra dar não é o amor que
tu precisa receber. O buraco no meu peito não combina
com o teu, só isso.
- Isso já tá ficando chato demais!
- Eu sou chato demais.
- Você é mesmo, rsrs.
- E tu? Tu tá feliz?
- Na medida do possível, hahaha.
- Não te falta nada?
- Me falta você.
- Não vamos começar.
- Já acabamos né?
- Nunca começamos.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Está lá fora, no gelo. No frio do inverno mais rigoroso.
Está guardado numa caixa, uma caixa de madeira,
sem proteção nenhuma; não que precise, é forte.
Está longe da vista de qualquer um, por isso continua
lá depois de tanto tempo, e nem se importa mais de
estar assim. Talvez, de certa forma incompreendida,
até prefira estar assim. Talvez conformado, talvez
louco.
Não espera por mais nada. Não esperava, pelo menos.
É meu coração, cheio de furos e más lembranças, encontrado
pelo teu, tão ferido, se não mais. Ambos no inverno, ambos
debaixo da neve, ambos carregados, e cegos um pelo outro.
Está guardado numa caixa, uma caixa de madeira,
sem proteção nenhuma; não que precise, é forte.
Está longe da vista de qualquer um, por isso continua
lá depois de tanto tempo, e nem se importa mais de
estar assim. Talvez, de certa forma incompreendida,
até prefira estar assim. Talvez conformado, talvez
louco.
Não espera por mais nada. Não esperava, pelo menos.
É meu coração, cheio de furos e más lembranças, encontrado
pelo teu, tão ferido, se não mais. Ambos no inverno, ambos
debaixo da neve, ambos carregados, e cegos um pelo outro.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
monocromático
- Tu mudou.
- Mudei? Mudei como, e quanto?
- Mudou pra pior, e muito.
- Pra pior? Acho que isso depende.
- Depende? Depende de quê?
- Depende do teu ponto de vista, e do teu gosto.
- Eu gostava de ti simpático, e atencioso.
- Não posso fazer isso por ti, e não vamos tocar
nesse assunto de novo.
- Por quê? Por causa da...
- Não posso fazer isso por ti, e não vamos tocar
nesse assunto de novo, porra!
- Tá, desculpa.
- Desculpo.
- Mas então, como é largar tua vida por causa de
alguém? Fico curiosa.
- Eu não larguei minha vida. Eu comecei minha vida.
- Ai que lindo, seria lindo se não viesse de ti.
- E qual é o meu problema?
- Tu é monocromático.
- Começou a falar difícil também agora?
- Sempre disse que tu era monocromático.
- Melhor do que ser hippie, que nem tu, que vive tentando
salvar a merda do mundo. Eu sempre disse "foda-se" pro
mundo, tentando entender em seguida o que tu gostava em mim.
- Vai ver era isso. Tua coragem em odiar quase tudo. Em viver
desse jeito egoísta. Vai ver sempre gostei do fato de tu não sorrir.
- Eu sorrio agora.
- Percebi, na tua foto. Ela ta sendo boa pra ti, então? Ta fazendo
tudo o que tu sempre sonhou?
- Nem tão boa, e nem tudo. Mas é o que eu preciso. Preciso ser eu
quando to com ela, e ter ela quando ta comigo.
- Não precisamos falar dela.
- Foi tu quem começou.
- Falei do teu sorriso. Não sorria nem quando se encontrava comigo.
- É. É né?
- É. E isso me deixa triste, de verdade.
- Então me esquece. Não foi o que tu disse da última vez, antes
de voltar a me ligar? Que eu era egoísta, que eu era uma pessoa horrível
e que ia me esquecer e etc.?
- Quase consegui.
- Então continua tentando. Foda-se o mundo, foda-se tu e foda-se tudo.
Isso ajuda a me odiar?
- Não.
- Fodam-se tuas dores e foda-se tua felicidade. E agora?
- Não.
- Foda-se o que tu sente por mim. E agora?
[...]
- Ainda ta aí?
- Sim.
- Que droga. Mas tu vai conseguir, tu vai achar alguém que te faça bem,
alguém que talvez não sorria também, e que também não ta nem aí pro
planeta. Que não vá entrar contigo no Greenpeace ou que faça passeatas
e essa besteira toda. Ou talvez alguém que faça tudo isso, e eu só desejo
boa-sorte, porque eu não vou ser esse alguém.
- Ela é uma garota de sorte.
- Por quê?
- Porque tu é sincero. Dolorosamente sincero, e é disso que o mundo
precisa, tu queira ou não. E de tão sincero, nunca disse que me amava,
e de tão sincero, só pode ser verdade quando diz pra ela.
- É verdade.
- Eu sei, tu é. Milagre não ter dito "eu preciso ir" ainda.
- Não preciso, ainda.
- Por quanto tempo tu ainda vai me torturar?
- Pelo tempo em que tu persistir em tentar ficar comigo.
- Não vai me torturar pra sempre, então.
- Eu amo ela. E só ela.
- O que tu viu nela?
- Não sei, o que tu viu em mim?
Espinho e cicatriz.
- Mudei? Mudei como, e quanto?
- Mudou pra pior, e muito.
- Pra pior? Acho que isso depende.
- Depende? Depende de quê?
- Depende do teu ponto de vista, e do teu gosto.
- Eu gostava de ti simpático, e atencioso.
- Não posso fazer isso por ti, e não vamos tocar
nesse assunto de novo.
- Por quê? Por causa da...
- Não posso fazer isso por ti, e não vamos tocar
nesse assunto de novo, porra!
- Tá, desculpa.
- Desculpo.
- Mas então, como é largar tua vida por causa de
alguém? Fico curiosa.
- Eu não larguei minha vida. Eu comecei minha vida.
- Ai que lindo, seria lindo se não viesse de ti.
- E qual é o meu problema?
- Tu é monocromático.
- Começou a falar difícil também agora?
- Sempre disse que tu era monocromático.
- Melhor do que ser hippie, que nem tu, que vive tentando
salvar a merda do mundo. Eu sempre disse "foda-se" pro
mundo, tentando entender em seguida o que tu gostava em mim.
- Vai ver era isso. Tua coragem em odiar quase tudo. Em viver
desse jeito egoísta. Vai ver sempre gostei do fato de tu não sorrir.
- Eu sorrio agora.
- Percebi, na tua foto. Ela ta sendo boa pra ti, então? Ta fazendo
tudo o que tu sempre sonhou?
- Nem tão boa, e nem tudo. Mas é o que eu preciso. Preciso ser eu
quando to com ela, e ter ela quando ta comigo.
- Não precisamos falar dela.
- Foi tu quem começou.
- Falei do teu sorriso. Não sorria nem quando se encontrava comigo.
- É. É né?
- É. E isso me deixa triste, de verdade.
- Então me esquece. Não foi o que tu disse da última vez, antes
de voltar a me ligar? Que eu era egoísta, que eu era uma pessoa horrível
e que ia me esquecer e etc.?
- Quase consegui.
- Então continua tentando. Foda-se o mundo, foda-se tu e foda-se tudo.
Isso ajuda a me odiar?
- Não.
- Fodam-se tuas dores e foda-se tua felicidade. E agora?
- Não.
- Foda-se o que tu sente por mim. E agora?
[...]
- Ainda ta aí?
- Sim.
- Que droga. Mas tu vai conseguir, tu vai achar alguém que te faça bem,
alguém que talvez não sorria também, e que também não ta nem aí pro
planeta. Que não vá entrar contigo no Greenpeace ou que faça passeatas
e essa besteira toda. Ou talvez alguém que faça tudo isso, e eu só desejo
boa-sorte, porque eu não vou ser esse alguém.
- Ela é uma garota de sorte.
- Por quê?
- Porque tu é sincero. Dolorosamente sincero, e é disso que o mundo
precisa, tu queira ou não. E de tão sincero, nunca disse que me amava,
e de tão sincero, só pode ser verdade quando diz pra ela.
- É verdade.
- Eu sei, tu é. Milagre não ter dito "eu preciso ir" ainda.
- Não preciso, ainda.
- Por quanto tempo tu ainda vai me torturar?
- Pelo tempo em que tu persistir em tentar ficar comigo.
- Não vai me torturar pra sempre, então.
- Eu amo ela. E só ela.
- O que tu viu nela?
- Não sei, o que tu viu em mim?
Espinho e cicatriz.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Não creio que seja paranoia dessa vez. Nem
exagero, nem imaginação. Eu consigo separar
e ver a grande, gigantesca diferença entre
"amor" e "amr", "beijo" e "bjs", "eu te amo"
de "te amo".
Uma letra a menos, uma ênfase, um espaço,
nossa, eu penso demais. Eu vejo até demais.
Talvez eu deva parar de pensar um pouco, e
aceitar. Passar a aceitar coisas desse tipo.
Ou não. Ou nunca.
exagero, nem imaginação. Eu consigo separar
e ver a grande, gigantesca diferença entre
"amor" e "amr", "beijo" e "bjs", "eu te amo"
de "te amo".
Uma letra a menos, uma ênfase, um espaço,
nossa, eu penso demais. Eu vejo até demais.
Talvez eu deva parar de pensar um pouco, e
aceitar. Passar a aceitar coisas desse tipo.
Ou não. Ou nunca.
come with me?
Pra sempre. Só o que eu prometo.
Nada além disso. Só todo o amor que
eu tiver disponível, minha mão erguida
a qualquer momento. Amor, carinho,
paixão, apoio.
I'll be waiting right there by the corner.
Why don't you come and go with me?
Nada além disso. Só todo o amor que
eu tiver disponível, minha mão erguida
a qualquer momento. Amor, carinho,
paixão, apoio.
I'll be waiting right there by the corner.
Why don't you come and go with me?
sexta-feira, 22 de julho de 2011
monólogo [2]
Esse sou eu.
Uma mente perdida em pensamentos sem sentido,
criando ficções na vida real, pensando em coisas que
não existem e imaginando como tudo foi ficar desse jeito.
Qualquer novo ponto de vista, qualquer nova frase,
qualquer olhar diferente ou indiferente ou ausência de
três ou quatro palavras rotineiras.
Preocupado demais com as estrelas cadentes, quando
a própria lua sempre esteve ali.
Sem sono, sem sol, sem paixão física.
Com pouca motivação, pouco exercício, pouca cama,
pouco humor. Esse sou eu, sem sorrir, sem enxergar
o fim da rua há tantos anos.
Entenda que eu não procurei. Não procurei nem isso
nem aquilo, nem essa nem aquela. Eu só fui indo até
ir encontrando.
É a vida, não é o que você escolhe, é o que aparece e você
simplesmente decide tentar. Tentou como algo pequeno,
e como você mesma disse, algo que foi se tornando tão grande,
tomando tanto espaço.
Espaço demais dentro de mim. Algo tão grande agora,
que as ficções da minha mente passaram e se tornar contos
que me dão insônia. Não que seja ruim, é a melhor coisa que
já me aconteceu, mas como humano, eu perco o sono. Não,
não perco o sono por causa disso, e nem é de hoje. Eu nunca
dormi direito.
Só quero a verdade, o tempo inteiro, sem segredos, sem
rodeios, sem hesitação. A verdade, inteira, fixa, assim como
quero você, inteira, fixa.
O que estou falando, de novo?
Esse sou eu, falando sozinho.
Só nunca me esconda algo grande, mesmo que lhe pareça
pequeno pra mim.
Uma mente perdida em pensamentos sem sentido,
criando ficções na vida real, pensando em coisas que
não existem e imaginando como tudo foi ficar desse jeito.
Qualquer novo ponto de vista, qualquer nova frase,
qualquer olhar diferente ou indiferente ou ausência de
três ou quatro palavras rotineiras.
Preocupado demais com as estrelas cadentes, quando
a própria lua sempre esteve ali.
Sem sono, sem sol, sem paixão física.
Com pouca motivação, pouco exercício, pouca cama,
pouco humor. Esse sou eu, sem sorrir, sem enxergar
o fim da rua há tantos anos.
Entenda que eu não procurei. Não procurei nem isso
nem aquilo, nem essa nem aquela. Eu só fui indo até
ir encontrando.
É a vida, não é o que você escolhe, é o que aparece e você
simplesmente decide tentar. Tentou como algo pequeno,
e como você mesma disse, algo que foi se tornando tão grande,
tomando tanto espaço.
Espaço demais dentro de mim. Algo tão grande agora,
que as ficções da minha mente passaram e se tornar contos
que me dão insônia. Não que seja ruim, é a melhor coisa que
já me aconteceu, mas como humano, eu perco o sono. Não,
não perco o sono por causa disso, e nem é de hoje. Eu nunca
dormi direito.
Só quero a verdade, o tempo inteiro, sem segredos, sem
rodeios, sem hesitação. A verdade, inteira, fixa, assim como
quero você, inteira, fixa.
O que estou falando, de novo?
Esse sou eu, falando sozinho.
Só nunca me esconda algo grande, mesmo que lhe pareça
pequeno pra mim.
domingo, 17 de julho de 2011
paranoia
Não sei se aguento mais tanta paranoia. Não sei
se posso suportar mais momentos como esse,
leituras como essas. Nada é pra mim, tudo é pra
mim. Nada positivo é pra mim. Tudo negativo é
pra mim. Não sei se tenho capacidade, tolerância,
aquela vitalidade que dizia ter, pra percorrer
diante de tantas palavras por entrelinhas, considerando
quem sou e a forma com a qual vejo as coisas. Tudo
pra mim é um ponto negativo, por mais que não
tenha nada a ver. Não sei, não sei como entendo dessa
forma coisas que não significam isso. Não sei, e no fundo
acredito estar certo. Certo o tempo inteiro, e o único certo
na história toda. Cada frase nova, cada mudança, cada
forma nova de se expressar, cada ausência de expressão,
cada palavra indesejada. TUDO coopera.
Não faz sentido nenhum eu ter medo da minha própria
sombra. Não faz sentido nenhum eu ter medo da única
pessoa que realmente me ganhou por inteiro.
Acordar.
Qual é a cura?
se posso suportar mais momentos como esse,
leituras como essas. Nada é pra mim, tudo é pra
mim. Nada positivo é pra mim. Tudo negativo é
pra mim. Não sei se tenho capacidade, tolerância,
aquela vitalidade que dizia ter, pra percorrer
diante de tantas palavras por entrelinhas, considerando
quem sou e a forma com a qual vejo as coisas. Tudo
pra mim é um ponto negativo, por mais que não
tenha nada a ver. Não sei, não sei como entendo dessa
forma coisas que não significam isso. Não sei, e no fundo
acredito estar certo. Certo o tempo inteiro, e o único certo
na história toda. Cada frase nova, cada mudança, cada
forma nova de se expressar, cada ausência de expressão,
cada palavra indesejada. TUDO coopera.
