- Oi!
- Oi.
- Tudo bem com você?
- Tudo. E contigo?
- Tudo sim. Vi as fotos da sua namorada,
ela é muito linda.
- Porra, já falei que ela não é minha namorada.
- Ah... ainda bem. Mas ela é muito linda.
- É, devo ter bom gosto. Ou sou louco.
- Por que "louco"?
- Por que "ainda bem"?
- Perguntei primeiro.
- Não tenho resposta. Tua vez.
- Por que você tá solteiro.
- Isso não faz diferença. Vou continuar o mesmo.
Vou continuar sozinho.
- Tá sozinho por que quer.
- "Porque" de resposta é junto. É separado [por que]
se for pergunta.
- Tá, professor. tá sozinho porque quer.
- Por quê?
- Porque tem muita gente que gosta de você. Eu por exemplo.
- Ninguém que eu queira.
- E por que você quer ela?
- Não sei o que quero.
- Tá na hora de saber.
- Então tá. Não vai mudar nada mesmo.
- Poderia se você quisesse!
- Não gosto de você.
- Quer que eu comece a falar tu?
- Não, ia ficar estranho pra ti.
- Ia mesmo, mas eu posso tentar.
- Não, não tenta. Tenho que ir, tchau.
- Tchau, beijos! Se cuida!
- Sempre me cuido.
2 comentários:
Mesmo em conversas "normais" você ainda continua com seu linguajar de escritor de romances épicos... hahaha!
Adoro isso em você, irmão!
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