"O primeiro me chegou como quem vem do florista: trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista. Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha, me mostrou o seu relógio; me chamava de rainha. Me encontrou tão desarmada, que tocou meu coração, mas não me negava nada, e, assustada, eu disse "não".
O segundo me chegou como quem chega do bar: trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar. Indagou o meu passado e cheirou minha comida, vasculhou minha gaveta; me chamava de perdida. Me encontrou tão desarmada, que arranhou meu coração, mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse "não".
O terceiro me chegou como quem chega do nada: ele não me trouxe nada, também nada perguntou. Mal sei como ele se chama, mas entendo o que ele quer! Se deitou na minha cama e me chama de mulher. Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não, se instalou feito um posseiro dentro do meu coração."
(Chico Buarque)
domingo, 29 de novembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
"Acorde, garoto!"
Percebe-se a própria intolerância. O próprio ódio e auto-destruição. Auto-destruição que leva à destruição lenta e gradual de alguém que se ama muito. Alguém que não deveria dividir o teu fardo.
Torna-se perceptível, após o baque, as condições e enganos que o levaram a tantos erros, as pessoas envolvidas no mau desenvolvimento de características vitalíssimas para um duo saudável. Não, eu ainda tinha muito a aprender, e de certa forma, somos todos cobaias um do outro nesse universo confuso de um Deus insano. Mas pelos deuses, éramos tão jovens... tão desmunidos de experiência e discernimento...
Ao menos cair da cama desperta do sono.
Só queria a chance de pedir perdão.
Este não-ode dedico ao Caos.
Torna-se perceptível, após o baque, as condições e enganos que o levaram a tantos erros, as pessoas envolvidas no mau desenvolvimento de características vitalíssimas para um duo saudável. Não, eu ainda tinha muito a aprender, e de certa forma, somos todos cobaias um do outro nesse universo confuso de um Deus insano. Mas pelos deuses, éramos tão jovens... tão desmunidos de experiência e discernimento...
Ao menos cair da cama desperta do sono.
Só queria a chance de pedir perdão.
Este não-ode dedico ao Caos.
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