Não faz sentido nenhum eu ter medo da minha própria
sombra. Não faz sentido nenhum eu ter medo da única
pessoa que realmente me ganhou por inteiro.
Acordar.
Qual é a cura?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
e agora?
Anos da minha vida. Não vou dizer quantos
exatamente, porque, sinceramente, não sei
dizer ao exato quando comecei a gostar de
verdade. No começo odiava, como muitas coisas
que hoje são parte de mim. Odiava, por não
conhecer. Odiava porque achava a capa sem graça.
Um garoto de óculos, uma garota sem graça e um
ruivo que me dava nos nervos só de olhar. Quem
diria. "Bruxos", diziam. "Que ridículo", eu respondia.
Passou a ser parte de mim. Não de forma exagerada,
do tipo "oooh, sem isso não vou viver mais", mas
de uma forma mais sincera do que aparenta, do tipo
"foram anos da minha vida que valeram à pena,
parte de meu passado, parte de dias incríveis, de
noites em claro lendo e assistindo ao filme, parte de
sentimentos que explodiam em alegria, medo e raiva."
Assim que descobri o quanto era importante pra mim
e deixei de lado aquela raiva de quem não sabia de nada,
passei a acompanhar cada passo seguinte na medida do
possível. Cada livro que era lançado, filme, informação
importante, até me dar por satisfeito. Não fui um fã
escandaloso que passa a madrugada esperando um
lançamento, nem comprei logo de cara um livro novo ou
algo do tipo. Só gostava. Só gostava muito e fazia o possível
pra ter, pra ler, pra ver. Vi cada um que pude (e foram muitos)
no cinema, e agora, como de forma egoísta mas inevitável,
acabou. Chegou ao fim e, involuntariamente, meu coração
aperta ao lembrar. Assisti ao último essa madrugada, no cinema.
Eu e meu companheiro de sempre (pelo menos para essa obra)
Marlon Tolksdorf, meu irmão. Odiávamos juntos e começamos
a gostar juntos, e pelo menos nisso fomos unidos.
Foi espetacular. Me arrepiei a cada descoberta, como havia
de ser, e me senti vazio quando acabou, como esperei que seria.
Me pergunto "e agora?" não porque desgostei da vida, ou isso
tinha importância essencial pra mim, e não sei o que vou fazer
e vou me trancar no quarto por dias, mas me pergunto "e agora?"
porque, de certa forma, algo acabou dentro de mim. Algo que era
grande, um fanatismo não exagerado, mas muito forte. Não há
mais o que acompanhar, e já conheço o fim da série. Não há mais
para onde segui-los, mesmo que eles não existam de verdade, nem
mais perguntas pra me fazer sobre eles, mas eu sei que cada segundo
valeu à pena. Cada filme que assisti, cada livro que li, cada pessoa que
conheci, cada ano que passei, valeram à pena.
Harry Potter, o que eu odiava no começo, e que hoje é parte
da minha história, acabou hoje.
exatamente, porque, sinceramente, não sei
dizer ao exato quando comecei a gostar de
verdade. No começo odiava, como muitas coisas
que hoje são parte de mim. Odiava, por não
conhecer. Odiava porque achava a capa sem graça.
Um garoto de óculos, uma garota sem graça e um
ruivo que me dava nos nervos só de olhar. Quem
diria. "Bruxos", diziam. "Que ridículo", eu respondia.
Passou a ser parte de mim. Não de forma exagerada,
do tipo "oooh, sem isso não vou viver mais", mas
de uma forma mais sincera do que aparenta, do tipo
"foram anos da minha vida que valeram à pena,
parte de meu passado, parte de dias incríveis, de
noites em claro lendo e assistindo ao filme, parte de
sentimentos que explodiam em alegria, medo e raiva."
Assim que descobri o quanto era importante pra mim
e deixei de lado aquela raiva de quem não sabia de nada,
passei a acompanhar cada passo seguinte na medida do
possível. Cada livro que era lançado, filme, informação
importante, até me dar por satisfeito. Não fui um fã
escandaloso que passa a madrugada esperando um
lançamento, nem comprei logo de cara um livro novo ou
algo do tipo. Só gostava. Só gostava muito e fazia o possível
pra ter, pra ler, pra ver. Vi cada um que pude (e foram muitos)
no cinema, e agora, como de forma egoísta mas inevitável,
acabou. Chegou ao fim e, involuntariamente, meu coração
aperta ao lembrar. Assisti ao último essa madrugada, no cinema.
Eu e meu companheiro de sempre (pelo menos para essa obra)
Marlon Tolksdorf, meu irmão. Odiávamos juntos e começamos
a gostar juntos, e pelo menos nisso fomos unidos.
Foi espetacular. Me arrepiei a cada descoberta, como havia
de ser, e me senti vazio quando acabou, como esperei que seria.
Me pergunto "e agora?" não porque desgostei da vida, ou isso
tinha importância essencial pra mim, e não sei o que vou fazer
e vou me trancar no quarto por dias, mas me pergunto "e agora?"
porque, de certa forma, algo acabou dentro de mim. Algo que era
grande, um fanatismo não exagerado, mas muito forte. Não há
mais o que acompanhar, e já conheço o fim da série. Não há mais
para onde segui-los, mesmo que eles não existam de verdade, nem
mais perguntas pra me fazer sobre eles, mas eu sei que cada segundo
valeu à pena. Cada filme que assisti, cada livro que li, cada pessoa que
conheci, cada ano que passei, valeram à pena.
Harry Potter, o que eu odiava no começo, e que hoje é parte
da minha história, acabou hoje.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Nem liga, guria

Nem liga, guria, se eu já não sei disfarçar, se eu já cansei de esconder que era fácil de achar.
Se a gente entendesse que há um ciclo no amor, começa pela cura, mas termina com a dor, a nossa cama pra sempre estaria vazia.Nem liga, guria, se a minha voz acabar, sei que tu já me sacou sem eu precisar falar.
Nem liga, guria, não vou poder te atender, tô encontrando em minha vida um canto só pra você. Se a gente já soubesse como vai ser a viagem não perderia tanto tempo com bobagem,
e o meu peito poderia muito bem ser a tua moradia. E finjo que acredito no que dizem sobre o amor. Vê se não fica assustada quando eu digo, eu nunca fui daqueles que fazem sentido.
Amanheceu, e eu deveria estar dormindo, mas estes versos são palavras explodindo, e, no teu colo, um dia, elas vão cair, e aonde isso vai dar, não cabe a nós decidir.
6h34 - Visconde
liga, guria, se eu penso em coisas sem sentido, se eu pareço obsessivo, se às vezes eu tenho medo de tudo. Se tu pára pra pensar no nome dos meus livros, tu entende que minha cabeça é uma bagunça. Toda obsessiva, toda paranoica, uma cabeça virada em ruínas. Nem liga, guria, se eu sumir de vez em quando, se eu for negativo de vez em quando. Quando eu digo que não penso em ti é porque eu to pensando em ti o tempo todo, e quando eu tento te afastar é pra te poupar de um problema em proporções iguais. É porque eu te quero aqui o tempo inteiro, pra sempre. Eu não quero metade tua, eu te quero inteira, assim como não quero que tu pegue metade minha. Ou é tudo ou não é nada. Quero teus problemas também, dividir os teus enquanto tu divide os meus. Nem liga, guria, se eu sou um labirinto de negativismo e pensamentos sem sentido, e eu também não ligo, porque tu também é assim. Tô encontrando em minha vida um canto só pra você.
terça-feira, 12 de julho de 2011

Não há lugar pra fugir, não há ninguém
pra culpar, não há frases que definam
nem livros, músicas ou pessoas que distraiam.
É isso, e vai ser isso até o fim. Mesmo que o fim
seja amanhã ou daqui à cinquenta anos. Eu
entrei nessa e conheci as condições. Nunca disse
ou achei que seria fácil, e vou continuar até
perceber que não to indo pra lugar nenhum, ou
mesmo quando reparar que não to indo pra lugar
nenhum. Não faz diferença se me faz sorrir. Não
me importa. Todos dizem que não vale à pena, e
sempre que comento alguma coisa que me deixou
abalado dizem "eu te avisei". Mas não faz diferença
nenhuma. Eu sorrio quando tudo está bem, e é o
único (ou um dos únicos) motivos verdadeiros de
um dos meus sorrisos sinceros.
Não sei mais o que dizer, não tenho mais nada pra
dizer. Não sei se tem futuro, mas não me arrependo
desse passado. É o que nós somos. Nós somos assim.
Você aí, eu aqui, eu aí, você também. Juntos ou
distantes. É o que nós somos.
Nunca disse 'eu te amo' pra mais ninguém.
quando me virem sorrindo e falando demais
ela: Queria que as coisas fossem mais simples.
eu: Sobre o quê?
ela: Sobre nós.
eu: Poderia ser, poderia ser muito simples. Eu aqui,
te amando, tu aí, me amando. Eu digo que vou,
tu diz que espera. Eu digo que volto, tu sente saudades.
Eu sinto, tu sente, só isso.
ela: Não acho que seja fácil, e não sei por que também.
Sou uma confusão.
eu: Eu topo esse desafio.
(- eu te amo. - eu também te amo)
Eu nunca falo tanto quando não é com ela.
eu: Sobre o quê?
ela: Sobre nós.
eu: Poderia ser, poderia ser muito simples. Eu aqui,
te amando, tu aí, me amando. Eu digo que vou,
tu diz que espera. Eu digo que volto, tu sente saudades.
Eu sinto, tu sente, só isso.
ela: Não acho que seja fácil, e não sei por que também.
Sou uma confusão.
eu: Eu topo esse desafio.
(- eu te amo. - eu também te amo)
Eu nunca falo tanto quando não é com ela.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
sobre rotina
Coisas pra acertar, amigos pra encontrar,
feridas pra sarar e rotinas pra quebrar.
Esses vão ser meus dias daqui pra frente,
e espero, pelo menos nisso, ter sucesso.
Quebrar rotinas, sair do piloto automático.
Isso pode ser saudável, isso pode ajudar.
Não que eu queira conhecer gente nova, é
a última coisa que quero no momento, de
verdade, mas preciso mudar os limites.
Traçar novas linhas, ou simplesmente apagá-
las.
feridas pra sarar e rotinas pra quebrar.
Esses vão ser meus dias daqui pra frente,
e espero, pelo menos nisso, ter sucesso.
Quebrar rotinas, sair do piloto automático.
Isso pode ser saudável, isso pode ajudar.
Não que eu queira conhecer gente nova, é
a última coisa que quero no momento, de
verdade, mas preciso mudar os limites.
Traçar novas linhas, ou simplesmente apagá-
las.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
constante ausência de reciprocidade
- Oi!
- Oi.
- Tudo bem com você?
- Tudo. E contigo?
- Tudo sim. Vi as fotos da sua namorada,
ela é muito linda.
- Porra, já falei que ela não é minha namorada.
- Ah... ainda bem. Mas ela é muito linda.
- É, devo ter bom gosto. Ou sou louco.
- Por que "louco"?
- Por que "ainda bem"?
- Perguntei primeiro.
- Não tenho resposta. Tua vez.
- Por que você tá solteiro.
- Isso não faz diferença. Vou continuar o mesmo.
Vou continuar sozinho.
- Tá sozinho por que quer.
- "Porque" de resposta é junto. É separado [por que]
se for pergunta.
- Tá, professor. tá sozinho porque quer.
- Por quê?
- Porque tem muita gente que gosta de você. Eu por exemplo.
- Ninguém que eu queira.
- E por que você quer ela?
- Não sei o que quero.
- Tá na hora de saber.
- Então tá. Não vai mudar nada mesmo.
- Poderia se você quisesse!
- Não gosto de você.
- Quer que eu comece a falar tu?
- Não, ia ficar estranho pra ti.
- Ia mesmo, mas eu posso tentar.
- Não, não tenta. Tenho que ir, tchau.
- Tchau, beijos! Se cuida!
- Sempre me cuido.
- Oi.
- Tudo bem com você?
- Tudo. E contigo?
- Tudo sim. Vi as fotos da sua namorada,
ela é muito linda.
- Porra, já falei que ela não é minha namorada.
- Ah... ainda bem. Mas ela é muito linda.
- É, devo ter bom gosto. Ou sou louco.
- Por que "louco"?
- Por que "ainda bem"?
- Perguntei primeiro.
- Não tenho resposta. Tua vez.
- Por que você tá solteiro.
- Isso não faz diferença. Vou continuar o mesmo.
Vou continuar sozinho.
- Tá sozinho por que quer.
- "Porque" de resposta é junto. É separado [por que]
se for pergunta.
- Tá, professor. tá sozinho porque quer.
- Por quê?
- Porque tem muita gente que gosta de você. Eu por exemplo.
- Ninguém que eu queira.
- E por que você quer ela?
- Não sei o que quero.
- Tá na hora de saber.
- Então tá. Não vai mudar nada mesmo.
- Poderia se você quisesse!
- Não gosto de você.
- Quer que eu comece a falar tu?
- Não, ia ficar estranho pra ti.
- Ia mesmo, mas eu posso tentar.
- Não, não tenta. Tenho que ir, tchau.
- Tchau, beijos! Se cuida!
- Sempre me cuido.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Mesmo que eu pudesse controlar a minha
raiva, mesmo que eu quisesse conviver com
a minha dor, nada sairia do lugar que já
estava, não seria nada diferente do que sou.
Não quero que me veja, não quero que me
chame, não quero que me diga, não quero
que reclame. Eu espero que você entenda
bem: eu não gosto de ninguém!
[Matanza]
raiva, mesmo que eu quisesse conviver com
a minha dor, nada sairia do lugar que já
estava, não seria nada diferente do que sou.
Não quero que me veja, não quero que me
chame, não quero que me diga, não quero
que reclame. Eu espero que você entenda
bem: eu não gosto de ninguém!
[Matanza]
sobre ser do Sul
Dia 5 de julho de 2011, século XXI d.C.,
são 08:18 da manhã. Faz 1 grau Celsius
em Porto Alegre.
Quando eu era criança devo ter presenciado
temperaturas tão baixas assim, mesmo que
eu não me recorde e só possa lembrar por fotos
bem agasalhado, debaixo de cobertores ou
vídeos da família. Não me lembrava como era
sentir tanto frio, e meu Deus... como é bom!
Lembro-me que desde criança eu era apaixonado
pelo frio, pela sensação de congelamento, pela
sensação de limpeza. E não me lembro de ter
sentido tanto frio assim. Eu tinha saudades dele.
