Eu sou uma anomalia.
Não me julgue são e salvo, tampouco tente qualquer compreensão ou aproximação do meu alter ego.
Ele deve ser mantido lá, preso, acorrentado e amordaçado, e sendo eu incapaz de matá-lo, tento calá-lo com toda a força que me julgo capaz. Ele é o escuro e a sombra do que já fui e do pouco que sou. Ele é o ciúme e a inveja, a fome pela desgraça e a desgraça faminta. Ele é o sangue derramado de um oponente em potencial [ou não]. Ele é o fundo do fundo de meus olhos, e o ponto mais escuro também.
Ele não é bom. Ele não é justo. Ele não é compreensivo.
Ele não sou eu.
Não tenha medo de mim, mas não tente compreendê-lo.
Você já carregou outro alguém dentro de si por tanto tempo?
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