segunda-feira, 28 de junho de 2010

Say Anything... um pouco mais do cinema.



No meu post de domingo, dia 20 de junho,
entitulado "Sangue fresco em caixas de leite",
falei sobre filmes. Filmes que admiro e filmes
que odeio; filmes que recomendo e filmes
que não recomendo de forma alguma; critiquei
diretores e dei meu ponto de vista geral sobre
o cinema, e agora, dando uma continuidade exclusiva
para falar de apenas mais um filme que ainda não
havia assistido no dia (assisti na última sexta-feira, dia 25
de junho), falarei de Say Anything (ou Digam o que
Quiserem, para os brasileiros).

De 1989, a primeira obra cinematográfica de Cameron
Crowe (Vanilla Sky - 2001 [um de meus filmes favoritos
por falar nisso], Jerry Maguire - 1996) e já muito boa
por sinal, Say Anything é do tipo de romance (sim, caro
leitor, estou falando de um romance. Acredite se quiser
é um gênero que gosto muito [dependendo do romance])
que cativa. Bom, me cativou pelo menos.
Lá estava eu sem nada pra fazer numa noite chuvosa de sexta,
quando deixei o computador
pra checar a TV. TeleCine Pipoca: Nada.
TeleCine Premium: Nada. TeleCine Action: Nada.
Quando aparece a
janela de filme reservado (que eu mesmo havia reservado 2 dias atrás

por ter gostado da chamada do filme) no TeleCine Cult: "Digam o que Quiserem
começará
em 5 minutos". Ótimo, aguardei, não esperava que fosse tanto.
O filme já começou
estrelando um ator que gosto muito: John Cusack
(1408, O Júri, Conta Comigo, 2012, entre muitos outros) e bem, o filme
seguiu numa história que gostei muito.
Não quero falar muito da sinopse
do filme, senão acabarei falando demais, então posso dizer
apenas que é
um romance para aqueles que gostam de Cult dos anos 80, com uma ótima

trilha sonora que varia de Depeche Mode a Peter Gabriel, que nos prende
do início ao fim, bem
ao estilo Cameron Crowe.

Resumindo:

Lloyd (John Cusack – no seu primeiro papel de destaque) é um pós-adolescente que não sabe em que faculdade ingressar. Ele se apaixona pela CDF Diane (Ione Skye), excelente aluna, filha maravilhosa e estudante perfeita que já tem toda sua carreira definida. A amizade dos dois mostrará porque os opostos se atraem.

Mais informações sobre o filme: http://museudocinema.blogspot.com/2008/08/digam-o-que-quiserem.html

Link para download: http://tup-cine.blogspot.com/2010/04/digam-0-que-quiserem-say-anything-1989.html

Eu recomendo.

/Lossless

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O último beijo pode ser o mais saboroso


Gosto de falar sobre os humanos. De estudar sua natureza e seus desejos,
seus sonhos e seus medos. É simplesmente meu tema mais
abordado,
mesmo que indiretamente.

O que fazemos por alguém; o que sentimos quando dizemos que amamos;
O que um sorriso ou um olhar podem provocar; Pessoas se casam e são felizes
por causa disso; outras se matam por sua ausência. Muitas das
melhores
pessoas que já conheci, conheci por um único olhar inicial. É
tão simples,
e ao mesmo tempo tão intenso. Queria saber explicar isso.

Saber explicar o que torna coisas tão mínimas tão intensas. Amar, se
apaixonar, desejar viver acima de tudo...
Viver acima de tudo. É isso
que me tira o sono às vezes. É isso que me
faz achar a aula de
sociologia ridícula. Não quero estudar o porquê de
brancos escravizarem
negros. Hoje isso é passado; os que odeiam odeiam,
e ponto final.
Esse preconceito não é uma curiosidade para mim, nem ao
menos
me faz interesse. Se estudássemos a natureza humana... - por mais
que eu
saiba no que vai dar. Farei a melhor redação, e infelizmente haverão
trinta
e quatro cópias iguais. E você sabe por quê? Porque as pessoas
não se
interessam em pensar. E assim, e apenas assim, o Brasil se torna
o país do futebol.
[...]
Mas não fujamos do tema. O que os faz querer viver? Por que é tão
natural
lutar pela vida, mesmo que uma dolorosa? Não importa o que
percam, o quanto
sofram, o quanto sejam usados e despedaçados,
eles vão querer continuar vivendo.
Como citei no sábado, 19 de junho de 2010 no post "Você trancou
a porta da frente?",
"É a história do homem que tinha medo do mar, nunca andou de barco e nunca foi
à praia. Bom, ele morreu num acidente de avião."
Não importa o quanto lutemos,
ela virá nos buscar uma hora, e precisamos estar
prontos.
Viva o máximo. Se apaixone todo dia se acha que isso o fará feliz. Ame a