Bem-vindo inverno, venha pra ficar, mesmo que
os fracos e sujos protestem pra que você vá embora.
são 08:18 da manhã. Faz 1 grau Celsius
em Porto Alegre.
Quando eu era criança devo ter presenciado
temperaturas tão baixas assim, mesmo que
eu não me recorde e só possa lembrar por fotos
bem agasalhado, debaixo de cobertores ou
vídeos da família. Não me lembrava como era
sentir tanto frio, e meu Deus... como é bom!
Lembro-me que desde criança eu era apaixonado
pelo frio, pela sensação de congelamento, pela
sensação de limpeza. E não me lembro de ter
sentido tanto frio assim. Eu tinha saudades dele.
Bem-vindo inverno, venha pra ficar, mesmo que
os fracos e sujos protestem pra que você vá embora.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
por que faz perguntas das quais já sabe as respostas?
- Oi.
- Oi.
- Como você tá?
- Eu to bem. Vivendo, como sempre. E tu?
- To bem também. Como tá com a namorada?
- Ela não é minha namorada.
- Mas é alguma coisa.
- Não sei o que é, o que foi e o que vai ser. Por que
tu insiste em perguntar dela se tu não gosta de falar
nela?
- Tá bom, não falo mais.
- E tu, como tá o namorado?
- Tá bem também.
- Ótimo!
- Tu tá feliz mesmo?
- Não.
- Por quê? Terminaram?
- Como assim? Nunca começamos.
- E por quê?
- É tudo químico. Assim como remédios, drogas, e essa
merda toda. Não dá pra entender.
- Não entendo o que tu quer dizer.
- Nem eu.
- Tu gostava dela né?
- Gosto.
- Pena, pena mesmo. Eu gosto de ti cara.
- Não precisa me lembrar.
- Preciso sim.
- Beleza. Tenho que ir agora.
- Tá bom, tchau.
- Tchau.
- Nos vemos por aí.
- Mesmo que eu não queira.
- Oi.
- Como você tá?
- Eu to bem. Vivendo, como sempre. E tu?
- To bem também. Como tá com a namorada?
- Ela não é minha namorada.
- Mas é alguma coisa.
- Não sei o que é, o que foi e o que vai ser. Por que
tu insiste em perguntar dela se tu não gosta de falar
nela?
- Tá bom, não falo mais.
- E tu, como tá o namorado?
- Tá bem também.
- Ótimo!
- Tu tá feliz mesmo?
- Não.
- Por quê? Terminaram?
- Como assim? Nunca começamos.
- E por quê?
- É tudo químico. Assim como remédios, drogas, e essa
merda toda. Não dá pra entender.
- Não entendo o que tu quer dizer.
- Nem eu.
- Tu gostava dela né?
- Gosto.
- Pena, pena mesmo. Eu gosto de ti cara.
- Não precisa me lembrar.
- Preciso sim.
- Beleza. Tenho que ir agora.
- Tá bom, tchau.
- Tchau.
- Nos vemos por aí.
- Mesmo que eu não queira.
Foi estranho o encontro.
Encontramo-nos na entrada da escola. Por
dois segundos de diferença quase passei por
ela sem vê-la. Não quis vê-la, nem faria
diferença na minha vida ou no meu dia, mas
foi aquela sensação de que havia algo errado
que me fez pensar, que fez meu coração
acelerar. Sei que ela também me viu, mesmo
disfarçando. Tenho quase certeza disso. Não
foi arrependimento o que eu senti. Nem culpa
nem nada parecido. Só um peso estranho
inchando meu peito. Algo que fiz errado. Algo
que me impediu de sorrir mais. De viver mais.
Um erro não muito distante. Algo que tornou
sorrisos em expressões preocupadas. Algo que
se fosse diferente me teria poupado mais
desgastes. Logo eu, que pensei ter finalmente
encontrado o caminho certo, e aberto mão de
coisas pequenas por uma coisa tão maior.
Eu olhei para o lado ainda quando virei para a
direita e ela para a esquerda no corredor. Não
que fizesse diferença, não que eu quisesse que
ela olhasse também. Ah, havia tanta coisa que
eu poderia ter feito... tanta coisa que eu poderia
ter poupado... mas não mais. Logo eu, que me
julguei sempre certo, e amei tanto a ponto de
anular a todo resto e até a própria razão.
Que seja. Comigo sempre foi ao contrário.
Kenneth Hutter [Igor Tolksdorf]
Encontramo-nos na entrada da escola. Por
dois segundos de diferença quase passei por
ela sem vê-la. Não quis vê-la, nem faria
diferença na minha vida ou no meu dia, mas
foi aquela sensação de que havia algo errado
que me fez pensar, que fez meu coração
acelerar. Sei que ela também me viu, mesmo
disfarçando. Tenho quase certeza disso. Não
foi arrependimento o que eu senti. Nem culpa
nem nada parecido. Só um peso estranho
inchando meu peito. Algo que fiz errado. Algo
que me impediu de sorrir mais. De viver mais.
Um erro não muito distante. Algo que tornou
sorrisos em expressões preocupadas. Algo que
se fosse diferente me teria poupado mais
desgastes. Logo eu, que pensei ter finalmente
encontrado o caminho certo, e aberto mão de
coisas pequenas por uma coisa tão maior.
Eu olhei para o lado ainda quando virei para a
direita e ela para a esquerda no corredor. Não
que fizesse diferença, não que eu quisesse que
ela olhasse também. Ah, havia tanta coisa que
eu poderia ter feito... tanta coisa que eu poderia
ter poupado... mas não mais. Logo eu, que me
julguei sempre certo, e amei tanto a ponto de
anular a todo resto e até a própria razão.
Que seja. Comigo sempre foi ao contrário.
Kenneth Hutter [Igor Tolksdorf]
sábado, 2 de julho de 2011
não leve em consideração, são quase 5h da manhã
Nem te importa se tudo o que tu tá vivendo
parece tão complicado agora. Nem te importa
se tudo o que tá passando parece partir teu
corpo em milhares de cortes. Não te importa,
de verdade, se tudo parece doer agora. Vai
passar. Eu achava que não ia, mas depois de
um tempo passa, tu nem percebe que passou,
e tu até sente saudade de como era. Eu tô
falando como se eu soubesse demais sobre
dor, eu, que durmo numa cama quentinha
toda noite, que sempre tenho comida na mesa,
eu, que tenho tudo. Mas a dor que eu falo não
é aquela, de quem dorme tremendo, com o
estômago roncando. Não é a tal dor física. A
dor que eu tô falando é outra. Outra que não
quero descrever. Sobre a qual não quero mais
falar. Cansei de remendar. Cansei de procurar.
Cansei de tudo isso. Cansei da dor, e cansei
da verdade.
É a última chance de fazer alguma coisa valer
a pena na vida. É a última chance de ganhar
tudo.
parece tão complicado agora. Nem te importa
se tudo o que tá passando parece partir teu
corpo em milhares de cortes. Não te importa,
de verdade, se tudo parece doer agora. Vai
passar. Eu achava que não ia, mas depois de
um tempo passa, tu nem percebe que passou,
e tu até sente saudade de como era. Eu tô
falando como se eu soubesse demais sobre
dor, eu, que durmo numa cama quentinha
toda noite, que sempre tenho comida na mesa,
eu, que tenho tudo. Mas a dor que eu falo não
é aquela, de quem dorme tremendo, com o
estômago roncando. Não é a tal dor física. A
dor que eu tô falando é outra. Outra que não
quero descrever. Sobre a qual não quero mais
falar. Cansei de remendar. Cansei de procurar.
Cansei de tudo isso. Cansei da dor, e cansei
da verdade.
É a última chance de fazer alguma coisa valer
a pena na vida. É a última chance de ganhar
tudo.
importante é irrelevante
Tô remendando tudo. Nem sei se tem mais como.
Sabe quando não tem mais espaço pra remendo?
Sabe quando não tem mais lugar pra machucados
novos, e não tem como remendar aqueles antigos,
que por incrível que pareça, ainda estão ali?
O que eu falo sobre remendos, é isso. Isso tudo.
Querer beijo, ganhar abraço. Reclamar do abraço, Ganhar
beijo. Um remendo. Não se ganha um beijo, nessas
circunstâncias. Mas não importa, comigo sempre
foi ao contrário. Eu sempre remendei as coisas,
pratos quebrados, taças quebradas. Nasci sem
firmeza nas mãos, talvez seja por isso. Nasci com
as mãos geladas e trêmulas, que não conseguem
segurar a prataria fina e cara que me vêm.
Eu tô remendando tudo, tudo de novo. E o desgaste
já é da rotina. O desgaste nem machuca mais.
Pra onde tu foi, guria, se não pra dentro do próprio
medo? Pra onde tu fugiu, e pra quê?
Sabe quando não tem mais espaço pra remendo?
Sabe quando não tem mais lugar pra machucados
novos, e não tem como remendar aqueles antigos,
que por incrível que pareça, ainda estão ali?
O que eu falo sobre remendos, é isso. Isso tudo.
Querer beijo, ganhar abraço. Reclamar do abraço, Ganhar
beijo. Um remendo. Não se ganha um beijo, nessas
circunstâncias. Mas não importa, comigo sempre
foi ao contrário. Eu sempre remendei as coisas,
pratos quebrados, taças quebradas. Nasci sem
firmeza nas mãos, talvez seja por isso. Nasci com
as mãos geladas e trêmulas, que não conseguem
segurar a prataria fina e cara que me vêm.
Eu tô remendando tudo, tudo de novo. E o desgaste
já é da rotina. O desgaste nem machuca mais.
Pra onde tu foi, guria, se não pra dentro do próprio
medo? Pra onde tu fugiu, e pra quê?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
sobre qualquer coisa que me lembre de ser feliz
Saboreio cada momento da dor como se
ela fosse algo bom. Sinto cada corte como
se não fosse me destruir pouco a pouco.
Parece masoquismo, mas é só resistência.
Uma luta constante por um lugar que não
sei se vou conquistar, ou se já é meu.
A gente anda no escuro, pra quando for
luz, ser muito mais forte. A gente mastiga
o amargo, pra sentir ao máximo o doce.
Eu nunca gostei de sorrir, nem achei sorrisos
atraentes, mas eu adoro o seu sorriso. Sou
apaixonado pelo seu sorriso, e acho que só
por ele. Ele me lembra que eu também posso
sorrir às vezes.
ela fosse algo bom. Sinto cada corte como
se não fosse me destruir pouco a pouco.
Parece masoquismo, mas é só resistência.
Uma luta constante por um lugar que não
sei se vou conquistar, ou se já é meu.
A gente anda no escuro, pra quando for
luz, ser muito mais forte. A gente mastiga
o amargo, pra sentir ao máximo o doce.
Eu nunca gostei de sorrir, nem achei sorrisos
atraentes, mas eu adoro o seu sorriso. Sou
apaixonado pelo seu sorriso, e acho que só
por ele. Ele me lembra que eu também posso
sorrir às vezes.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sobre remendos
E não adianta reclamar, porque se a gente reclama,
não vai ter vindo de coração. Não vai ter sido de
primeira, vai ter sido um remendo, mas o corte
vai continuar por debaixo. Remendos não mudam
muita coisa, só tapam a ferida, isso não quer dizer
que ela pare de doer, não quer dizer que pare de
existir, só não aparece mais, e é pra você esquecer
dela com o tempo, já que não a pode ver. Remendos
são mentiras.
Querer um beijo, ganhar um abraço. Reclamar do
abraço, e ganhar um beijo.
Isso é um remendo. Você não ganhou um beijo,
você pediu um beijo. Você ganhou um abraço, e
um corte também. Remende o corte. Isso é um
remendo.
não vai ter vindo de coração. Não vai ter sido de
primeira, vai ter sido um remendo, mas o corte
vai continuar por debaixo. Remendos não mudam
muita coisa, só tapam a ferida, isso não quer dizer
que ela pare de doer, não quer dizer que pare de
existir, só não aparece mais, e é pra você esquecer
dela com o tempo, já que não a pode ver. Remendos
são mentiras.
Querer um beijo, ganhar um abraço. Reclamar do
abraço, e ganhar um beijo.
Isso é um remendo. Você não ganhou um beijo,
você pediu um beijo. Você ganhou um abraço, e
um corte também. Remende o corte. Isso é um
remendo.
terça-feira, 28 de junho de 2011
sobre enviar cartas
Sou um cara que gosta de conversar por cartas.
Sou um cara que prefere cartas, apesar de não
precisar mais delas. Nasci junto com o Real, faltando
sete anos para o final do século e do milênio, não
presenciei a ditadura nem lutei por amor diante
de armas de fogo. Nunca escondi segredos de Estado
nem fiz parte de grupos revolucionários. Nunca mudei
nada ou tentei mudar nada. Nunca. Sempre fui indiferente,
Sou um filho da inclusão digital, onde num clique se
fala tudo o que quiser, e é recebido do outro lado
do mundo em um segundo. Nunca precisei, de
verdade, enviar uma carta na minha vida, não com
a presença do telefone, do email, desses meios
instantâneos de contato. Prefiro escrever cartas,
apesar de não precisar. É a sensação de escrever
palavra por palavra, de tocar, de perfumar, de
levar até o correio, da espera até que chegue, da
expectativa, do prazer da chegada.
Eu sou um cara que prefere cartas a emails.
É muito mais físico, com cartas. É muito mais
intenso, mais bonito, mais romântico, mas ver-
dadeiro. Você está tocando de verdade, você
está sentindo, saboreando cada palavra.
Nunca precisei escrever uma carta na minha
vida, mas adoro escrever cartas pra você.
Olha todo dia a caixa de correio, tem mais uma à caminho.
Sou um cara que prefere cartas, apesar de não
precisar mais delas. Nasci junto com o Real, faltando
sete anos para o final do século e do milênio, não
presenciei a ditadura nem lutei por amor diante
de armas de fogo. Nunca escondi segredos de Estado
nem fiz parte de grupos revolucionários. Nunca mudei
nada ou tentei mudar nada. Nunca. Sempre fui indiferente,
Sou um filho da inclusão digital, onde num clique se
fala tudo o que quiser, e é recebido do outro lado
do mundo em um segundo. Nunca precisei, de
verdade, enviar uma carta na minha vida, não com
a presença do telefone, do email, desses meios
instantâneos de contato. Prefiro escrever cartas,
apesar de não precisar. É a sensação de escrever
palavra por palavra, de tocar, de perfumar, de
levar até o correio, da espera até que chegue, da
expectativa, do prazer da chegada.
