O Romantismo está no intocável, no impenetrável. No chegar ao castelo, no conquistar o castelo, no entrar nos salões do castelo pela primeira vez. Possuí-lo mais que isso é ter sob domínio um empilhado insignificante de pedras e pessoas insossas para administrá-lo. É o trilhar o caminho, é mirar o horizonte; jamais chegar lá.
O Romantismo está no observar à distância e amar em silêncio; está em ver-se possuído pelo desejo e nunca possuir, de fato, o almejado objeto. É o platônico e inalcançado. O Romantismo está na utopia, é as montanhas, as nuvens e todo o abismo. É o Não-Ter. É o Querer-Mais. É o Não-Querer-Mais. O Romantismo está no adeus. Nos primeiros encontros. No escuro. No tomar posse.
Depois da posse, o parnasiano cuida do enjoo.
E se vomita.
"Adeus".
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