quem merece seu amor, dê aquele abraço na pessoa certa como se fosse o último,
arrisque mais, quem sabe ganhe o dobro; Viva sua vida como nunca a viveu antes
caro leitor, e aí então, quando já estiver pronto, poderá descansar. Eu já estou pronto;
e você?

/Lossless

O amor vai nos despedaçar...


...novamente. Sempre quis acreditar que essa frase era apenas
mais um drama do Ian Curtis, mais uma lágrima dele. Não
gostaria de admitir que é a verdade. Que morreremos juntos, e que
esse amor pode acabar nos despedaçando. Nos apaixonaremos,
sentiremos essa paixão correndo quente por nossas veias, e então,
não haverá mais alimento que saceie nossa fome; não haverá mais
graça que nos faça rir; apenas a dela. Da pessoa que nos faz crer
que podemos ser mais felizes a seu lado. Que nos faz crer que poderemos
voar. Nós também amamos. Nós também sonhamos. Nós também nos
apaixonamos.
Só haverá um sorriso que nos fará sorrir juntos. Só haverá um toque que
fará todo o nosso corpo se arrepiar. Só haverá um sonho a ser
alimentado: tornar o sorriso e o toque reais. Tornar o beijo real; porque o
Céu Azul (Blue Forever) nunca é tão azul sem se saber como é a
Escuridão.
[...]
E apenas vamos querer fazer planos. Seguir por um caminho desconhecido
juntos; olharmos-nos nos olhos e sentir nossos lábios, cálidos ou frios, se
tocando.
Nossos passos serão unidos; dançarão em conjunto; nos aqueceremos
com nosso próprio calor, o vento nos acertará, e dirá que estamos prontos.
Prontos para confiarmos em nós mesmos.
"Porque não confio em mim quando estou com você".

Até que acordamos, e vemos que estamos longe ainda. Que ainda há muito
o que lutar até chegarmos; e até lá, vamos viver.

Você não sabe, mas ainda estaremos juntos.

/Lossless

terça-feira, 22 de junho de 2010

Não tenho nada pra dizer hoje, não tive muito
tempo disponível, portanto deixo apenas uma boa
música. Boa noite.

Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar

Agora eu vejo,
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu nem conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia

Agora eu vejo,
Aquele beijo era o fim, ah era o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

Renato Russo e Paulo Ricardo - A Cruz e a Espada

/lossless

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Espelho do Tempo


Boa noite. Durante meu período em casa tentei postar várias vezes, mas nada me surgia, e quanto mais pensava mais me desapareciam as idéias; desisti e me fui. Agora que voltei, continuo sem muito o que dizer, mas enfim, lá vamos nós...

Sobre o que falar? Situações desagradáveis do dia-a-dia? Amor? Paixão? Vida? Morte? Saudade?
[...]
Saudade
. Saudade de pessoas, de tempos, de beijos, de certa voz que não ouve há muito tempo, de um filme que nunca mais viu, de um perfume, de uma música...
Mas o que é saudade?
1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que nos vemos privados.
2. Pesar, mágoa que essa privação nos causa.

Acaso não lhe angustia? Angustia a mim.
Tenho saudade principalmente
de tempos. Tempos em que eu podia ser o
que quisesse, sem precisar me preocupar
com reputações ou aparências;
eu podia fabricar uma espada de madeira e ser Age,
podia comprar pistolas
de plástico e ser James Bond, podia ser Maximus (Gladiador),
e o melhor,
sempre tinha as melhores companhias. Hoje se for visto correndo pelo
pátio
carregando um pedaço de madeira pontudo, saltando e ameaçando dragões
invisíveis me chamarão de retardado.
Bom,
não tenho mesmo mais vontade de brincar disso. Esse tempo realmente
já passou, como
disseram que passaria; foi ótimo, mas é passado.