Eu sou um cara que prefere cartas a emails.
É muito mais físico, com cartas. É muito mais
intenso, mais bonito, mais romântico, mas ver-
dadeiro. Você está tocando de verdade, você
está sentindo, saboreando cada palavra.
Nunca precisei escrever uma carta na minha
vida, mas adoro escrever cartas pra você.
Olha todo dia a caixa de correio, tem mais uma à caminho.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
dica
Tudo é uma forma de expressão em mim.
Uma imagem que eu troco, uma frase que
eu atualizo, uma risada diferente, um jeito
diferente de digitar, um jeito diferente de
reagir às coisas.
Tudo!
Cada foto expressa alguma coisa. Uma foto
sorrindo, uma foto escondida, uma foto que
nem é minha. Uma frase minha, uma frase
que não é minha, tudo. Quase sempre. Uma
forma de expressar pelas entrelinhas o que
eu to sentindo no momento. Vai entender.
Uma imagem que eu troco, uma frase que
eu atualizo, uma risada diferente, um jeito
diferente de digitar, um jeito diferente de
reagir às coisas.
Tudo!
Cada foto expressa alguma coisa. Uma foto
sorrindo, uma foto escondida, uma foto que
nem é minha. Uma frase minha, uma frase
que não é minha, tudo. Quase sempre. Uma
forma de expressar pelas entrelinhas o que
eu to sentindo no momento. Vai entender.
7º Celsius em Porto Alegre.
O dia mais frio do ano, até então. O dia mais lindo do ano,
até então. Vinha da escola, e o vento surrou meu rosto de
forma quase poética. Não senti minhas mãos. Me faltou
o ar. Não consegui falar direito com meu colega, que estava
voltando pra casa comigo. Me senti o verdadeiro Kenneth
Hutter, se é que alguém sabe do que estou falando (Obsessão,
minha primeira obra terminada). O céu me lembrou um pôr-
do-sol que passei uma vez, em Caxias do Sul. Vanilla Sky?
E as pessoas não me entendiam, achavam que eu não fazia
sentido, quando dizia: "e quero que fique ainda mais frio que
isso". Quero mesmo. Quero graus negativos, quero neve, quero
que tudo isso congele. Quero de verdade, e quero muito. Posso
ser insano, mas sou apaixonado perdidamente pelo frio absoluto.
Caxias me cabe bem, eu acho.
Olha eu, falando nas entrelinhas de novo.
O dia mais frio do ano, até então. O dia mais lindo do ano,
até então. Vinha da escola, e o vento surrou meu rosto de
forma quase poética. Não senti minhas mãos. Me faltou
o ar. Não consegui falar direito com meu colega, que estava
voltando pra casa comigo. Me senti o verdadeiro Kenneth
Hutter, se é que alguém sabe do que estou falando (Obsessão,
minha primeira obra terminada). O céu me lembrou um pôr-
do-sol que passei uma vez, em Caxias do Sul. Vanilla Sky?
E as pessoas não me entendiam, achavam que eu não fazia
sentido, quando dizia: "e quero que fique ainda mais frio que
isso". Quero mesmo. Quero graus negativos, quero neve, quero
que tudo isso congele. Quero de verdade, e quero muito. Posso
ser insano, mas sou apaixonado perdidamente pelo frio absoluto.
Caxias me cabe bem, eu acho.
Olha eu, falando nas entrelinhas de novo.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
"Toda vez que toca o telefone eu penso que é você.
Toda noite de insônia eu penso em te escrever, pra
dizer que teu silêncio me agride, e não me agrada
ser um calendário do ano passado, pra dizer que
teu crime me cansa, e não compensa entrar na dança
depois que a música parou.
Toda vez que toca o telefone eu penso que é você,
toda noite de insônia eu penso em te escrever, escrever
uma carta definitiva, que não dê alternativa pra quem lê,
te chamar de carta fora do baralho, descartar, embaralhar
você e fazer você voltar ao tempo em que nada nos
dividia, havia motivo pra tudo e tudo era motivo pra mais,
era perfeita simetria, éramos duas metades iguais."
Perfeita Simetria - Engenheiros do Hawaii
Toda noite de insônia eu penso em te escrever, pra
dizer que teu silêncio me agride, e não me agrada
ser um calendário do ano passado, pra dizer que
teu crime me cansa, e não compensa entrar na dança
depois que a música parou.
Toda vez que toca o telefone eu penso que é você,
toda noite de insônia eu penso em te escrever, escrever
uma carta definitiva, que não dê alternativa pra quem lê,
te chamar de carta fora do baralho, descartar, embaralhar
você e fazer você voltar ao tempo em que nada nos
dividia, havia motivo pra tudo e tudo era motivo pra mais,
era perfeita simetria, éramos duas metades iguais."
Perfeita Simetria - Engenheiros do Hawaii
quarta-feira, 15 de junho de 2011
que horas são?
Quando a noite chega, eu não sei por que, as dores
se acentuam. O corpo fica mais pesado, a mente fica
mais pesada, a vida fica mais pesada. Os olhos
parecem mais propensos à chorar, a vida parece
estar querendo ser deixada de lado. Leio e releio
tudo o que foi dito entre duas pessoas, e aí é pior.
Hoje é dias 16 de junho de 2011, são 2:39 da manhã,
e estou escrevendo compulsivamente um monte
de besteira em um monte de lugares. Estou sozinho
em casa; meus pais foram viajar e meu irmão está
no outro quarto. Amanhã ele também parte, e eu
vou ficar sozinho de verdade. Não, adolescentes felizes,
não estou feliz por ficar sozinho em casa e poder dar
'aquela festa'. Quero o abraço do meu pai, o beijo da
minha mãe, a gargalhada do meu irmão.
Quero a Juliane.
Quero tudo o que me faz falta. Tudo o que me dá
saudade. Quero parar de escrever pra me sentir melhor.
Quero parar de reler conversas de tempos melhores, e
querer voltar, ou tornar o ontem hoje. Quero tudo isso.
Quero muito mais, e não quero pela metade. Quero ouvir
as frases simples de novo. Aquelas que não existem mais,
e que faziam tanta diferença. Parar de me conformar,
parar de... parar. Parar de sentir saudade mesmo durante
a conversa. Parar de sentir saudade, mesmo estando você
ali. Quero continuar sendo forte; oh, isso eu consigo.
Isso eu tenho certeza, nisso eu vou continuar.
Quando a noite chega é assim porque a gente não consegue
pensar em outra coisa. A cabeça pende só pra um lado.
A gente fica sozinho. A gente quer o que faz bem. Sim,
queremos o tempo todo, mas quando estamos só nós,
queremos mais ainda.
Cara, o que eu to fazendo aqui?
2:46 da manhã.
Pode rir agora. Estou delirando? Ou finalmente raciocinando
direito? Estou sozinho. A gente se acostuma, nem faz
mais diferença. Sim, faz muita diferença, e não se acostuma
com esse tipo de coisa. Vai ver já esqueci quem eu sou. Vai
ver estou me tornando você.
Como? Do que estou falando?
2:50 da manhã.
Boa-noite ou bom-dia?
- Igor Tolksdorf
se acentuam. O corpo fica mais pesado, a mente fica
mais pesada, a vida fica mais pesada. Os olhos
parecem mais propensos à chorar, a vida parece
estar querendo ser deixada de lado. Leio e releio
tudo o que foi dito entre duas pessoas, e aí é pior.
Hoje é dias 16 de junho de 2011, são 2:39 da manhã,
e estou escrevendo compulsivamente um monte
de besteira em um monte de lugares. Estou sozinho
em casa; meus pais foram viajar e meu irmão está
no outro quarto. Amanhã ele também parte, e eu
vou ficar sozinho de verdade. Não, adolescentes felizes,
não estou feliz por ficar sozinho em casa e poder dar
'aquela festa'. Quero o abraço do meu pai, o beijo da
minha mãe, a gargalhada do meu irmão.
Quero a Juliane.
Quero tudo o que me faz falta. Tudo o que me dá
saudade. Quero parar de escrever pra me sentir melhor.
Quero parar de reler conversas de tempos melhores, e
querer voltar, ou tornar o ontem hoje. Quero tudo isso.
Quero muito mais, e não quero pela metade. Quero ouvir
as frases simples de novo. Aquelas que não existem mais,
e que faziam tanta diferença. Parar de me conformar,
parar de... parar. Parar de sentir saudade mesmo durante
a conversa. Parar de sentir saudade, mesmo estando você
ali. Quero continuar sendo forte; oh, isso eu consigo.
Isso eu tenho certeza, nisso eu vou continuar.
Quando a noite chega é assim porque a gente não consegue
pensar em outra coisa. A cabeça pende só pra um lado.
A gente fica sozinho. A gente quer o que faz bem. Sim,
queremos o tempo todo, mas quando estamos só nós,
queremos mais ainda.
Cara, o que eu to fazendo aqui?
2:46 da manhã.
Pode rir agora. Estou delirando? Ou finalmente raciocinando
direito? Estou sozinho. A gente se acostuma, nem faz
mais diferença. Sim, faz muita diferença, e não se acostuma
com esse tipo de coisa. Vai ver já esqueci quem eu sou. Vai
ver estou me tornando você.
Como? Do que estou falando?
2:50 da manhã.
Boa-noite ou bom-dia?
- Igor Tolksdorf
segunda-feira, 13 de junho de 2011
sobre não mudar nada
Temos todos um pouco de egoísmo dentro de nós mesmos.
Somos todos um pouco mentirosos, mesmo que dificilmente
contemos alguma mentira. Somos todos um pouco ruins,
alguns muito mais, é claro. Eu tô cansado, muito cansado.
Não sei mais o que eu tô fazendo aqui.
Já falei tanto, tanto, tanto.
Já escrevi tanto pra mostrar. Já escrevi tanto.
O que eu escrevo não me faz mais sentido, quando
não muda nada.
Já falei tudo o que consegui, e não mudou nada. Acho que
essa é a pior parte. Não conseguir mudar nada. Eu falei muito
do que mantinha preso aqui dentro; eu marquei coisas, eu
procurei coisas, eu guardei coisas. Não mudou nada. E agora?
Pra onde eu to indo agora? Quem eu vou chamar? Pra onde
eu vou agora? Eu tô perdido, mas tô até o fim.
Somos todos um pouco mentirosos, mesmo que dificilmente
contemos alguma mentira. Somos todos um pouco ruins,
alguns muito mais, é claro. Eu tô cansado, muito cansado.
Não sei mais o que eu tô fazendo aqui.
Já falei tanto, tanto, tanto.
Já escrevi tanto pra mostrar. Já escrevi tanto.
O que eu escrevo não me faz mais sentido, quando
não muda nada.
Já falei tudo o que consegui, e não mudou nada. Acho que
essa é a pior parte. Não conseguir mudar nada. Eu falei muito
do que mantinha preso aqui dentro; eu marquei coisas, eu
procurei coisas, eu guardei coisas. Não mudou nada. E agora?
Pra onde eu to indo agora? Quem eu vou chamar? Pra onde
eu vou agora? Eu tô perdido, mas tô até o fim.
sobre seus atalhos quebradiços
Faz sentido? Não, não faz sentido nenhum.
Acho que passei uma noite inteira procurando
algum sentido, pensando no sentido que eu
via (fingia ver). Eu não quero tornar esse blog
um diário imbecil e afeminado, mas preciso
falar, nem que seja pra mim mesmo de forma
pública.
Não, não faz sentido. Não, não é fácil. Não,
não vem sendo bom. Seria um atalho desistir,
o caminho fácil desistir. Seria doce desistir.
Seria sim. Foda-se o fácil, o doce. Foda-se,
os atalhos podem foder com seu automóvel.
Podem ser estradas mais perigosas do que
as mais longas. Podem enganar você por serem
mais fáceis. Sai pior no final. Não pegue os
atalhos. Se você acha que é certo, vá até o fim,
até aguentar, e no meu caso, até onde não
aguenta mais. Vá rastejando, mas vá. Enquanto
estiver vivo, enquanto ver que ainda dá pra ir,
vá. Mesmo que não veja mais sentido nenhum,
mesmo que esteja começando a achar que não
tem futuro nenhum, e que não tem mais graça
nenhuma tentar. Vá mesmo que não entenda.
Vá, porque já chegou até aqui. Vá porque já
está envolvido demais. Vá porque consegue
enxergar as qualidades nos piores defeitos. Eu
tô seguindo por aqui. Tá difícil, tá mesmo, mas
e daí? Seria a mesma coisa com ou sem. Seria
difícil do mesmo jeito. Tô aqui até o fim.
Acho que passei uma noite inteira procurando
algum sentido, pensando no sentido que eu
via (fingia ver). Eu não quero tornar esse blog
um diário imbecil e afeminado, mas preciso
falar, nem que seja pra mim mesmo de forma
pública.
Não, não faz sentido. Não, não é fácil. Não,
não vem sendo bom. Seria um atalho desistir,
o caminho fácil desistir. Seria doce desistir.
Seria sim. Foda-se o fácil, o doce. Foda-se,
os atalhos podem foder com seu automóvel.
Podem ser estradas mais perigosas do que
as mais longas. Podem enganar você por serem
mais fáceis. Sai pior no final. Não pegue os
atalhos. Se você acha que é certo, vá até o fim,
até aguentar, e no meu caso, até onde não
aguenta mais. Vá rastejando, mas vá. Enquanto
estiver vivo, enquanto ver que ainda dá pra ir,
vá. Mesmo que não veja mais sentido nenhum,
mesmo que esteja começando a achar que não
tem futuro nenhum, e que não tem mais graça
nenhuma tentar. Vá mesmo que não entenda.
Vá, porque já chegou até aqui. Vá porque já
está envolvido demais. Vá porque consegue
enxergar as qualidades nos piores defeitos. Eu
tô seguindo por aqui. Tá difícil, tá mesmo, mas
e daí? Seria a mesma coisa com ou sem. Seria
difícil do mesmo jeito. Tô aqui até o fim.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
sobre mim e sobre você(?)
Como você vai? Como tem passado? Onde esteve?
Eu me lembro de você todo dia. Eu penso em você
todo dia. Eu sou paranoico e fico preocupado com
qualquer vírgula a mais que você põe numa frase.
Não quero perguntar o que a frase quer dizer, tenho
medo de descobrir.
Como você vai? Como vão os dias frios por aí? Aqui
tá na mesma. Onde esteve? Eu estive por aqui,
pensando em como sou esperançoso.
Eu ainda me lembro de tudo. Eu ainda te quero.
