Anos da minha vida. Não vou dizer quantos
exatamente, porque, sinceramente, não sei
dizer ao exato quando comecei a gostar de
verdade. No começo odiava, como muitas coisas
que hoje são parte de mim. Odiava, por não
conhecer. Odiava porque achava a capa sem graça.
Um garoto de óculos, uma garota sem graça e um
ruivo que me dava nos nervos só de olhar. Quem
diria. "Bruxos", diziam. "Que ridículo", eu respondia.
Passou a ser parte de mim. Não de forma exagerada,
do tipo "oooh, sem isso não vou viver mais", mas
de uma forma mais sincera do que aparenta, do tipo
"foram anos da minha vida que valeram à pena,
parte de meu passado, parte de dias incríveis, de
noites em claro lendo e assistindo ao filme, parte de
sentimentos que explodiam em alegria, medo e raiva."
Assim que descobri o quanto era importante pra mim
e deixei de lado aquela raiva de quem não sabia de nada,
passei a acompanhar cada passo seguinte na medida do
possível. Cada livro que era lançado, filme, informação
importante, até me dar por satisfeito. Não fui um fã
escandaloso que passa a madrugada esperando um
lançamento, nem comprei logo de cara um livro novo ou
algo do tipo. Só gostava. Só gostava muito e fazia o possível
pra ter, pra ler, pra ver. Vi cada um que pude (e foram muitos)
no cinema, e agora, como de forma egoísta mas inevitável,
acabou. Chegou ao fim e, involuntariamente, meu coração
aperta ao lembrar. Assisti ao último essa madrugada, no cinema.
Eu e meu companheiro de sempre (pelo menos para essa obra)
Marlon Tolksdorf, meu irmão. Odiávamos juntos e começamos
a gostar juntos, e pelo menos nisso fomos unidos.
Foi espetacular. Me arrepiei a cada descoberta, como havia
de ser, e me senti vazio quando acabou, como esperei que seria.
Me pergunto "e agora?" não porque desgostei da vida, ou isso
tinha importância essencial pra mim, e não sei o que vou fazer
e vou me trancar no quarto por dias, mas me pergunto "e agora?"
porque, de certa forma, algo acabou dentro de mim. Algo que era
grande, um fanatismo não exagerado, mas muito forte. Não há
mais o que acompanhar, e já conheço o fim da série. Não há mais
para onde segui-los, mesmo que eles não existam de verdade, nem
mais perguntas pra me fazer sobre eles, mas eu sei que cada segundo
valeu à pena. Cada filme que assisti, cada livro que li, cada pessoa que
conheci, cada ano que passei, valeram à pena.
Harry Potter, o que eu odiava no começo, e que hoje é parte
da minha história, acabou hoje.
exatamente, porque, sinceramente, não sei
dizer ao exato quando comecei a gostar de
verdade. No começo odiava, como muitas coisas
que hoje são parte de mim. Odiava, por não
conhecer. Odiava porque achava a capa sem graça.
Um garoto de óculos, uma garota sem graça e um
ruivo que me dava nos nervos só de olhar. Quem
diria. "Bruxos", diziam. "Que ridículo", eu respondia.
Passou a ser parte de mim. Não de forma exagerada,
do tipo "oooh, sem isso não vou viver mais", mas
de uma forma mais sincera do que aparenta, do tipo
"foram anos da minha vida que valeram à pena,
parte de meu passado, parte de dias incríveis, de
noites em claro lendo e assistindo ao filme, parte de
sentimentos que explodiam em alegria, medo e raiva."
Assim que descobri o quanto era importante pra mim
e deixei de lado aquela raiva de quem não sabia de nada,
passei a acompanhar cada passo seguinte na medida do
possível. Cada livro que era lançado, filme, informação
importante, até me dar por satisfeito. Não fui um fã
escandaloso que passa a madrugada esperando um
lançamento, nem comprei logo de cara um livro novo ou
algo do tipo. Só gostava. Só gostava muito e fazia o possível
pra ter, pra ler, pra ver. Vi cada um que pude (e foram muitos)
no cinema, e agora, como de forma egoísta mas inevitável,
acabou. Chegou ao fim e, involuntariamente, meu coração
aperta ao lembrar. Assisti ao último essa madrugada, no cinema.
Eu e meu companheiro de sempre (pelo menos para essa obra)
Marlon Tolksdorf, meu irmão. Odiávamos juntos e começamos
a gostar juntos, e pelo menos nisso fomos unidos.
Foi espetacular. Me arrepiei a cada descoberta, como havia
de ser, e me senti vazio quando acabou, como esperei que seria.
Me pergunto "e agora?" não porque desgostei da vida, ou isso
tinha importância essencial pra mim, e não sei o que vou fazer
e vou me trancar no quarto por dias, mas me pergunto "e agora?"
porque, de certa forma, algo acabou dentro de mim. Algo que era
grande, um fanatismo não exagerado, mas muito forte. Não há
mais o que acompanhar, e já conheço o fim da série. Não há mais
para onde segui-los, mesmo que eles não existam de verdade, nem
mais perguntas pra me fazer sobre eles, mas eu sei que cada segundo
valeu à pena. Cada filme que assisti, cada livro que li, cada pessoa que
conheci, cada ano que passei, valeram à pena.
Harry Potter, o que eu odiava no começo, e que hoje é parte
da minha história, acabou hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário