...na floresta dos homens esquecida, À sombra de uma cruz, e escrevam nela: Foi poeta - sonhou - e amou na vida..."
A dor segue, impregnada em mim como um câncer incurável e sem tratamento aparente; como manchas pela pele e que se mostram cada vez mais evidentes e maiores a cada dia, estampadas em cada expressão que mostro ou deixo de mostrar. A solidão me comprime e me espalha pelo chão, eu sempre eu, sozinho e saudoso. Com saudades de passados que não pertencem a mim mas me machucam tanto quanto meus próprios anjos e demônios.
Ainda assim, se pudesse, aceitaria como minhas todas as dores daqueles que amo, e invariavelmente, em algum momento, ver-me-ia feliz ao poder presenciá-los sorrir.
A vida é um eterno nó na garganta, uma fuga de si mesmo, um pestanejar em qualquer lugar longe de casa ao dar-se por conta que tudo o que era bom fora apenas um sonho distante. E não há fuga senão o sono de Thanatos. Não há mais lar quando no lar só há descanso.
Sinto sono pela primeira vez na vida.
"Adeus".