Eu ainda acho que pode ser ótimo. Não, não sou um
cão sem dono, só um cara que acredita nas suas
qualidades. Conhece seus defeitos, mas não liga.
Caminho sozinho só pra pensar bem. Adoro ir pro
telhado da casa, porque de lá a cidade parece mais
bonita, mesmo sendo horrorosa. Lá eu faço de conta
que você está do meu lado. É lá que muitas vezes
crio essas bobagens que escrevo.
Oi, como você vai? Como tem passado? Pensa em mim?
Oh, eu também.
Eu me lembro de você todo dia. Eu penso em você
todo dia. Eu sou paranoico e fico preocupado com
qualquer vírgula a mais que você põe numa frase.
Não quero perguntar o que a frase quer dizer, tenho
medo de descobrir.
Como você vai? Como vão os dias frios por aí? Aqui
tá na mesma. Onde esteve? Eu estive por aqui,
pensando em como sou esperançoso.
Eu ainda me lembro de tudo. Eu ainda te quero.
Eu ainda acho que pode ser ótimo. Não, não sou um
cão sem dono, só um cara que acredita nas suas
qualidades. Conhece seus defeitos, mas não liga.
Caminho sozinho só pra pensar bem. Adoro ir pro
telhado da casa, porque de lá a cidade parece mais
bonita, mesmo sendo horrorosa. Lá eu faço de conta
que você está do meu lado. É lá que muitas vezes
crio essas bobagens que escrevo.
Oi, como você vai? Como tem passado? Pensa em mim?
Oh, eu também.
sobre a vida
Acordo, quero continuar deitado mas levanto.
Tomo meu Nescau diário, uma torrada, lavo
o rosto, arrumo o cabelo e saio de casa. Escola.
Os mesmos rostos, o mesmo cansaço, o mesmo
sono, as mesmas obrigações. Recreio, ok, às
vezes é legal. Saio da escola, chego em casa,
checo tudo o que tenho pra checar aqui, e tenho
a sensação de que o dia ainda nem começou. Na
verdade ele já está acabando. Na verdade não
é nem segunda-feira, é sexta. Onde foi parar
o sábado? Já é noite de domingo. Onde foi
parar a porra da tarde de domingo? Espere,
é manhã de segunda, e essa demora. Todo dia
pensando na mesma coisa, as mesmas coisas,
as mesmas preocupações, planos, sonhos, cheiros,
roupas, lugares. O cérebro já está no piloto
automático. Já faz as funções sem nem eu querer.
Já vai automaticamente para os mesmos cômodos,
dá oi automaticamente para as mesmas pessoas.
Mais tarde nem vou lembrar que as vi, porque não
fui eu, foi meu cérebro. Já é quarta, temos
matemática, droga. É sexta, yeah! Amanhã será
um fim-de-semana e tanto! Não foi. Dormi, acordei,
dormi, acordei, é segunda. Tudo de novo. Igual.
Igual. Igual. Se alimentando de esperanças que só
lhe deixam na vontade. Você já tem dezessete anos,
você já tem barba, e parece que há poucos dias
brincava de Frodo e Sam com seu primo. De Age
e Corvo com ele. Parece que ontem ia à casa dele
brincar de massinha de modelar, mas veja, ele se
mudou e te esqueceu, e você nem dá falta. Você
já está no último ano do Ensino Médio, vai se formar,
e não vai lembrar de mais nada. Vai fazer alguma coisa
depois, estudar mais ou começar a trabalhar. E pra
quê? E os seus sonhos? Ficaram na adolescência. Você
vai rir de si mesmo por isso. Por sonhar isso. Você
já tem dezessete anos e ainda sonha em ser um rockstar,
alguém famoso, alguém de quem as pessoas vão se
lembrar. Já tem barba e espinhas que acha que vão
sumir, mas só vão deixar cicatrizes. Cicatrizes que vão
ficar para sempre, como todo o resto, e você não vai
conseguir tirar porque não vai ter dinheiro. Veja só,
você já tem trinta anos e os dias ainda passam como
segundos e as semanas como dias. Tem um carro
semi-novo que ainda está parcelando. Não casou
com o amor de sua vida. Na verdade ela tem um
português horroroso e assiste à novela; na verdade
ela só reclama, e aquela primeira impressão já se foi
há muito tempo. Ela não gosta de ler, nem de música
boa, nem de filmes bons, nem é aquela que você
conheceu quando era adolescente, aquela sim, com
aquela você deveria ter se casado, mas ela não lhe
quis mais, sabe-se-lá por quê. Ela era perfeita,
e você, com trinta anos, barba por fazer, rugas
e mais marcas do estresse, ainda lembra dela, e
lembra como podia ter sido diferente. Acorda pela
manhã querendo continuar deitado e toma um café,
come talvez um ovo frito, e vai trabalhar. Agora é
trabalhar. Ainda vê mesmas pessoas, a segunda-feira
ainda é a mais lenta, e a semana ainda voa.
Você tem oitenta anos. Olha pra trás. Viveu o quê?
Você está acabado, meu amigo. Morra logo.
Você morre só aos noventa, só porque a vida é
filha da puta e quis te torrar o saco por mais dez anos.
Morto, você descansa. Morto, velho.
Não, esse não é o meu futuro, não, esse não é o meu
presente. Eu vou casar com o amor da minha vida,
vou morar na casa dos meus sonhos com o emprego
dos meus sonhos. Tenho dezessete anos, acredito no
amor e acredito, pelo menos por enquanto, naquela
bobagem de que se acredita, vai dar certo. Eu acredito.
E você?
Tomo meu Nescau diário, uma torrada, lavo
o rosto, arrumo o cabelo e saio de casa. Escola.
Os mesmos rostos, o mesmo cansaço, o mesmo
sono, as mesmas obrigações. Recreio, ok, às
vezes é legal. Saio da escola, chego em casa,
checo tudo o que tenho pra checar aqui, e tenho
a sensação de que o dia ainda nem começou. Na
verdade ele já está acabando. Na verdade não
é nem segunda-feira, é sexta. Onde foi parar
o sábado? Já é noite de domingo. Onde foi
parar a porra da tarde de domingo? Espere,
é manhã de segunda, e essa demora. Todo dia
pensando na mesma coisa, as mesmas coisas,
as mesmas preocupações, planos, sonhos, cheiros,
roupas, lugares. O cérebro já está no piloto
automático. Já faz as funções sem nem eu querer.
Já vai automaticamente para os mesmos cômodos,
dá oi automaticamente para as mesmas pessoas.
Mais tarde nem vou lembrar que as vi, porque não
fui eu, foi meu cérebro. Já é quarta, temos
matemática, droga. É sexta, yeah! Amanhã será
um fim-de-semana e tanto! Não foi. Dormi, acordei,
dormi, acordei, é segunda. Tudo de novo. Igual.
Igual. Igual. Se alimentando de esperanças que só
lhe deixam na vontade. Você já tem dezessete anos,
você já tem barba, e parece que há poucos dias
brincava de Frodo e Sam com seu primo. De Age
e Corvo com ele. Parece que ontem ia à casa dele
brincar de massinha de modelar, mas veja, ele se
mudou e te esqueceu, e você nem dá falta. Você
já está no último ano do Ensino Médio, vai se formar,
e não vai lembrar de mais nada. Vai fazer alguma coisa
depois, estudar mais ou começar a trabalhar. E pra
quê? E os seus sonhos? Ficaram na adolescência. Você
vai rir de si mesmo por isso. Por sonhar isso. Você
já tem dezessete anos e ainda sonha em ser um rockstar,
alguém famoso, alguém de quem as pessoas vão se
lembrar. Já tem barba e espinhas que acha que vão
sumir, mas só vão deixar cicatrizes. Cicatrizes que vão
ficar para sempre, como todo o resto, e você não vai
conseguir tirar porque não vai ter dinheiro. Veja só,
você já tem trinta anos e os dias ainda passam como
segundos e as semanas como dias. Tem um carro
semi-novo que ainda está parcelando. Não casou
com o amor de sua vida. Na verdade ela tem um
português horroroso e assiste à novela; na verdade
ela só reclama, e aquela primeira impressão já se foi
há muito tempo. Ela não gosta de ler, nem de música
boa, nem de filmes bons, nem é aquela que você
conheceu quando era adolescente, aquela sim, com
aquela você deveria ter se casado, mas ela não lhe
quis mais, sabe-se-lá por quê. Ela era perfeita,
e você, com trinta anos, barba por fazer, rugas
e mais marcas do estresse, ainda lembra dela, e
lembra como podia ter sido diferente. Acorda pela
manhã querendo continuar deitado e toma um café,
come talvez um ovo frito, e vai trabalhar. Agora é
trabalhar. Ainda vê mesmas pessoas, a segunda-feira
ainda é a mais lenta, e a semana ainda voa.
Você tem oitenta anos. Olha pra trás. Viveu o quê?
Você está acabado, meu amigo. Morra logo.
Você morre só aos noventa, só porque a vida é
filha da puta e quis te torrar o saco por mais dez anos.
Morto, você descansa. Morto, velho.
Não, esse não é o meu futuro, não, esse não é o meu
presente. Eu vou casar com o amor da minha vida,
vou morar na casa dos meus sonhos com o emprego
dos meus sonhos. Tenho dezessete anos, acredito no
amor e acredito, pelo menos por enquanto, naquela
bobagem de que se acredita, vai dar certo. Eu acredito.
E você?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sobre incertezas
Aposto no incerto, no que não sei se vai longe, se
vai nascer, se vai durar anos ou minutos.
Aposto no incerto porque na minha concepção
ele é certo. Aposto no incerto porque é tudo o que
eu tenho, e é mais do que suficiente. Aposto porque
eu sinto nesse incerto coisas que nunca senti em
certeza alguma. Nessa distância, coisas que nunca
senti estando na presença de ninguém. Aposto
no vento, porque quando bato de frente com ele,
me sinto livre, limpo, leve. Sinto que voo. Sinto...
vida enfim. Aposto nesse incerto porque eu
simplesmente quis; não o entendendo, não o
decifrando por inteiro, mas o aceitando como incerteza,
como paixão, como alegria, consolo quando a tristeza
é mais forte; como uma grande quantidade de
felicidade.
É incerto, eu sei, é difícil, sei também,
sei muito pouco, mas bom... vale à pena sofrer
um pouquinho.
Vale à pena lutar pra sempre.
O incerto é certo quando acreditamos.
vai nascer, se vai durar anos ou minutos.
Aposto no incerto porque na minha concepção
ele é certo. Aposto no incerto porque é tudo o que
eu tenho, e é mais do que suficiente. Aposto porque
eu sinto nesse incerto coisas que nunca senti em
certeza alguma. Nessa distância, coisas que nunca
senti estando na presença de ninguém. Aposto
no vento, porque quando bato de frente com ele,
me sinto livre, limpo, leve. Sinto que voo. Sinto...
vida enfim. Aposto nesse incerto porque eu
simplesmente quis; não o entendendo, não o
decifrando por inteiro, mas o aceitando como incerteza,
como paixão, como alegria, consolo quando a tristeza
é mais forte; como uma grande quantidade de
felicidade.
É incerto, eu sei, é difícil, sei também,
sei muito pouco, mas bom... vale à pena sofrer
um pouquinho.
Vale à pena lutar pra sempre.
O incerto é certo quando acreditamos.
terça-feira, 31 de maio de 2011
sobre valer à pena
Todos vão te machucar, até os que mais te amam.
Todos vão te machucar, te ferir, te fazer querer morrer,
nem que seja só por um segundo. Todos vão te fazer
chorar, te fazer querer largar tudo e sumir. Todos vão
destruir um pedaço de você, nem que o devolvam depois.
Do mais importante ao mais insignificante, do mais doce
ao mais amargo. Mesmo sem saber. Muitas vezes sabendo.
Sem querer. Por querer. Por impulso. Planejado. Eles vão
machucar você, e você vai ter que se perguntar se vale à
pena. Se vale à penas sofrer por esse alguém.
Todos vão te machucar e te tirar lágrimas, pedaços,
silêncios, mas quais deles vão te tirar sorrisos, alegrias,
risadas?
Todos vão te machucar, te roubar a felicidade e esconder,
mas quais deles vão devolver essa felicidade em dobro?
Todos vão te machucar, mas por quem deles vale à pena sofrer?
sobre todas as coisas que eu não entendo, tu é o meu mistério favorito.
Todos vão te machucar, te ferir, te fazer querer morrer,
nem que seja só por um segundo. Todos vão te fazer
chorar, te fazer querer largar tudo e sumir. Todos vão
destruir um pedaço de você, nem que o devolvam depois.
Do mais importante ao mais insignificante, do mais doce
ao mais amargo. Mesmo sem saber. Muitas vezes sabendo.
Sem querer. Por querer. Por impulso. Planejado. Eles vão
machucar você, e você vai ter que se perguntar se vale à
pena. Se vale à penas sofrer por esse alguém.
Todos vão te machucar e te tirar lágrimas, pedaços,
silêncios, mas quais deles vão te tirar sorrisos, alegrias,
risadas?
Todos vão te machucar, te roubar a felicidade e esconder,
mas quais deles vão devolver essa felicidade em dobro?
Todos vão te machucar, mas por quem deles vale à pena sofrer?
sobre todas as coisas que eu não entendo, tu é o meu mistério favorito.
domingo, 22 de maio de 2011
sobre não fazer sentido nenhum
E o que dizer quando a gente não escuta nem mais a voz interior,
não usa nem mais o bom-senso, não quer nem mais fazer sentido?
Quando a gente escolhe o caminho mais difícil e sem-sentido, quando
a gente só encontra razão no ridículo, no quase impossível, no que
não é recíproco?
Eu to sem sentido. Eu to ignorante. Eu to indecifrável, e totalmente
perdido. Quem nunca se sentiu assim? Quem nunca, mesmo tentando
mentir pra si mesmo, nunca encontrou essas palavras dentro do próprio
peito?
- Eu tô nadando contra a corrente.
find yourself.
/Dorf
não usa nem mais o bom-senso, não quer nem mais fazer sentido?
Quando a gente escolhe o caminho mais difícil e sem-sentido, quando
a gente só encontra razão no ridículo, no quase impossível, no que
não é recíproco?
Eu to sem sentido. Eu to ignorante. Eu to indecifrável, e totalmente
perdido. Quem nunca se sentiu assim? Quem nunca, mesmo tentando
mentir pra si mesmo, nunca encontrou essas palavras dentro do próprio
peito?
- Eu tô nadando contra a corrente.
find yourself.
/Dorf
segunda-feira, 16 de maio de 2011
sobre o tempo, sobre perder, sobre ir

Queria por um dia conseguir mudar,
deixar de ser errante, por um dia não andar.