Um de meus maiores defeitos é o saudosismo; mas entenda, você vive uma
vida
controlada se não souber controlá-la. O que eles disserem que vai acontecer,
vai acontecer se você for fraco demais para impedir.
Um dia você vai
acabar crescendo, e vai perceber que era verdade. Você vai
começar parando com
as brincadeiras infantis, e surgirão as companheiras(os),
namoradas(os), pessoas
novas (e velhas) que farão parte do seu dia-a-dia,
e essa fase será a melhor de todas. Festas, pessoas novas, diversão, beijos e etc.,

mas um dia você verá que não pode mais ser sustentado pelos pais - e para
alguns,
infelizmente, isso acontece cedo demais -, e cobrará de si mesmo um trabalho. Encontrará um, e dependendo dele, os amigos e namoros começarão a ficar
para
trás. Você dará valor demais para o menos importante, e a raposa que é
o tempo
te levará tudo sem que você veja, e quando se der por conta, estará casado,
com
filhos "amáveis", contas a pagar e vivendo a vida que não é a de seus sonhos,
e sabe
por quê? Porque você escolheu errado. Em algum momento, em algum
detalhe,
você prestou menos atenção em algo muito importante, se apaixonou
pela pessoa
que se meteu na frente daquela que posteriormente olharia para
você e infelizmente
era a garota de seus sonhos. A garota errada entrou na sua vida,
mas você estava
cego demais pelo que ela era por fora; você se casou e teve filhos
com ela. Torça
para que pelo menos um deles não tenha o seu futuro, porque
mentes brilhantes
estão em falta hoje em dia, amigo leitor.
Se você ainda é jovem, como eu ainda sou jovem, preste atenção no seu
caminho.
É você quem o faz, portanto o faça direito, porque se é meu amigo,
não quero ter
que lamentar por você lá na frente. E quando essa "frente"
chegar, você olhará
para trás e sabe que sentimento virá visitá-lo? A saudade.

/Lossless

domingo, 20 de junho de 2010

Sangue fresco em caixas de leite


Ainda há pouco eu assistia à Premonição no Space, e no intervalo me deparei com vários outros filmes de horror (típido do Space); bom, é simplesmente um de meus gêneros de filme favorito (costumava ser o número um, mas tenho reconsiderado algumas coisas), mas uma das coisas que mais me faziam pensar sobre o assunto: por que os monstros sempre precisam ser feios? Desde Nosferatu (1922 - cinema mudo) até a atualidade, monstros são monstros; por que precisam nos dar distribuição gratuita de sangue para nos convencer de que o filme é de horror? Por que precisam matar 9 de 10 adolescentes para provar que conseguiram nos assustar? Uma vez esse tipo de filme já foi bom (Pânico, Pânico 2), mas hoje já se tornou mesmice. Monstros serão sempre os de pele enrugada, com olhos selvagens e bocas deformadas, de vozes grossas e urrantes e caninos afiados e longos. É raro me deparar com um horror psicológico e de boa e bem trabalhada história. E sabe por quê? Porque isso não vende. Vide O Buraco (The Hole, 2001), um ótimo filme de horror, mas pouco conhecido. Não sei dizer se vendeu muito, mas sei dizer que me cativou. Outro filme de horror que gostei muito (pelo menos antes que se tornasse moda e começasse a forçar mais a si mesmo) foi Jogos Mortais (Saw), pelo menos o primeiro. Pra falar a verdade, meus favoritos são o primeiro e o quarto, apesar de considerar o fato de haver tantos um exagero escancarado. "Ganharemos mais dinheiro", disse um deles. Mas em questão de pensamento, bom trabalho, seguimento dos meus padrões e um ótimo roteiro, Saw I conquistou meu respeito. Outro filme, que eu mesmo e a mídia não consideramos horror, mas que pode ser para alguns e que gosto muito (outro de meus filmes favoritos) é Entrevista com o Vampiro (1994); aquele com Brad Pitt e Tom Cruise, contando com a presença irritante da ainda criança Kirsten Dunst (sim, a namorada do Homem- Aranha), a personagem que eu menos gosto do filme, mas que tem um papel importantíssimo e muito influente, e devo admitir, faria muita falta. Aaah os vampiros... esse filme os retrata com perfeição, retrata uma linha de pensamento perdida e quase incorformada de um imortal, o que para mim ultrapassa a linha da perfeição. Louis (Brad Pitt), o incorfomado e melancólico Louis; o vampiro Louis. Mas não fujamos do tema: Estamos falando de filmes de horror, não de vampiros (apesar de colaborarem fielmente ao gênero e terem com ele tudo a ver); Odeio quando filmes bons se estragam pelo excesso; vide Premonição (que até o terceiro filme ainda se podia dizer que era algo bom). Eles querem ganhar um pouco mais, e bolam algo que se encaixe nos padrões do momento (3D, meu amigo. Vivamos o futuro), algo que provavelmente, considerando a pressa, a preguiça e o excesso, será um lixo, como foi Premonição 4, como foi Efeito Borboleta 2 (ainda não vi o 3º, e sinceramente tenho medo de ver), e como foram muitos outros. Não estou dizendo que o cinema atualmente está um lixo, está ruim, muito pelo contrário, acho que os grandes diretores estão se superando, se puxando e lançando filmes de ótima qualidade; o que estou dizendo é que muitos deles seguem um padrão idiota para arrecadar um pouquinho mais do que já têm, e por isso acabam sujando o nome de outros que querem fazer um trabalho bem feito. Se eu quiser ver distribuição gratuita de sangue (e sim, eu quero), internet tem isso a me oferecer. Acho que você deverá pensar mais antes de pegar um filme para assistir numa noite de sexta-feira; leia a sinopse, não vá pela capa, nem sempre é a melhor opção. Quer assistir a um clássico vencedor de 5 Oscar? Um ótimo filme, com uma ótima história e uma ótima linha de pensamento?
Beleza Americana
. Boa noite, caro leitor.

