É ou foi?
Sou ou fui?
Sei-me ou soube-me?
Encontro-me ou encontrei-me?
Sozinho.
Sinto-me preso nessa energia estática que é a reclusão. Nesse calor frio que é trocar pessoas por palavras e peles por páginas. Como se fosse digno abandonar a prática da natureza humana para estuda-la na teoria. Como se fosse correto esquecer-se do mundo lá fora e ler sobre ele, como um ideal. É que o mundo, na prática, as coisas, as pessoas, os riscos, os sorrisos falsos, a facilidade para fazer o mal, tudo isso me apavora.
Então me escondi.
Então te achei.
Não, não te achei.
Por ti fui achado.
É, é por aí.
Então tu me achou, e nos perdemos juntos.
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