A agonia é que todos eles vão morrer antes de mim, e por mais que não faça o menor sentido, eu choro todos os dias por antecipação, e sofro centenas de vezes antes que se torne real a perda. Choro pelos que foram, pelos que irão, pelos que conheço e por quem nunca vou conhecer.
É como se sentisse todas as dores de todas as criaturas de uma vez só, e isso é demais pra mim. Sinto-me às vezes como se fosse explodir, inchado, devastado, um fardo para mim mesmo.
Passa diante de mim milhares de vezes, todas as noites, todas as coisas. Das belas às feias; incontáveis, devastadoras, inconcebíveis. Eu queria vivê-las o tempo inteiro, viajar sobre elas sempre que quisesse. Tenho perdido noites e noites sem conseguir parar. Sem conseguir controlar o pensamento. Espero que essa agonia compense. Que o universo compense minha agonia com a felicidade de alguém. Ou de muitos. Que haja alguma utilidade externa pra essa minha dor contínua.
"É claro que a vida é boa. E a alegria, a única indizível emoção. [...] E é claro que te amo e tenho tudo pra ser feliz... mas acontece... que sou triste."
Eu queria pedir perdão por cada ferida.
E vai-se o sono.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Here comes the rooster.
E canta o galo.
"Tédio, falta de criatividade, burrice e conformismo."
Lembro-me como se fosse ontem. Sou um homem enterrado sob minhas próprias lembranças, tentando tornar estável a instabilidade da vida. Eu sou o que já disseram que seria; e este sou eu a me repetir.
Sou o gosto amargo do café e as palavras ininterruptas que me escapam pelos dedos. Incapaz de murmurá-las, escutando o choro agudo de Layne Stanley e desejando que, como Ian Curtis, Renato e outros, ele ainda estivesse vivo.
E canta o galo. Eu ainda não dormi.
"Tédio, falta de criatividade, burrice e conformismo."
Lembro-me como se fosse ontem. Sou um homem enterrado sob minhas próprias lembranças, tentando tornar estável a instabilidade da vida. Eu sou o que já disseram que seria; e este sou eu a me repetir.
Sou o gosto amargo do café e as palavras ininterruptas que me escapam pelos dedos. Incapaz de murmurá-las, escutando o choro agudo de Layne Stanley e desejando que, como Ian Curtis, Renato e outros, ele ainda estivesse vivo.
E canta o galo. Eu ainda não dormi.
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