quarta-feira, 15 de junho de 2011

que horas são?

Quando a noite chega, eu não sei por que, as dores
se acentuam. O corpo fica mais pesado, a mente fica
mais pesada, a vida fica mais pesada. Os olhos
parecem mais propensos à chorar, a vida parece
estar querendo ser deixada de lado. Leio e releio
tudo o que foi dito entre duas pessoas, e aí é pior.
Hoje é dias 16 de junho de 2011, são 2:39 da manhã,
e estou escrevendo compulsivamente um monte
de besteira em um monte de lugares. Estou sozinho
em casa; meus pais foram viajar e meu irmão está
no outro quarto. Amanhã ele também parte, e eu
vou ficar sozinho de verdade. Não, adolescentes felizes,
não estou feliz por ficar sozinho em casa e poder dar
'aquela festa'. Quero o abraço do meu pai, o beijo da
minha mãe, a gargalhada do meu irmão.
Quero a Juliane.
Quero tudo o que me faz falta. Tudo o que me dá
saudade. Quero parar de escrever pra me sentir melhor.
Quero parar de reler conversas de tempos melhores, e
querer voltar, ou tornar o ontem hoje. Quero tudo isso.
Quero muito mais, e não quero pela metade. Quero ouvir
as frases simples de novo. Aquelas que não existem mais,
e que faziam tanta diferença. Parar de me conformar,
parar de... parar. Parar de sentir saudade mesmo durante
a conversa. Parar de sentir saudade, mesmo estando você
ali. Quero continuar sendo forte; oh, isso eu consigo.
Isso eu tenho certeza, nisso eu vou continuar.
Quando a noite chega é assim porque a gente não consegue
pensar em outra coisa. A cabeça pende só pra um lado.
A gente fica sozinho. A gente quer o que faz bem. Sim,
queremos o tempo todo, mas quando estamos só nós,
queremos mais ainda.

Cara, o que eu to fazendo aqui?
2:46 da manhã.

Pode rir agora. Estou delirando? Ou finalmente raciocinando
direito? Estou sozinho. A gente se acostuma, nem faz
mais diferença. Sim, faz muita diferença, e não se acostuma
com esse tipo de coisa. Vai ver já esqueci quem eu sou. Vai
ver estou me tornando você.

Como? Do que estou falando?
2:50 da manhã.
Boa-noite ou bom-dia?

- Igor Tolksdorf

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