Tudo tem o sabor salgado do mar, é desumanamente pesado, e anestesia a agonia de estar-se preso à vida. O inverno acaba-se levando mais pedaços desmembrados de mim, a felicidade que me há de matar por um dia esvair-se por entre as estrelas, por entre os tênis sujos de noite, por entre os cabelos rescendendo a perfume. A noite sempre acaba. As estações frias também.
Eles não entendem.
Tudo é preto e branco.
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