Na sala o pai chora. No limbo jaz um amigo. Amigo meu, amigo dele, amigo de nós todos, incapaz de discernir erros que matam de erros que morrem.
Na sala o pai chora, e eu nunca havia visto o pai chorar. Não assim. Acho que o tempo consome o empedernicimento do coração de um homem, e tira dele o que lhe identificava como jovem. Como rico. Como imortal. Como "inchorável". Nem por um amigo perdido nem por um pai que chora: pelo que se rompeu aqui. Algo me embrulha o estômago. Não ha felicidade nessa casa cheia de "coisas" "valiosas". Não há felicidade nessa vida cheia de "oportunidades" e "sonhos". Algo se quebrou em mim faz tempo, e quando meus olhos abriram, meu espírito se fechou. A vida não é um sonho. De meus sonhos eu sempre acordo.
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