Como dói a vida, como dói fracassar um dia após o outro e ter a face surrada diante de tais figuras que já deveriam ser autossuficientemente doridas. Como dói não ser nada diante dos olhos que deveriam julgá-lo tudo, e como doem os lábios cortados por isso. Como dói ser acusado de cada tropeço - admito: muitos em 20 míseros anos - e jamais receber incentivos devidos das pessoas que mais deveriam fazê-lo.
Como doem as flores de plástico, como doem os vasos de madeira.
Como dói encerrar ciclos sabendo que nada nessas paredes, até aqui, representou alguma coisa.
Eu te odeio.
Feliz Natal.
[revisited]
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