É a história de um homem que cai de um prédio de 50 andares.
O cara, durante a queda, repete sem parar, para se reconfortar:
"Até aqui, está tudo bem. Até aqui está tudo bem. Até aqui está tudo bem."
Mas o importante não é a queda. É a aterrissagem.
"Le Monde est à nous".
Assim, de longe, ainda sinto o teu cheiro.
Até aqui, está tudo bem. ♥
sábado, 26 de dezembro de 2015
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Chronos.
Como todos os heróis que eu quis ser.
Como todos os vilões em que me transformei.
Como os anti-heróis em que me desenvolvi.
Como a própria loucura que desafiei.
Como o sanatório em que fui moldado.
Como a sala acolchoada na qual venci meus medos.
Com os medos que ainda não venci.
Como o fidalgo de La Mancha, como o Cavaleiro Negro de Gotham,
como o escravo de Tatooine que virou aprendiz de Obi-Wan; como o
aprendiz de Obi-Wan que virou aprendiz de Palpatine; como todas as
páginas ou rolos de filme ou ondas sonoras que me moldam dia após
dia.
Nas verdades que tive de ocultar.
Nas máscaras que usei.
No rosto que revelei.
Na dor da redenção.
No presente estado de graças.
Dia após dia.
Ano após ano.
Quem eu sou.
Quem eu sou?
O Ano da Morte está chegando.
O 6 é o retorno d'A Era Dourada.
Eu sou a Morte!
Como todos os vilões em que me transformei.
Como os anti-heróis em que me desenvolvi.
Como a própria loucura que desafiei.
Como o sanatório em que fui moldado.
Como a sala acolchoada na qual venci meus medos.
Com os medos que ainda não venci.
Como o fidalgo de La Mancha, como o Cavaleiro Negro de Gotham,
como o escravo de Tatooine que virou aprendiz de Obi-Wan; como o
aprendiz de Obi-Wan que virou aprendiz de Palpatine; como todas as
páginas ou rolos de filme ou ondas sonoras que me moldam dia após
dia.
Nas verdades que tive de ocultar.
Nas máscaras que usei.
No rosto que revelei.
Na dor da redenção.
No presente estado de graças.
Dia após dia.
Ano após ano.
Quem eu sou.
Quem eu sou?
O Ano da Morte está chegando.
O 6 é o retorno d'A Era Dourada.
Eu sou a Morte!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Sobre as flores.
A primavera viera oficialmente a mim, com flores e folhas, com temperatura amena e o suave sussurro das árvores. Em cachos louros como o trigo que esvoaçavam pelo sopro do beijo fresco do vento; a primavera viera suavizada pelo macio pálido e elástico da pele, pelos dentes alvos e pelo riso sincero. E enquadrada pela janela de vidro, a paisagem bucólica de campos verdejantes, carvalhos e belos animais a pastar iluminavam ainda mais tudo o que eu tentava expressar.
E no meio de tudo isso, não ilustrando a primavera mas sendo o retrato mais honesto de uma estação; não um complemento à primavera mas a temporada em si, no formato doce de um sorriso vívido, iluminado pelos raios do sol a encher o ambiente de uma luz resplandecente, ela era a personificação de todas as flores e folhas e árvores e vento e alegria que só a estação do florescimento poderia trazer e que eu tanto tentava retratar.
Mais que aquele sorriso, apenas uma sinfonia era capaz de receber a pintura de uma estação como ela de fato merecia:
Mais que aquele sorriso, apenas uma sinfonia era capaz de receber a pintura de uma estação como ela de fato merecia:
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Golden.
Ela é, basicamente, a personificação de algo que ainda não sou capaz de compreender. Algo entre o sim e a dúvida, o medo antes do salto, a pergunta desnecessário cuja resposta já é conhecida. E o "quase-âmbar" tem algo de doce que me lembra de casa. Algo de "homesick" e "what separates me from you", e enquanto a ampulheta mede meu tempo e a areia me afoga como no retrato, ela é capaz de me dizer como fazer o tempo parar. E ele para, num milagre ainda indiscernível, toda vez que ela sorri.
E vou desvendando e desbravando esses girassóis de júbilo, descobrindo lugares em mim nunca explorados, e encontrando lugar pra mim dentro dela, no brado ou no sussurro, enquanto a água verte em diversas cores, através da corrente, rumo ao futuro.
Prazer, Temperança: Eu sou a Morte.
(Expecto Patronum!)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Ex-Virgo.
Amor é quando a gente perdoa. E se perdoa. E se reinventa, e é capaz de dizer "eu sei, eu sou, eu fui, eu serei e eu não serei". É quando a gente pode decidir o que é ou o que não é, e pode sorrir de verdade sem ter vergonha de não pertencer às trevas. As trevas não me pertencem mais. E o que há delas dentro de mim não vão se calar: serão parte do que me faz forte, mas para o bem.
Amor é quando a cidade ganha cor, quando as estrelas ganham voz.
Quando o terraço é nosso lar, quando o bosque é nosso refúgio.
Amor é viver os sonhos e transformar bons sonhos em vida.
"Faze o que tu queres, será o todo da Lei.
Amor é a lei, amor sob vontade."
(A.C.)
Amor é quando a cidade ganha cor, quando as estrelas ganham voz.
Quando o terraço é nosso lar, quando o bosque é nosso refúgio.
Amor é viver os sonhos e transformar bons sonhos em vida.
"Faze o que tu queres, será o todo da Lei.
Amor é a lei, amor sob vontade."
(A.C.)
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