Ao castelo:
Meu amor, sem deixar de lado a pureza, te encontra a carne entre beijos nas coxas, confundindo-a com o céu e perdendo-se entre espaços. É poema e é carne quente, rija e elástica. Meu amor é inquantificável, inexorável, impossível. De dentro pra fora, é belo. É a flor que fiquei de entregar, o café da manhã precedendo o almoço, é o tédio e o fascínio. É ser teu do começo do dia ao cair da noite.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Entre colinas.
Ao condado:
Meu amor é o mais puro. O mais belo e simples que podes esperar de mim; sem desejo de carne ou desejo de osso. Desejo apenas a alma, o bem recíproco e o sorriso mais belo que pode existir. Do espírito aos dentes, meu amor pertence-lhe em sua forma mais nobre e despida de maldade. Meu amor e fascinação, minha angústia por desaproximação, meu medo de perder o toque. Observando de longe, moldando, cuidado, amparando tanto quanto possível.
Não há rima nem forma. Só há amor. Amor, amor, amor... o mais lindo sentimento de todos os sentimentos que têm o direito de ser lindos.
Meu amor é o mais puro. O mais belo e simples que podes esperar de mim; sem desejo de carne ou desejo de osso. Desejo apenas a alma, o bem recíproco e o sorriso mais belo que pode existir. Do espírito aos dentes, meu amor pertence-lhe em sua forma mais nobre e despida de maldade. Meu amor e fascinação, minha angústia por desaproximação, meu medo de perder o toque. Observando de longe, moldando, cuidado, amparando tanto quanto possível.
Não há rima nem forma. Só há amor. Amor, amor, amor... o mais lindo sentimento de todos os sentimentos que têm o direito de ser lindos.
domingo, 10 de agosto de 2014
Egoísta.
"Quando se inicia um relacionamento, em que se pensa primeiro?
"Ela tem os traços que eu amo, é feita pra mim. O cabelo é do jeito que eu gosto, e faz aquele penteado anos 60 que me deixa entorpecido; tem lábios tão carnudos e se veste tão bem, e (eu) fico estonteado por aquele olhar brutal e direto que faz meu coração congelar. Pelos céus, ela gosta de Pulp Fiction, Stanley Kubrick e nouvelle vague! Tem os discos do The Cure e gosta do pós-punk! E o que é aquela foto do quarto dela? Era um pôster do Poe? Isso é sério?"
E de certa forma seu cérebro responde a uma porção de indizíveis reações químicas e atividades inumeráveis, das quais não ouso falar por não possuir o conhecimento necessário. Ela parece o retrato perfeito feito em sua cabeça, desenhada a mão, escolhida a dedo, vislumbrada, foto por foto, como a figura da perfeição. A cultura pop, o cinema e a literatura fazem o resto: o namoro perfeito entre colinas e cenários europeus, beijos na chuva e sob a luz do luar, acampamentos ao natural e um casamento indescritível como de Marius e Cosette.
Mas você é egoísta; não reparou que ela gostava de coisas que você não gosta, escutava músicas que você não suporta e goza de uma liberdade que você, imaturo, é incapaz de sustentar? Não gosta tanto da chuva quanto você, e tem alergia forte a mosquitos, o que a torna incapaz de acampar tão naturalmente quanto no seu imaginário universo. Ela é temperamental e sincera, sentimental e fria, não-sexual como um ser humano, uma mulher, tem o direito e é capaz de ser. Ela é como Ruby Sparks em sua primeira versão: real.
Então você percebe, pela primeira vez, que não é o homem e o correspondente amoroso que se viu capaz de ser desde que a música, a literatura e o cinema começaram a moldá-lo como um. Seus sonhos são uma mentira, e ela é mais real que qualquer livro ou filme que você leu ou assistiu tarde da noite.
E de repente você percebe que você nunca olhou para ela. Só via a si mesmo refletindo em seu interior."
- De Kenneth para Mishelli; livro dois.
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