segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mesmo diante do furacão: tu.

Num momento à parte da minha vida; num momento politizado da minha vida; num momento que traz à tona todo o revolto eu que sempre esteve ali, herdeiro paterno; num momento altruísta;
mas mesmo assim...
Num momento em que gritava, rouco. Caminhava, de pés calejados. Que refletia e pensava no futuro da nação, mas sabe o mais curioso (e não fico surpreso)? Enquanto gritava, olhando pra frente e torcendo para não ser atingido por balas ou granadas, suspirava, olhando para a esquerda e enxergando a Redenção, lembrando de ti. Ou no retorno, pela Cidade Baixa, quando meu coração batia mais forte a cada segundo, porque a cada segundo, lembrava de ti. Ou mesmo nas ruas do centro, ou em qualquer rua daquele lado de Porto Alegre. Porque tu não me sai da cabeça mesmo diante do furacão.

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