É aqui onde eu pertenço. Onde toda essa dor é real e onde qualquer cheiro ou vento um pouco mais frio me remete às dores absurdas da saudade. Eu pertenço onde nada faz sentido, onde me perco nas curvas e nenhuma floresta é acolhedora pela estrada.
É aqui onde eu pertenço, e de onde você jamais deve voltar. Você chegou lá, e eu choro lágrimas de alegria por não ter esperado por mim. Alegria por ter conseguido seguir adiante, por ter finalmente enxergado sentido nas coisas bonitas. Por ter desapegado. Por ter encontrado amparo. Por ter aprendido a sorrir de verdade. Obrigado por não ter me esperado, eu não seria mais feliz se o tivesse.
É aqui onde divergimos: onde você entra numa curva e encontra as luzes da cidade. Onde eu entro em outra curva e continuo sem encontrar nada.
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