/Lossless

sábado, 19 de junho de 2010

Droogs


Sem muita inspiração no momento, mas achei que deveria postar algo antes de dormir.

Mais um sábado se foi; parece que faz pouquíssimas horas que saí da escola com minha mochila de uma alça arrebentada - fui fechar a porta do carro com a alça para fora, e sem que visse, fechei a porta nela, e o resultado foi cãimbras no ombro direito - em um ombro só, me despedi do pessoal e entrei no Siena do meu pai, muito feliz por ter chegado o fim-de-semana, e cá estou eu, postando na madrugada de sábado para domingo. Poderia ter ido numa balada com meus amigos; poderia ter ido ver alguém especial, mas hoje não. Hoje eu preferi ficar aqui. Hoje estou em casa, após muitas gargalhadas com meus melhores amigos, que agora caíram no sono.
É bom reservar um tempo para os amigos; é especial, é importante. Queria ter mais tempo. Queria ter mais disposição para reuní-los. Queria reuní-los sempre, mas bem, o fato de não ser frequente que torna ainda melhor.
Pense comigo, e se comêssemos batata frita (sei que nem todos no mundo são fãs de batata frita, mas pelo menos 99% da população é) com catchup todos os dias? Não se tornaria um alimento enjoativo (considerando que também faria mal à saúde)?
Cuide-se. Cuide o que faz - e também o que come [risos].

Ter cuidado; é o que mais ouço vindo de meus pais.
- Tenha cuidado nessas ruas aí, Igor.
- Tenha cuidado ao andar à noite, Igor.
- Tenha cuidado com esse celular aí, Igor.
- Tenha cuidado com essa guria aí, Igor.
Nossa, nem tudo é tão preocupante assim. O que os torna tão preocupados? Eu não sou um ingênuo, não sou uma criança. O mundo é cruel sim, mas, por favor, não temam por mim.
Bem, os prefiro assim. Se não tivesse tanto excesso de cuidado, talvez eu não tivesse um pensamento tão evoluído; se eu não tivesse apanhado o suficiente, talvez fosse um sem-caráter. Se bem que, algumas vezes, o caráter já nasce com você. Conheço pessoas que apanharam e hoje são vermes revoltados por causa disso. Eu apanhei, e agradeço por isso. Conheço pessoas que nunca apanharam, e têm uma mente tão evoluída quanto a minha, conheço pessoas que apanharam a vida inteira e mal sabem conjugar verbos, nunca leram um livro. E a culpa não é de seus pais, que bateram-lhe ou lhe deixaram de bater, a culpa é inteiramente sua. Sim, sua, que não se educou o suficiente, que nem ao menos se esforçou para tentar ser mais do que é. É a ambição de viver sem conformismo que o torna mais. Enfim, estou com muito sono para prosseguir; espero que tenham uma boa noite, e que algo do que digo, pelo menos o que lhes faz sentido, entre na cabeça. Reflitam alguma coisa, qualquer coisa, porque toda criatura nesse mundo morre sozinha. Não queira se perder, porque não haverá alguém para ajudá-lo a encontrar a saída.
Amigos, apesar de tudo, também são humanos;
Amigos, apesar de tudo, também têm medo da morte;
Amigos, apesar de tudo, também podem chorar.