Eu tenho uma ferida de cada lugar em que
deixei guardada a solidão.
E agora, o rosto no espelho não conheço mais.
Não tem volta, e tudo o que me resta é prometer.
Não pretendo te iludir, dizer que isso vai durar pra sempre.
Não pretendo te enganar, até meu coração não bater mais.
Há muito tempo eu aprendi, nem mesmo a nossa morte é
permantente.
O tempo vai se encarregar de tirar a minha e a tua paz.
Não, eu não sei lidar.
Não, eu não sei amar.
Lebruce - Visconde (Lucas Silveira)
domingo, 15 de maio de 2011
alguns dos posts mais legais e bonitos que já fiz
foram excluídos por razões talvez óbvias. Pra
quem não ficou óbvio azar, não to aqui pra agradar
ninguém. To um lixo, to num inferno e não sei
o que vai ser agora que to desorientado. To
pela minha última esperança de retorno, como
sempre, mas se não for eu me viro. Há sempre
uma bifurcação.
foram excluídos por razões talvez óbvias. Pra
quem não ficou óbvio azar, não to aqui pra agradar
ninguém. To um lixo, to num inferno e não sei
o que vai ser agora que to desorientado. To
pela minha última esperança de retorno, como
sempre, mas se não for eu me viro. Há sempre
uma bifurcação.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
inverno

É quando chega o frio que se concretizam todas as minhas
saudades, todos os meus planos, todas as lembranças, as
reações, as dores e mais ainda, todas as minhas felicidades.
Tudo se resume a um clima, a um sentimento, a uma cor
do céu.
Parece que tudo o que há de feliz na minha vida aconteceu
no inverno, que todas as melhores lembranças da minha
vida, desde criança até o ano passado, vêm do inverno.
E afinal, o que é isso? Essa nostalgia ao sentir o vento
frio soprando? Essa nostalgia ao admirar um pôr-do-sol,
um amanhecer?
O inverno é tudo pra mim, desde as roupas muito mais
estilosas até razões para aquecer alguém ou ser aquecido
por alguém. Sensação de limpeza, sem suor, sem mal-estar,
casacos, aconchego, chocolate quente, pele branca, e mais
um bilhão de motivos que eu não saberia ou não lembraria
de citar aqui.
O inverno é tudo.
O inverno é tudo pra mim.
Que chegue, e por mim, nunca iria embora.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sabe qual é a chave para o Caos?
o Medo. O simples medo, medo de perder,
de não poder controlar, de não resistir.
O Medo move as pessoas a fazerem coisas
que talvez ainda não estejam prontas para
fazer, mas precisam fazer, por medo. Medo
de perder outra chance.
Deveria ser simples.
Deveríamos saber como tudo seria
se sacudíssemos o mundo.
de não poder controlar, de não resistir.
O Medo move as pessoas a fazerem coisas
que talvez ainda não estejam prontas para
fazer, mas precisam fazer, por medo. Medo
de perder outra chance.
Deveria ser simples.
Deveríamos saber como tudo seria
se sacudíssemos o mundo.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
...nostalgia.
preto e branco, vento frio, céu nublado.
coração partido, dias de chuva, olhos fechados.
suspiro, grama, sopro, chama, dia após dia.
fugir, gritar, escapar, sangrar, sentir, voltar.
não ter pra onde correr, nem onde chegar,
não ter por quem pedir socorro, nem a quem
se abraçar. Tudo se resume. Tudo se renova.
Tudo se procura. Tudo se resume... tudo se
resume a... tudo se resume em...
coração partido, dias de chuva, olhos fechados.
suspiro, grama, sopro, chama, dia após dia.
fugir, gritar, escapar, sangrar, sentir, voltar.
não ter pra onde correr, nem onde chegar,
não ter por quem pedir socorro, nem a quem
se abraçar. Tudo se resume. Tudo se renova.
Tudo se procura. Tudo se resume... tudo se
resume a... tudo se resume em...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Não há lágrimas aqui
Seria muita hipocrisia minha se dissesse que estou triste
com o que vem acontecendo com o mundo e com as pessoas
doentias que nele vivem. Seria um hipócrita se dissesse que
estou chorando por dezenas de crianças sendo assassinadas
sem motivo algum por algum lunático que simplesmente está
puto porque nunca comeu ninguém, ou que estou chorando
pelo que vem acontecendo há mais de dez anos no Iraque sob
a opressão dos americanos, ou que estou chorando pela dor
alheia que nunca acaba e nunca vai acabar. Não estou. Não
estou triste por isso e não choro por eles. Desculpe se falo a
minha verdade e me restrinjo às minhas dores, mas não sofro
por eles. Seria hipócrita se lhes mentisse que sofro. Ao menos
eu admito e reconheço que sou um lixo, e talvez nem vá pro
céu por ser tão indiferente por tudo o que vem acontecendo
por aqui. Não ligo, MESMO, com nada disso. Eles não ligariam
se fosse só comigo, porque eu ligaria por ser com todos eles?
Por que aparece no jornal?
Encontre um bilhão de argumentos pra provar que estou errado,
mas está aí a questão, você não precisa me provar, eu sei que
estou, mas esse não é o meu blog, onde falo minhas verdades?
Nunca lhe obriguei a ler o que escrevo, só odeio hipocrisia.
E a pobre garotinha que foi atirada por uma janela há um bom
tempo? Quem ainda chora por ela? E a moça que foi esquartejada
por aquele goleiro criminoso? Só por que fez filme pornô não
merece o mesmo respeito do que certas crianças? Quem chora
por ela? A família. Ouvi pessoas dizendo: "bem feito, era puta,
deu pra um bandido e virou comida de cachorro. Bem feito." É
esse tipo de gente que me pede pra chorar pelas criancinhas? É
esse tipo de gente que me exige caridade? O tipo de gente que
me exige compaixão? E quem está com a razão?
Bom, eu não, com toda a certeza, mas a garota que foi esquartejada
também já foi criança.
Sempre que me pedem compaixão, pergunto a eles: 'comparada
a quê?' - me desculpa Dani Browser do Isso é Bizarro, mas peguei
um trecho da sua frase e misturei com a minha, haha.
Pontos de vista, caros leitores, existem aos milhares. Só
estou tornando público mais uma parte do meu. The Truth,
A Verdade, é pra isso.
Chorem pelas crianças, pelos atentados, pela ex-atriz pornô, ou
por quem quiserem, mas eu não vou chorar.
Boa noite.
/The Truth
com o que vem acontecendo com o mundo e com as pessoas
doentias que nele vivem. Seria um hipócrita se dissesse que
estou chorando por dezenas de crianças sendo assassinadas
sem motivo algum por algum lunático que simplesmente está
puto porque nunca comeu ninguém, ou que estou chorando
pelo que vem acontecendo há mais de dez anos no Iraque sob
a opressão dos americanos, ou que estou chorando pela dor
alheia que nunca acaba e nunca vai acabar. Não estou. Não
estou triste por isso e não choro por eles. Desculpe se falo a
minha verdade e me restrinjo às minhas dores, mas não sofro
por eles. Seria hipócrita se lhes mentisse que sofro. Ao menos
eu admito e reconheço que sou um lixo, e talvez nem vá pro
céu por ser tão indiferente por tudo o que vem acontecendo
por aqui. Não ligo, MESMO, com nada disso. Eles não ligariam
se fosse só comigo, porque eu ligaria por ser com todos eles?
Por que aparece no jornal?
Encontre um bilhão de argumentos pra provar que estou errado,
mas está aí a questão, você não precisa me provar, eu sei que
estou, mas esse não é o meu blog, onde falo minhas verdades?
Nunca lhe obriguei a ler o que escrevo, só odeio hipocrisia.
E a pobre garotinha que foi atirada por uma janela há um bom
tempo? Quem ainda chora por ela? E a moça que foi esquartejada
por aquele goleiro criminoso? Só por que fez filme pornô não
merece o mesmo respeito do que certas crianças? Quem chora
por ela? A família. Ouvi pessoas dizendo: "bem feito, era puta,
deu pra um bandido e virou comida de cachorro. Bem feito." É
esse tipo de gente que me pede pra chorar pelas criancinhas? É
esse tipo de gente que me exige caridade? O tipo de gente que
me exige compaixão? E quem está com a razão?
Bom, eu não, com toda a certeza, mas a garota que foi esquartejada
também já foi criança.
Sempre que me pedem compaixão, pergunto a eles: 'comparada
a quê?' - me desculpa Dani Browser do Isso é Bizarro, mas peguei
um trecho da sua frase e misturei com a minha, haha.
Pontos de vista, caros leitores, existem aos milhares. Só
estou tornando público mais uma parte do meu. The Truth,
A Verdade, é pra isso.
Chorem pelas crianças, pelos atentados, pela ex-atriz pornô, ou
por quem quiserem, mas eu não vou chorar.
Boa noite.
/The Truth
terça-feira, 29 de março de 2011
A Trilogia do Pânico
se por acaso (e duvido muito) alguém procurou
na internet ou sabe-se lá onde pelo livro 'Paranoia',
ou pelo trecho que citei e não achou, é porque
fará parte do futuro.
Paranoia é a parte dois de uma Trilogia que
eu mesmo venho criando, e, não sei por que
motivos, nunca citei aqui.
Obsessão - livro 1
Paranoia - livro 2
Ruínas - livro 3
a história da vida do garoto mais poderoso do mundo,
que por ironia da existência, não consegue ser mais poderoso
que seu próprio amor.
Não se engane pelas aparências, se chama Trilogia do Pânico,
e é horror/drama.
na internet ou sabe-se lá onde pelo livro 'Paranoia',
ou pelo trecho que citei e não achou, é porque
fará parte do futuro.
Paranoia é a parte dois de uma Trilogia que
eu mesmo venho criando, e, não sei por que
motivos, nunca citei aqui.
Obsessão - livro 1
Paranoia - livro 2
Ruínas - livro 3
a história da vida do garoto mais poderoso do mundo,
que por ironia da existência, não consegue ser mais poderoso
que seu próprio amor.
Não se engane pelas aparências, se chama Trilogia do Pânico,
e é horror/drama.
segunda-feira, 28 de março de 2011
- Você ainda pode me salvar.
- Eu não posso salvar nem mais a mim mesmo.
- Eu não quero que você desista, Ken!
- Desistir do que nunca tentei?
- Você ainda está tentando! Por favor, não deixa isso te dominar!
- Isso é poder, e já me dominou.
- Eu quero você do meu lado, pra sempre!
- Não posso ficar.
- Você não quer nem ao menos tentar?
- Me desculpa, mas você pode me destruir se eu ficar.
E o rapaz que poderia dominar tudo no universo, não pôde dominar
nem ao menos seu próprio coração, e por mais que Annya quisesse
e estivesse disposta a tentar, o rapaz mais poderoso do universo não
tinha mais forças.
Coisa curiosa é o amor, que diante mesmo do maior poder possível,
ainda é maior e pode até mesmo cobrir o sol.
/Paranóia - Kenny e Annya
- Eu não posso salvar nem mais a mim mesmo.
- Eu não quero que você desista, Ken!
- Desistir do que nunca tentei?
- Você ainda está tentando! Por favor, não deixa isso te dominar!
- Isso é poder, e já me dominou.
- Eu quero você do meu lado, pra sempre!
- Não posso ficar.
- Você não quer nem ao menos tentar?
- Me desculpa, mas você pode me destruir se eu ficar.
E o rapaz que poderia dominar tudo no universo, não pôde dominar
nem ao menos seu próprio coração, e por mais que Annya quisesse
e estivesse disposta a tentar, o rapaz mais poderoso do universo não
tinha mais forças.
Coisa curiosa é o amor, que diante mesmo do maior poder possível,
ainda é maior e pode até mesmo cobrir o sol.
/Paranóia - Kenny e Annya
terça-feira, 15 de março de 2011
Eu sei, você esqueceu de lembrar,Eu sei, você esqueceu de tentar,
Eu sei, você esqueceu de voltar,
Eu sei, você esqueceu de lutar,
Eu sei, você esqueceu de ficar,
Eu sei, você esqueceu de sonhar,
Eu sei, você esqueceu de amar,
Eu sei, você esqueceu como amar.
Eu sei, você esqueceu, veja o que
aconteceu.
Todos mudarão um dia,
e a questão é simplesmente entender isso.
Seu melhor amigo vai mudar, seus pais vão
mudar, nem que seja por um dia. Eles estarão
diferentes, chateados, irritantes, e você irá
detestá-los nesse período, mas deve entender
uma coisa: você também já deve ter mudado
nos seus 'dias ruins', e seu amigo o aturou.
Ele vai estar detestável, mas se você não conseguir
aturar seu amigo, como vai aturar sua namorada,
sua esposa, sua amante? E este digo diretamente
aos homens: você é fraco se não conseguir passar
por isso, porque toda mulher tem desvios de
comportamento e humor, e você deve tratá-la com
carinho até mesmo nesses dias.
Ao geral, a paciência é um item muito importante
na existência, e aprendi a empregá-la de forma
muito útil. As pessoas mudarão, mas as que forem
realmente importantes continuarão com vocês, pra
sempre.
- Dorf
Seu melhor amigo vai mudar, seus pais vão
mudar, nem que seja por um dia. Eles estarão
diferentes, chateados, irritantes, e você irá
detestá-los nesse período, mas deve entender
uma coisa: você também já deve ter mudado
nos seus 'dias ruins', e seu amigo o aturou.
Ele vai estar detestável, mas se você não conseguir
aturar seu amigo, como vai aturar sua namorada,
sua esposa, sua amante? E este digo diretamente
aos homens: você é fraco se não conseguir passar
por isso, porque toda mulher tem desvios de
comportamento e humor, e você deve tratá-la com
carinho até mesmo nesses dias.
Ao geral, a paciência é um item muito importante
na existência, e aprendi a empregá-la de forma
muito útil. As pessoas mudarão, mas as que forem
realmente importantes continuarão com vocês, pra
sempre.
- Dorf
sexta-feira, 11 de março de 2011
e os sonhos?
