
Ainda há pouco eu assistia à Premonição no Space, e no intervalo me deparei com vários outros filmes de horror (típido do Space); bom, é simplesmente um de meus gêneros de filme favorito (costumava ser o número um, mas tenho reconsiderado algumas coisas), mas uma das coisas que mais me faziam pensar sobre o assunto: por que os monstros sempre precisam ser feios? Desde Nosferatu (1922 - cinema mudo) até a atualidade, monstros são monstros; por que precisam nos dar distribuição gratuita de sangue para nos convencer de que o filme é de horror? Por que precisam matar 9 de 10 adolescentes para provar que conseguiram nos assustar? Uma vez esse tipo de filme já foi bom (Pânico, Pânico 2), mas hoje já se tornou mesmice. Monstros serão sempre os de pele enrugada, com olhos selvagens e bocas deformadas, de vozes grossas e urrantes e caninos afiados e longos. É raro me deparar com um horror psicológico e de boa e bem trabalhada história. E sabe por quê? Porque isso não vende. Vide O Buraco (The Hole, 2001), um ótimo filme de horror, mas pouco conhecido. Não sei dizer se vendeu muito, mas sei dizer que me cativou. Outro filme de horror que gostei muito (pelo menos antes que se tornasse moda e começasse a forçar mais a si mesmo) foi Jogos Mortais (Saw), pelo menos o primeiro. Pra falar a verdade, meus favoritos são o primeiro e o quarto, apesar de considerar o fato de haver tantos um exagero escancarado. "Ganharemos mais dinheiro", disse um deles. Mas em questão de pensamento, bom trabalho, seguimento dos meus padrões e um ótimo roteiro, Saw I conquistou meu respeito. Outro filme, que eu mesmo e a mídia não consideramos horror, mas que pode ser para alguns e que gosto muito (outro de meus filmes favoritos) é Entrevista com o Vampiro (1994); aquele com Brad Pitt e Tom Cruise, contando com a presença irritante da ainda criança Kirsten Dunst (sim, a namorada do Homem- Aranha), a personagem que eu menos gosto do filme, mas que tem um papel importantíssimo e muito influente, e devo admitir, faria muita falta. Aaah os vampiros... esse filme os retrata com perfeição, retrata uma linha de pensamento perdida e quase incorformada de um imortal, o que para mim ultrapassa a linha da perfeição. Louis (Brad Pitt), o incorfomado e melancólico Louis; o vampiro Louis. Mas não fujamos do tema: Estamos falando de filmes de horror, não de vampiros (apesar de colaborarem fielmente ao gênero e terem com ele tudo a ver); Odeio quando filmes bons se estragam pelo excesso; vide Premonição (que até o terceiro filme ainda se podia dizer que era algo bom). Eles querem ganhar um pouco mais, e bolam algo que se encaixe nos padrões do momento (3D, meu amigo. Vivamos o futuro), algo que provavelmente, considerando a pressa, a preguiça e o excesso, será um lixo, como foi Premonição 4, como foi Efeito Borboleta 2 (ainda não vi o 3º, e sinceramente tenho medo de ver), e como foram muitos outros. Não estou dizendo que o cinema atualmente está um lixo, está ruim, muito pelo contrário, acho que os grandes diretores estão se superando, se puxando e lançando filmes de ótima qualidade; o que estou dizendo é que muitos deles seguem um padrão idiota para arrecadar um pouquinho mais do que já têm, e por isso acabam sujando o nome de outros que querem fazer um trabalho bem feito. Se eu quiser ver distribuição gratuita de sangue (e sim, eu quero), internet tem isso a me oferecer. Acho que você deverá pensar mais antes de pegar um filme para assistir numa noite de sexta-feira; leia a sinopse, não vá pela capa, nem sempre é a melhor opção. Quer assistir a um clássico vencedor de 5 Oscar? Um ótimo filme, com uma ótima história e uma ótima linha de pensamento?
Beleza Americana. Boa noite, caro leitor.
/Lossless
Beleza Americana. Boa noite, caro leitor.
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