
Sempre que me pego pensando... vejo que sou muito maior. Maior do que você, querido leitor. Maior do que os que o cercam e maior do que o que você ama. Me odeie por isso; me odeie por ser maior que você e me odeie por afirmar isso. Eu sou. Imponente e egocêntrico. Já me disseram isso várias vezes, junto com paranóico, arrogante, agressivo, antipático... não sei se sou todos esses, mas sabe... não me importo. Eu dou o melhor de mim, e isso é importante. Diga-me quantas vezes quiser que sou pouco, e vou, no fim das contas, acabar convencendo-o de que sou muito mais do que você mesmo suportaria conhecer. Leia Obsessão, leia Paranóia, e entenderá. Hoje meu pai me chamou de neurótico, não sei bem se sou isso; a neurose é um termo que se refere a qualquer transtorno mental que, embora cause tensão, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. Quando me chamam de paranóico, eu afirmo que realmente o seja, porque não confio no mundo fora da minha própria mente, apesar de precisar. Eu preciso acreditar nele, preciso dele, tenho a necessidade dele, e essa dependência me fere. Exigo demais de mim mesmo, e isso às vezes machuca mais do que o tempo pode curar. Não estou perdendo minha adolescência - dizem que as feridas da juventude nunca cicatrizam -, estou-a vivendo muito bem por sinal, muito enturmado e comunicativo, mas, caro e querido leitor, esse sou realmente eu? Sim. Sempre serei eu. Nunca vou saber chorar.
/Lossless
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