terça-feira, 3 de março de 2015

"Descansem o meu leito solitário...

...na floresta dos homens esquecida,  À sombra de uma cruz, e escrevam nela:  Foi poeta - sonhou - e amou na vida..."

A dor segue, impregnada em mim como um câncer incurável e sem tratamento aparente; como manchas pela pele e que se mostram cada vez mais evidentes e maiores a cada dia, estampadas em cada expressão que mostro ou deixo de mostrar. A solidão me comprime e me espalha pelo chão, eu sempre eu, sozinho e saudoso. Com saudades de passados que não pertencem a mim mas me machucam tanto quanto meus próprios anjos e demônios.

Ainda assim, se pudesse, aceitaria como minhas todas as dores daqueles que amo, e invariavelmente, em algum momento, ver-me-ia feliz ao poder presenciá-los sorrir.

A vida é um eterno nó na garganta, uma fuga de si mesmo, um pestanejar em qualquer lugar longe de casa ao dar-se por conta que tudo o que era bom fora apenas um sonho distante. E não há fuga senão o sono de Thanatos. Não há mais lar quando no lar só há descanso.

Sinto sono pela primeira vez na vida.

"Adeus".

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