Sorrisos mais falsos, intenções mais falsas e
frases mais falsas. Acredito que os adolescentes
de hoje em dia estão mais hipócritas, falando
e fazendo de tudo pra ganhar mais atenção e pra
conquistar objetivos fúteis, sem relevância,
sem futuro. Tenho ouvido crianças dizendo 'eu
te amo', crianças de 10 anos, de 12 anos, dizendo
que estão apaixonadas. Não vejo aquele tal 'amor'
durar um mês, e quando dura, se vangloriam como
se dali em diante fosse se tornar eterno. Não,
não vai ser eterno, vocês ainda nem sabem o que
estão sentindo. Acho que nos dias atuais as coisas
estão mais dificeis, dificeis de se acreditar, de
se confiar, de se levar adiante, de se deixar
levar. Sonhos se tornam repetitivos, e as pessoas
começam a se deixar levar pelos sonhos dos outros
também. Não se é mais original, porque tudo o que
se cria pode se tornar público num clique, e você
não será mais dono de seus sonhos.
Tento não saturar. Tento só falar quando realmente
sinto, tento só falar o que realmente penso, tento
até mesmo não abusar das palavras. E eu não vou dizer
'eu te amo' se não amar de verdade. Não, eu não vou.
E quando foi que nos tornamos tão... vazios? De tanto
nos espelharmos nos outros, temos nos esquecido quem
realmente somos, e se pararmos pra pensar, somos muito
mais do que tentamos ser.
Só diga se você realmente sente.
Não seja uma cópia, não seja falso.
- be like Truth.
frases mais falsas. Acredito que os adolescentes
de hoje em dia estão mais hipócritas, falando
e fazendo de tudo pra ganhar mais atenção e pra
conquistar objetivos fúteis, sem relevância,
sem futuro. Tenho ouvido crianças dizendo 'eu
te amo', crianças de 10 anos, de 12 anos, dizendo
que estão apaixonadas. Não vejo aquele tal 'amor'
durar um mês, e quando dura, se vangloriam como
se dali em diante fosse se tornar eterno. Não,
não vai ser eterno, vocês ainda nem sabem o que
estão sentindo. Acho que nos dias atuais as coisas
estão mais dificeis, dificeis de se acreditar, de
se confiar, de se levar adiante, de se deixar
levar. Sonhos se tornam repetitivos, e as pessoas
começam a se deixar levar pelos sonhos dos outros
também. Não se é mais original, porque tudo o que
se cria pode se tornar público num clique, e você
não será mais dono de seus sonhos.
Tento não saturar. Tento só falar quando realmente
sinto, tento só falar o que realmente penso, tento
até mesmo não abusar das palavras. E eu não vou dizer
'eu te amo' se não amar de verdade. Não, eu não vou.
E quando foi que nos tornamos tão... vazios? De tanto
nos espelharmos nos outros, temos nos esquecido quem
realmente somos, e se pararmos pra pensar, somos muito
mais do que tentamos ser.
Só diga se você realmente sente.
Não seja uma cópia, não seja falso.
- be like Truth.
Mudos

e mesmo assim, no caminho certo. Que nada
conspire para o pior, mas se conspirar, a gente
sabe que tudo vai dar certo, afinal, somos nós.
Não percorri tudo o que percorri pra desistir,
parar aqui.
Tudo o que procurei eu sei que achei, e acho que
nada poderia ser mais verdadeiro, afinal, sou eu,
o Truth. Que sabe que as verdades dóem, mas
que são melhores do que as mentiras que confortam.
Conforto não é verdade, conforto é atraso.
Não sei exatamente o que dizer dessa vez, afinal,
já gritei, já sussurrei, e agora acho que é a hora
de ficarmos mudos. Ficarmos mudos por um tempo.
Não no sentido literal da palavra, mas, mudos entre
nós mesmos. Mudos para o mundo. Mudos para os
outros.
sábado, 5 de março de 2011
O sussurro

insista que é difícil.
insista que eu vou sofrer.
insista até mesmo pra que eu não tente,
por medo de me ganhar pra me perder
em seguida, mas eu não vou desistir. Não,
eu não vou deixar escapar por entre meus
dedos tudo o que eu sempre quis ter. Eu
não vou deixar você fugir, nem hoje, nem
amanhã, nem nunca. Eu nunca pensei em
eternidade; eu nunca falei que algo seria pra
sempre, mas dessa vez, mesmo que não
prometa, eu vou tentar. Eu vou acreditar.
eu vou lutar. Eu vou estar. Eu vou ficar.
(não esqueça)
Estarei aqui por você, e você vai estar aí
para mim, mesmo que por vezes acorde
com dores emocionais, e queira me fazer
acreditar que não. Eu sei que vai. Não preciso
saber o que te aconteceu pra te deixar assim,
tão insegura, tão fria às vezes. Não, não é
necessário saber, mesmo que às vezes eu
queira. O de agora em diante é o que importa.
Planeje, procure, acredite, descubra, confie,
ame sem medo, corra, pare, descanse, veja
as estrelas e faça um pedido. Vou estar olhando
pra elas também.
Peça o céu.
(don't forget)
Sem você era difícil enxergar.
A: um dia eu vou te salvar.
B: to precisando ser salva.
não canso, MESMO, de repetir.
tô aqui. Te amo.
te liberta.
émaiorqueocéu.
B: to precisando ser salva.
não canso, MESMO, de repetir.
tô aqui. Te amo.
te liberta.
émaiorqueocéu.
terça-feira, 1 de março de 2011
o grito

Vai ser difícil. Vai ser muito difícil, mas então?
E se fosse fácil? O amor seria o mesmo. O amor
é o mesmo, sendo você fácil, sendo você difícil.
Eu vo tá aqui, seja qual for o problema.
Não quero uma bifurcação. Quero um caminho
único, o que eu escolhi, e quero que seja recíproco.
Quero ser teu único caminho; quero que não
haja fugas, nem mentiras, nem segredos.
Não quero mais perder o sono. Não quero
me preocupar. Não quero que seja como
foi antes. Mas e se tiver que ser? Se tiver
que acontecer de eu não dormir, preocupado
contigo? E aí? E aí, eu não vou dormir.
Tô berrando por dentro, sepá só tu ouve.
Sepá ninguém ouve. E eu vou reescrever
a história, se começar a criar uma tragédia.
Não
haverão
bifurcações.
O caminho
será
único.
não erra dessa vez.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
o que a gente escreve quando só enxerga um semblante

dia 20 de fevereiro de 2011, às 23:53, século XXI d.C.
eu tava sentado no sofá, sem nada no estômago, sem
nada pra falar, e com saudade de ti. Aí eu comecei a
escrever...
"é incrível como acontece... uma hora tu tá conversando
sobre qualquer bobagem, tu tá até fazendo planos de
apresentar teu melhor amigo pra ela, de tão legal que
acha que ela é, aí do nada te dá um estalo, um estalo
brow, aí tu vê que não é pro teu melhor amigo que tu
tem que apresentar ela, e começa a ver ela por tudo,
e apresenta ela pra ti mesmo.
Eu sempre recebi as coisas de modo inesperado. Eu
comecei a gostar de ti... nunca imaginei, ou imaginei?
Sepá. Sepá eu já tinha imaginado.
Deixa eu entrar. Deixa eu entrar pra secar tuas lágrimas,
e deixar que as próxima sejam de felicidade.
Deixa eu te mostar que nem todo homem é mentiroso
e aproveitador. Deixa eu te escrever cartas só pra mostrar
como minha letra é bonita.
Vou fazer de tudo pra te fazer esquecer o que te faz chorar,
e pra te fazer lembrar de tudo o que te faz sonhar. Tu
sempre esteve aí, só eu não via, ou não queria ver. Vou te
provar todo dia que sou o cara certo, e tu vai me conhecer
todo dia de um jeito melhor.
Vou te fazer esquecer, só esquecer. E vou te fazer lembrar.
Vou brigar contigo só pra fazer as pazes depois. Vou escrever
um livro pra ti, e vamos torcer juntos pra que vire filme um dia.
Eu vou te amar de verdade. De verdade. De verdade. De verdade.
Escrevo coisas sem sentido quando to sentindo coisas sem sentido.
Ou teria sentido?"
Aí eu continuei vendo o filme, e adormeci com o diário na mão,
pensando em ti. Acordei às 4:00 da manhã no meio da sala, e
adivinha? Tu ainda tava aqui. Tu tá aqui o tempo todo.
Eu to ficando louco, ou finalmente recobrando a consciência.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
e como disse o poeta...

...me desculpem as feias, mas beleza é essencial. - Vinicius de Moraes
E sabe que é exatamente isso? Eu não creio em beleza interior,
não creio em coração puro, não creio em ser a garota mais legal
do mundo, com um rosto desfigurado. Não, não há felicidade aí,
não há amor aí, pelo menos não de minha parte. Não podem di-
zer que aparência não quer dizer nada, que um rosto bonito e
um corpo bonito não querem dizer nada. Os pais e amigos que
dizem isso pra alguém só os estão atrasando, impedindo que as
gordas façam dieta, que as feias mudem o penteado, raspem o
bigode que não deveria existir, tirem as sobrancelhas e tentem
com todas as forças se tornar especiais e queridas pelos olhos.
Não, eu não minto sobre beleza interior. Isso é hipocrisia, garota
feia mas legal, eu trato como amiga. A amiga legal, a amiga mais
legal que eu tenho, mas que nunca vou beijar. Que nunca vou
querer como namorada, como parceira, que nunca vou olhar com
olhos apaixonados. Nunca. Porque não existe beleza na miséria.
Para menores entendedores, peço que não confundam as coisas,
que não pensem que o essencial, que o bom, é uma garota linda
por fora, mas podre por dentro. Que não há problema na garota
ser linda, com um corpo escultural, mas ser cínica, arrogante,
infiel, irritante, esnobe. Não foi o que eu disse. Seja ela linda, seja
ela inteligente, engraçada. Seja ela bela por dentro e por fora, esse
é o modelo ideal. Não linda só por dentro, não linda só por fora.
Não se enganem, a beleza é essencial.
E para aqueles que acreditam na beleza interior, que acham
que não há problema em namorar uma garota feia, que acham
que só o que importa é gostarem das mesmas coisas, é sorrirem
sempre, é sempre rirem das mesmas piadas, e se amarem incon-
dicionalmente, eu dou os meus parabéns e digo que você sim são
dignos, porque eu, o antipático e exigente eu, eu não sou.
/Truth
p.s: repararam no novo visual do blog? Cansei do último,
que nunca havia gostado, mas resolvi experimentar.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
não sei o que eu vou te dizer, sozinho é difícil crescer

eu só te vejo de longe, eu nem sei qual
é o teu cheiro. Perguntar que perfume
tu usa pra descobrir teu 'aroma' não é
a mesma coisa. Posso conviver olhando
fotos, e sentindo cheiros. Mesmo assim,
nenhum dos dois é estar contigo. Não,
não pode ser. É, como eu sempre criei,
um romance que acaba se tornando horror.
Meu plano inicial sempre é dar o drama
da história, enrolar os personagens, mas
por fim salvar a todos eles, deixá-los
felizes com seus pretendentes, mas no
meio da história eu sempre acabo com eles.
Eu deixo a trama impossível, eu deixo eles
sem saída, eu transformo tudo num caos, e
o final nunca é feliz. Mas é sem querer, eu
sou assim. Será que minha vida é a obra de
algum escritor sádico, como eu, que quer
me fazer encontrar o amor da minha vida, mas
acaba, por ser assim, me destruindo de novo
e de novo?
(e pra que tanto drama?)
Te achei. Como vai você agora?
Eu ainda tô aqui, acho que tu nem sabe.
Tanto tempo pra me achar, tão pouco tempo
pra me perder de novo. Pode ser assim.
Vou deixar o escritor criar consciência, vou
deixar ele narrar a história, e vou parar, talvez,
de matar meus personagens.
Tu finalmente conquistou tudo que queria? Tu
finalmente achou o que tava procurando? Tu
finalmente está aonde queria estar? Bom, e agora?
Agora eu tô aqui.
Vem, to te esperando.
e então você sumiu...
e aqui estou eu, ainda. O mesmo eu.
O mesmo escuro ao redor. O mesmo
frio, nem que seja um frio artificial,
me cobrindo. Você pode aparecer, se
quiser, mesmo que de vez em quando.
Não há ninguém aqui pra te machucar.
Eu tô nadando contra a corrente. Tem
muitos por aqui pra me salvar, mas e
se eu quiser me afogar dessa vez? Só
dessa vez? Só por me afogar? Só pra me
sentir humano mais um pouco? Mortal
mais um pouco?
Você sentiria falta?
Você chamaria alguém?
Alguém mais te faria sorrir?
Alguém mais te ouviria, ou te faria ouvir?
Eu ainda sou o mesmo.
Eu estou cada vez melhor.
Volta pra cá.
O mesmo escuro ao redor. O mesmo
frio, nem que seja um frio artificial,
me cobrindo. Você pode aparecer, se
quiser, mesmo que de vez em quando.
Não há ninguém aqui pra te machucar.
Eu tô nadando contra a corrente. Tem
muitos por aqui pra me salvar, mas e
se eu quiser me afogar dessa vez? Só
dessa vez? Só por me afogar? Só pra me
sentir humano mais um pouco? Mortal
mais um pouco?
Você sentiria falta?
Você chamaria alguém?
Alguém mais te faria sorrir?
Alguém mais te ouviria, ou te faria ouvir?
Eu ainda sou o mesmo.
Eu estou cada vez melhor.
Volta pra cá.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
queimar vai doer
noite de sexta-feira, 00:42, Porto Alegre, calor.
Calor, caro leitor. Acredite, faz calor em Porto Alegre.
Um calor insuportável e que, para minha tristeza, não
posso controlar. O que vocês, homens, têm feito com
meu planeta? O que vocês, criaturas sem nome, têm
feito com meu mundo? E por quê?
Porque são vermes. Porque são menos que animais,
são a pior e menor forma de vida terrestre; são menos
que vômito. Não percebem que até mesmo vocês vão
pagar pelo que estão fazendo? Que não vão ter para onde
fugir?
Prestem atenção, enquanto ainda há tempo, em seguida,
derretam no fogo que vocês mesmos acenderam, vermes.
boa noite, mundo.
A imagem acima é famosa, e espero que toque fundo no seu coração.
Calor, caro leitor. Acredite, faz calor em Porto Alegre.
Um calor insuportável e que, para minha tristeza, não
posso controlar. O que vocês, homens, têm feito com
meu planeta? O que vocês, criaturas sem nome, têm
feito com meu mundo? E por quê?
Porque são vermes. Porque são menos que animais,
são a pior e menor forma de vida terrestre; são menos
que vômito. Não percebem que até mesmo vocês vão
pagar pelo que estão fazendo? Que não vão ter para onde
fugir?
Prestem atenção, enquanto ainda há tempo, em seguida,
derretam no fogo que vocês mesmos acenderam, vermes.
boa noite, mundo.

