A primavera viera oficialmente a mim, com flores e folhas, com temperatura amena e o suave sussurro das árvores. Em cachos louros como o trigo que esvoaçavam pelo sopro do beijo fresco do vento; a primavera viera suavizada pelo macio pálido e elástico da pele, pelos dentes alvos e pelo riso sincero. E enquadrada pela janela de vidro, a paisagem bucólica de campos verdejantes, carvalhos e belos animais a pastar iluminavam ainda mais tudo o que eu tentava expressar.
E no meio de tudo isso, não ilustrando a primavera mas sendo o retrato mais honesto de uma estação; não um complemento à primavera mas a temporada em si, no formato doce de um sorriso vívido, iluminado pelos raios do sol a encher o ambiente de uma luz resplandecente, ela era a personificação de todas as flores e folhas e árvores e vento e alegria que só a estação do florescimento poderia trazer e que eu tanto tentava retratar.
Mais que aquele sorriso, apenas uma sinfonia era capaz de receber a pintura de uma estação como ela de fato merecia:
Mais que aquele sorriso, apenas uma sinfonia era capaz de receber a pintura de uma estação como ela de fato merecia:
Nenhum comentário:
Postar um comentário