Nem sempre se colocarão à prova por estupidez sua; eles não são robôs.
Eles
também amam, eles também têm muito a perder.

Boa noite.


/Lossless

Você trancou a porta da frente?




Manhã de sábado. Não importa o horário. À medida que
meus olhos se ajustam ao mundo tudo vai ficando mais claro como
lentes de contato de uma câmera; o corpo humano é fascinante.
Mas eu creio que até meus trinta anos eu terei de começar a usar óculos.
Assim como fascinante, é auto-destrutivo. Não podemos escapar, todos
vamos morrer. A questão é: como?

Roberta Sparrow (Donnie Darko) disse: "Toda criatura nesse mundo morre sozinha."
Será a verdade? Todos morreremos sozinhos? Eu morrerei sozinho?
Queria achar que não. Eu acredito e sempre repito que nunca vou morrer. Não sei
se nunca vou morrer ou se vou morrer amanhã, ou se um raio dessa maldita chuva de
agora vai atravessar a estrutura da minha casa e atingir-me em cheio (o que é estatisticamente
improvável) agora, mas, eu acredito. Eu preciso acreditar nisso. Preciso acreditar
que nunca vou morrer; dizer que vou morrer é simplesmente me unir
aos outros escravos desse mundo e aceitar um destino pronto, aceitar um script de vida
dado a mim para viver, assim como ser posto na escola quando criança, estudar, me formar
no primário, estudar, me formar no secundário, arranjar um emprego, fazer faculdade, conquistar o que eu quero, ficar adulto, trabalhar, casar, ter filhos, viver uma vida conformada
e já escrita por Alguém. Não; não é isso que eu quero.
Eu quero viver pra sempre, ou ao menos mais que os outros. Eu quero fazer algo que
seja lembrado eternamente, algo que seja valorizado, algo grande, algo supremo; quero conquistar o mundo de alguma forma, quero conhecer cada canto desse planeta, quero ser maior do que os que me cercam. Não consigo viver uma vida conformista. Não sei o que é viver assim.

E só consigo conversar de verdade com pessoas que têm a mesma linha de pensamento.
Com pessoas que eu sei que conseguirão entender e alcançar alguma coisa do que eu falo.
O resto é teste; é entretenimento.

