quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ode às Borboletas

És a síntese da esperança, o outono-inverno, o inverno-primavera, o mel e o âmbar; és os cachos de sol, louros a escorrer pela pele alva, e o vento fresco a beijar-me os lábios e o corpo. Um retrato falado de caminhos não trilhados, de segredos a desvendar e verdades que residem em ti.

Eros na carne e na pele. Philos no riso e no seguir. Quase Ágape, se me permitir chegar mais perto. Morfeu em peso, quando consigo fechar os olhos.

És a Torre, a Morte, a Roda da Fortuna. A bem-aventurança e, novamente, a esperança rica e una. Das vezes em que me perdi e perdi quase todo o ar, tive por certo um recomeço de ti que me fizesse ficar.

Dos dias dos últimos meses, és a manhã mais clara e doce.

Disseram-me pra ter esperanças de dias bons.

Não choveu hoje.



(Expecto Patronum).



"Olá".

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