A imagem acima é famosa, e espero que toque fundo no seu coração.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
eu sei muito mais do que eles sobre você
caminharemos juntos nesse mundo, nesse mundo
gigantesco. Há muito mais do que a janela do seu
quarto pode mostrar garota, e eu posso te mostrar
isso tudo.
É, eu curto você.
e eu curto essa música.
gigantesco. Há muito mais do que a janela do seu
quarto pode mostrar garota, e eu posso te mostrar
isso tudo.
É, eu curto você.
e eu curto essa música.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
novidades.
Pretendo começar a postar videos também a partir desse ano. Não sei
se tornando algo frequente, mas assim que achar necessário (o que pode ser
frequente ou não), vou postar.
Começando pelo trailer do filme citado no último post, Contatos Imediatos de 4° Grau.
O áudio está em inglês e sem legendas, não há spoilers do filme ou detalhes
importantes, só do que se trata. Divirta-se.
se tornando algo frequente, mas assim que achar necessário (o que pode ser
frequente ou não), vou postar.
Começando pelo trailer do filme citado no último post, Contatos Imediatos de 4° Grau.
O áudio está em inglês e sem legendas, não há spoilers do filme ou detalhes
importantes, só do que se trata. Divirta-se.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
horror.
Dia 11 de janeiro de 2011, século XXI d.C.
são 7:09 da manhã, fazem 20° em Porto Alegre.
Alguma coisa me acordou, não sei o que. Não sei
o que me trouxe até aqui ou o que me tirou de
lá. Não sei no que estava pensando quando me
sentei sobre minha "cama" (tecnicamente, essa
noite foi um sofá) e levei as mãos até o rosto, ten-
tando acordar. Mas acordou, e senti uma raiva
fundida a uma limpeza da mente, como sempre
que consigo acordar cedo assim. Digo cedo, porque
durmo tarde. Porque só à noite consigo pensar
com mais clareza. Elaborar formas de ver as coisas
com mais exatidão. Ler com mais atenção. Porque
é quando todas as bocas se calam, todos os olhos se
fecham e todas as mentes descansam. É quando
estou finalmente sozinho pra pensar no que eu
quiser.
No momento penso numa pessoa em especial. Não
interessa a você, caro leitor curioso, mas é especial
para mim. Até os mais grosseiros, estúpidos e arro-
gantes têm sentimentos. Qualquer idiota sabe disso.
Acho que me perdi de novo. Acho que perdi o controle
mais uma vez, como aconteceu antes. Odeio perder
o controle. Odeio esquecer do importante. Odeio
sentir medo. Mas deixe esse medo pra lá, e vamos
falar um pouco do medo.
Medo, ou algo próximo, foi o que senti domingo. Você
já assistiu a algum filme que o assustou, realmente?
Pois é, isso me passou pela cabeça. Algo que me pren-
deu com imagens reais e bem perturbadoras. Um
filme que não precisou de uma super produção e um
investimento histórico pra me fazer olhar várias vezes
para a janela antes de conseguir pegar no sono, e me
certificar duas vezes, instintivamente, de que meus pés
estavam completamente cobertos. Como disse o mestre
King certa vez, "se uma mão fria sair de sob a cama e
agarrar meu tornozelo, sou capaz de gritar. Sim, sou capaz
de gritar a ponto de acordar os mortos". Assim como ele,
escrevo horror, assim como ele, tenho certa resistência
pra esse tipo de coisa, e sempre fui um dos primeiros do
meu grupo, quando criança, a me candidatar a enfrentar o
que quer que estivesse no meio daquele mato à espreita.
O que quer que nos observasse daquele escuro. O que quer
que estivesse sussurrando, eu sempre o enfrentei. E falo
como alguém que já sentiu a morte de perto, que já viu o
próprio sangue em abundância escorrendo pelo braço, que
já abriu a porta do quarto dos pais e viu a mãe ali, com pulsos
cortados e inconsciente. Suicídio alheio não é uma experiência
nova pra mim, e o horror me alimenta de certa forma, mas,
não sei por que, aquele filme me assustou como nenhum
outro conseguiu. Contatos Imediatos de 4° Grau foi algo
inédito pra mim, e se aquelas imagens não são reais e se aquelas
entrevistas foram forjadas, com certeza foi a maior produção
e os melhores atores que já vi na minha vida. Com certeza foi
a fraude do século se o caso for esse, e digo como um amante do
tema, que senti arrepios por um bom tempo depois que o filme
terminou. A janela aberta sorria pra mim, o céu escuro também.
Sinta medo. Sofra. Acorde. Sorria por ser apenas um pesadelo.
Truth

são 7:09 da manhã, fazem 20° em Porto Alegre.
Alguma coisa me acordou, não sei o que. Não sei
o que me trouxe até aqui ou o que me tirou de
lá. Não sei no que estava pensando quando me
sentei sobre minha "cama" (tecnicamente, essa
noite foi um sofá) e levei as mãos até o rosto, ten-
tando acordar. Mas acordou, e senti uma raiva
fundida a uma limpeza da mente, como sempre
que consigo acordar cedo assim. Digo cedo, porque
durmo tarde. Porque só à noite consigo pensar
com mais clareza. Elaborar formas de ver as coisas
com mais exatidão. Ler com mais atenção. Porque
é quando todas as bocas se calam, todos os olhos se
fecham e todas as mentes descansam. É quando
estou finalmente sozinho pra pensar no que eu
quiser.
No momento penso numa pessoa em especial. Não
interessa a você, caro leitor curioso, mas é especial
para mim. Até os mais grosseiros, estúpidos e arro-
gantes têm sentimentos. Qualquer idiota sabe disso.
Acho que me perdi de novo. Acho que perdi o controle
mais uma vez, como aconteceu antes. Odeio perder
o controle. Odeio esquecer do importante. Odeio
sentir medo. Mas deixe esse medo pra lá, e vamos
falar um pouco do medo.
Medo, ou algo próximo, foi o que senti domingo. Você
já assistiu a algum filme que o assustou, realmente?
Pois é, isso me passou pela cabeça. Algo que me pren-
deu com imagens reais e bem perturbadoras. Um
filme que não precisou de uma super produção e um
investimento histórico pra me fazer olhar várias vezes
para a janela antes de conseguir pegar no sono, e me
certificar duas vezes, instintivamente, de que meus pés
estavam completamente cobertos. Como disse o mestre
King certa vez, "se uma mão fria sair de sob a cama e
agarrar meu tornozelo, sou capaz de gritar. Sim, sou capaz
de gritar a ponto de acordar os mortos". Assim como ele,
escrevo horror, assim como ele, tenho certa resistência
pra esse tipo de coisa, e sempre fui um dos primeiros do
meu grupo, quando criança, a me candidatar a enfrentar o
que quer que estivesse no meio daquele mato à espreita.
O que quer que nos observasse daquele escuro. O que quer
que estivesse sussurrando, eu sempre o enfrentei. E falo
como alguém que já sentiu a morte de perto, que já viu o
próprio sangue em abundância escorrendo pelo braço, que
já abriu a porta do quarto dos pais e viu a mãe ali, com pulsos
cortados e inconsciente. Suicídio alheio não é uma experiência
nova pra mim, e o horror me alimenta de certa forma, mas,
não sei por que, aquele filme me assustou como nenhum
outro conseguiu. Contatos Imediatos de 4° Grau foi algo
inédito pra mim, e se aquelas imagens não são reais e se aquelas
entrevistas foram forjadas, com certeza foi a maior produção
e os melhores atores que já vi na minha vida. Com certeza foi
a fraude do século se o caso for esse, e digo como um amante do
tema, que senti arrepios por um bom tempo depois que o filme
terminou. A janela aberta sorria pra mim, o céu escuro também.
Sinta medo. Sofra. Acorde. Sorria por ser apenas um pesadelo.
Truth

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
de volta à verdade!
coisas de final de ano, ano novo e blablabla me
afastaram um pouco disso tudo, mas enfim, sempre
há um tempo pra voltar. Janeiro, o primeiro mês do
ano que espero superar 2010, que até então foi o
melhor ano da minha vida. Já tenho planos pra esse
ano, o que será meu último ano letivo e, se as Forças
Superiores quiserem, ano que vem entrarei na faculdade
de Medicina. Não posso me deixar reprovar, sou maior
do que isso. Mas deixando meus planos de lado, porque
isso não interessa a você, caro leitor, vamos falar um pouco
da verdade. Vamos voltar à verdade.
E você sabe o que é verdade? Sabe o que é não mentir?
Sabe o que é segurar aquela mentirinha que só vai te fazer
aumentar status e a admiração das pessoas por você?
Aquele mentirinha que você conta pra te proteger de alguma
coisa? Aquela que você acha quase irrelevante, mas que acaba
desencadeando uma reação muuuuito indesejada? Eu sei
que você não sabe, porque você tem medo da verdade. Tem
medo de olhar no espelho e ver que não é o que você deseja.
Porque você é normal, caro leitor, você tem medo de ser normal,
mas você é. Você não é especial, você não é exclusivo, você não
é diferente. Estamos todos no mesmo fundo do poço. E então?
E então beleza é essencial! Assim como ter dinheiro, assim como
ter o que oferecer, assim como namorar uma garota linda. Porque
somos todos feitos de status, todos feitos da "cretinice" da sociedade.
Odeio ficar citando coisas que não são minhas, mas uma vez li (ou ouvi)
em algum lugar uma frase muito interessante: "status é gastar o
dinheiro que você não tem para provar para pessoas que você não gosta
algo que você não é." Ou algo mais ou menos assim, e é verdade. Nunca
ouvi uma verdade tão bonita.
Se você me conhece sabe que sou arrogante. Que sou egocêntrico, e isso
acima de tudo. Sabe que me amo mais do que qualquer outra pessoa no
mundo, e deve imaginar que quando olho no espelho, enxergo exatamente
aquilo que sou, e é exatamente o que eu quero ser.
Você não precisa se convencer de que é outra pessoa, precisa ser bom o
suficiente pra se aceitar, e se você não é bom, lamento, mas você vai tentar
ser outra pessoa. Você não vai ser. Chore. Chore muito, e vai passar.
I'm Jack's broken heart.
Mas há uma boa solução; chegue ao fundo do poço. Seja a escória, seja
o pior que puder ser. Não se cuide, não se limpe, não se respeite, seja algo
nojento, algo que enjoa as pessoas. Seja exatamente aquilo que você
detesta, e que todos detestam. E então? Pra que tudo isso? E então você
vai olhar para o que você era antes de se tornar essa merda, e vai se amar.
Uma dor anula a outra, e você vai querer voltar a ser o que era antes de
se atirar na lama, e vai se sentir o melhor.
Feliz 2011. Verdades pra você.
Truth
afastaram um pouco disso tudo, mas enfim, sempre
há um tempo pra voltar. Janeiro, o primeiro mês do
ano que espero superar 2010, que até então foi o
melhor ano da minha vida. Já tenho planos pra esse
ano, o que será meu último ano letivo e, se as Forças
Superiores quiserem, ano que vem entrarei na faculdade
de Medicina. Não posso me deixar reprovar, sou maior
do que isso. Mas deixando meus planos de lado, porque
isso não interessa a você, caro leitor, vamos falar um pouco
da verdade. Vamos voltar à verdade.
E você sabe o que é verdade? Sabe o que é não mentir?
Sabe o que é segurar aquela mentirinha que só vai te fazer
aumentar status e a admiração das pessoas por você?
Aquele mentirinha que você conta pra te proteger de alguma
coisa? Aquela que você acha quase irrelevante, mas que acaba
desencadeando uma reação muuuuito indesejada? Eu sei
que você não sabe, porque você tem medo da verdade. Tem
medo de olhar no espelho e ver que não é o que você deseja.
Porque você é normal, caro leitor, você tem medo de ser normal,
mas você é. Você não é especial, você não é exclusivo, você não
é diferente. Estamos todos no mesmo fundo do poço. E então?
E então beleza é essencial! Assim como ter dinheiro, assim como
ter o que oferecer, assim como namorar uma garota linda. Porque
somos todos feitos de status, todos feitos da "cretinice" da sociedade.
Odeio ficar citando coisas que não são minhas, mas uma vez li (ou ouvi)
em algum lugar uma frase muito interessante: "status é gastar o
dinheiro que você não tem para provar para pessoas que você não gosta
algo que você não é." Ou algo mais ou menos assim, e é verdade. Nunca
ouvi uma verdade tão bonita.
Se você me conhece sabe que sou arrogante. Que sou egocêntrico, e isso
acima de tudo. Sabe que me amo mais do que qualquer outra pessoa no
mundo, e deve imaginar que quando olho no espelho, enxergo exatamente
aquilo que sou, e é exatamente o que eu quero ser.
Você não precisa se convencer de que é outra pessoa, precisa ser bom o
suficiente pra se aceitar, e se você não é bom, lamento, mas você vai tentar
ser outra pessoa. Você não vai ser. Chore. Chore muito, e vai passar.
I'm Jack's broken heart.
Mas há uma boa solução; chegue ao fundo do poço. Seja a escória, seja
o pior que puder ser. Não se cuide, não se limpe, não se respeite, seja algo
nojento, algo que enjoa as pessoas. Seja exatamente aquilo que você
detesta, e que todos detestam. E então? Pra que tudo isso? E então você
vai olhar para o que você era antes de se tornar essa merda, e vai se amar.
Uma dor anula a outra, e você vai querer voltar a ser o que era antes de
se atirar na lama, e vai se sentir o melhor.
Feliz 2011. Verdades pra você.
Truth
sábado, 1 de janeiro de 2011
Primeiro de Janeiro de 2011
mais um ano se passou.
simplesmente o melhor ano da minha vida,
de evoluções, de relações, de pessoas ótimas
(outras terríveis), de fatos muito bons, de
acontecimentos históricos, de amizade pura
e de falsidade descartável.
2010 foi o melhor, e digo isso porque foi
mesmo. Que 2011 seja melhor ainda, e que
a tendência seja sempra de melhorar, porque
se for assim, a felicidade não vai caber no coração.
não diga eu te amo.
não sem amar de verdade.
Um feliz 2011 pra quem merece.
Dorf
simplesmente o melhor ano da minha vida,
de evoluções, de relações, de pessoas ótimas
(outras terríveis), de fatos muito bons, de
acontecimentos históricos, de amizade pura
e de falsidade descartável.
2010 foi o melhor, e digo isso porque foi
mesmo. Que 2011 seja melhor ainda, e que
a tendência seja sempra de melhorar, porque
se for assim, a felicidade não vai caber no coração.
não diga eu te amo.
não sem amar de verdade.
Um feliz 2011 pra quem merece.
Dorf
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