Não ache que sou menos simpático ou agradável do que me achava por saber certas coisas
a mais sobre mim; não quero afastá-lo, caro leitor. Não quero que goste menos de mim. Só procuro dividir um pouco mais de mim com um mundo pelo qual tenho repugnância (o mundo, não você); apesar de saber que esse mundo é lindo. Às vezes não consigo respirar, me sinto afogado pela beleza desse mundo. Sim, beleza. Esse mundo é lindo demais para quem o vê como eu o vejo. E você me falará da violência, das desgraças, do pesar, do lado escuro e nebuloso, e eu vou falar da fé dos humanos. Do seu esforço para continuar vivendo independente da dor; da união, da esperança, das paisagens, das linhas de pensamento, mesmo que raras, de muitas pessoas. Tudo é lindo, se você o ver com outros olhos. Assista Beleza Americana, talvez entenda alguma coisa de tudo o que falo. Se você já chegou até aqui nesse texto, é porque realmente tem algum interesse em saber mais, caro amigo leitor.
Esse mundo é lindo sim, e por vezes o chamo de lixo, de repugnante, mas não é como você pensa. O mundo é uma faca de dois gumes, concentre-se naquela que não poderá cortá-lo.
Todos nesse mundo possuem duas faces, duas personalidades, o importante é valorizar aquela que predominar. Se você se identificar com a face predominante de alguém, acredite, em algumas semanas o chamará de melhor amigo; não o culpe se se decepcionar mais tarde. É a lei da vida. Você acredita demais em alguém que não tem tanto a oferecer. É assim também em relacionamentos. Um dia você cansa, e tudo irá acabar, mesmo que não oficialmente. O marido vai dormir de costas para a esposa na cama, a esposa que infelizmente ainda o ama. Com o tempo sairá mais cedo para o trabalho para não ter de olhá-la; chegará mais tarde; conhecerá uma colega linda, irá perceber que tem mais a ver com ela do que com a esposa. O primeiro beijo acontecerá numa dessas noites, eles transarão na sua cama, esposa, quando você não estiver presente. Ele se tornará cada vez mais vazio, e talvez um dia você encontre o batom dela no seu travesseiro, ou talvez uma mordida no pescoço do seu marido; talvez um perfume estranho no ar, e seu marido dirá: "precisamos conversar". Acredite, será seu fim. Mas isso também acontecerá com o homem, e homens fracos são ainda mais fracos que mulheres fracas. Ele transará com ela no banco de trás do seu carro; dormirá no seu lugar da cama; irá urinar no seu vaso sanitário e escovar os dentes com sua escova; você não se importará, vai acontecer tudo enquanto estiver trabalhando para sustentar a vagabunda que não quer mais você. Um dia vai chegar mais cedo, esperando encontrá-la e receber carinho; vai deixar as chaves sobre a mesa, afrouxar a gola da camisa, tirar a gravata, deixar o casaco do paletó sobre a cadeira, caminhar lentamente sobre a sala, quando ouvirá gemidos. Sim, gemidos de sua esposa; se você for um ingênuo idiota, achará que ela passa mal, se for um pouco mais inteligente, vai sentir o estômago revirar. Quando abrir a porta, seu mundo irá cair. Ele é mais bonito que você, o corpo dele é malhado e os olhos azuis dele destruirão o preto dos seus. Ela estará sobre ele, a mulher de sua vida, que jurou amá-lo e respeitá-lo, estará deitada sobre ele como um animal sem respeito algum, ela mentiu no altar. Você vai cair no chão, o baque o derrubará, tudo ficará escuro, e daí em diante, será um solteirão de quarenta anos, seu maior companheiro será um copo de whiskey, você começará a fumar, achando que a solução será essa, até que um câncer de pulmão vai levá-lo, e diferente de sua esposa, dessa vez será para sempre.

Não tenha medo de morrer. É esse medo que o acabará matando, querido leitor. É a história do homem que tinha medo do mar, nunca andou de barco e nunca foi à praia. Bom, ele morreu num acidente de avião.

Você será pego pelo que menos espera, portanto, não tema o inevitável; viva o quanto puder, Ame o que achar que deve amar, leve quem acha que merece para olhar o pôr-do-sol de um lugar alto. O mundo é lindo demais se você souber viver nele. Assim como um cão treinado, ele será um doce com você se você for um doce com ele.

Desculpe pela verdade; o mundo, apesar de lindo, como eu disse é uma faca de dois gumes. Cuidado com o lado que vai escolher. Pode e será cruel.

/Lossless

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Blue Forever




Foi inesperado, mas quando me peguei pensando no céu azul, o céu azul aparece para mim numa noite de céu escuro. Prometi que não me apaixonaria pelo azul daquele céu, mas é tão impossível e tão tentador, que meu medo de me perder foi engolido pelo amor implacável que senti por aquela cor vibrante de um vivo azul da cor da minha paixão. É de você que estou falando, céu azul e ensolarado que me vem visitar em meu quarto às 00:56 da madrugada. Já me foi escuro há muito tempo atrás, quando ainda era nebuloso demais para que o interpretasse em cores; mas com o tempo tornou-se prateado e belo, e foi nascendo em cores em meus sonhos e a visitar-me sempre tarde da noite, até que tornou o escuro da noite claro como uma manhã de verão. És o céu mais belo que alguém poderia ver, e quando falo, falo de meu coração. Falo com o meu coração. Quem sou eu? /LosslessDorf Eu sou aquele que apanhou o céu em sua forma mais bela, mesmo longe das estrelas; uma forma em que o céu não precisa de estrelas para continuar sendo lindo. Ninguém mais o viu como eu o vi. O céu azul; em sorriso. Como sorri se não tens boca, meu amado céu? Sua forma mais bela é vista por mim, que antes não a conhecia. Hoje ainda é raro vê-lo dar-me tanta atenção, porque outrora fora um céu mais quieto, um céu que se mantinha quieto, aguardando a chuva. Amo esse céu azul, esse céu inquieto, esse seu em forma de poesia. Debaixo desse céu em cores eu me torno alguém em cores; alguém que esquece as palavras secas e os gestos de hostilidade; como pode um simples céu alterar as raízes de uma árvore nua de inverno?
Não é tão fácil assim.

Já foi mais fácil;


E quando vou voar para alcançar esse céu que me tenta a conhecê-lo de perto?

/Lossless

Todos precisamos sonhar;

E aonde estão as esperanças?

Ninguém às vê! Onde estão, bárbaras?
Você me acha sádico, querido leitor? Acha que sou
antipático, assim como meus pais acham? Acha que sou
seco e vazio? Acha que sou distante? Você acha que
me conhece? Bom, eu acho que está enganado.

Posso ser muito diferente do que você vê. Na verdade,
SOU muito diferente do que você vê.

Ainda assim sou seco, mas não há vazies em mim; posso estar
perdendo minha humanidade à cada dia que se passa, mas
sempre serei um copo cheio.
Você não precisa gostar de mim, sério, nem ao menos peço que
demonstre. Prefiro a verdade. Você fede à mentira se disser
o que não pensa. Não quero ofendê-lo, só quero que perceba que
esse mundo é mal, e não vai querer ajudá-lo.
Mas não sei por que estou dizendo isso, eu não me importo mesmo.
Nem com você, nem com nada disso. Isso pra mim é um hobbie,
gosto que leia o que tenho a dizer, e gosto que se sinta à vontade,
e não quero que tenha raiva de mim, por mais que não me importe.

Eu vi esse mundo, e eu vejo esse mundo. Eu o vejo
de uma forma que você nunca viu, e aah... se você o visse como o vejo,
tudo seria diferente. Eu vi a face desse mundo. Não pergunte o que
eu o vi, você nunca entenderia.

"Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito..."

Eu Era um Lobisomem Juvenil - Legião Urbana

Ele não é como eu quero, e assim como Renato Manfredini, prefiro acreditar nele
do meu jeito. Busque em você o melhor que puder encontrar, e se ainda assim não for
o suficiente, precisamos conversar.

Acho que encerrarei por hoje, esse mundo me entristece.

/Lossless

O que é uma gota de lágrima para quem não sabe chorar?


Sempre que me pego pensando... vejo que sou muito maior. Maior do que você, querido leitor. Maior do que os que o cercam e maior do que o que você ama. Me odeie por isso; me odeie por ser maior que você e me odeie por afirmar isso. Eu sou. Imponente e egocêntrico. Já me disseram isso várias vezes, junto com paranóico, arrogante, agressivo, antipático... não sei se sou todos esses, mas sabe... não me importo. Eu dou o melhor de mim, e isso é importante. Diga-me quantas vezes quiser que sou pouco, e vou, no fim das contas, acabar convencendo-o de que sou muito mais do que você mesmo suportaria conhecer. Leia Obsessão, leia Paranóia, e entenderá. Hoje meu pai me chamou de neurótico, não sei bem se sou isso; a neurose é um termo que se refere a qualquer transtorno mental que, embora cause tensão, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. Quando me chamam de paranóico, eu afirmo que realmente o seja, porque não confio no mundo fora da minha própria mente, apesar de precisar. Eu preciso acreditar nele, preciso dele, tenho a necessidade dele, e essa dependência me fere. Exigo demais de mim mesmo, e isso às vezes machuca mais do que o tempo pode curar. Não estou perdendo minha adolescência - dizem que as feridas da juventude nunca cicatrizam -, estou-a vivendo muito bem por sinal, muito enturmado e comunicativo, mas, caro e querido leitor, esse sou realmente eu? Sim. Sempre serei eu. Nunca vou saber chorar.

/Lossless

Love in the Afternoon





É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.

Quando eu lhe dizia:
"- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."
Você sorriu e disse:
"- Eu gosto de você também."

Só que você foi embora cedo demais

Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais

E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.

Love in the Afternoon - Legião Urbana

Renato Russo, você é meu exemplo.
E percebo que tudo o que escreve é a história da minha vida.

Mas o que é uma gota de lágrima para quem não pode chorar?

/Lossless