Tudo tem o sabor salgado do mar, é desumanamente pesado, e anestesia a agonia de estar-se preso à vida. O inverno acaba-se levando mais pedaços desmembrados de mim, a felicidade que me há de matar por um dia esvair-se por entre as estrelas, por entre os tênis sujos de noite, por entre os cabelos rescendendo a perfume. A noite sempre acaba. As estações frias também.
Eles não entendem.
Tudo é preto e branco.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Mutter und Geld.
Como nasce uma pérola do lixo?
Como nasce um leão do ventre de uma porca?
Como sangue quente pode escorrer de um cadáver há muito em decomposição?
Fenômenos insolúveis de uma natureza escassa de absurdos. Como as minhas noite sem lua ou estrelas, ou meus olhos sem brilho ou vida. Ou mesmo minhas palavras sem sentido.
Como papel dá e tira vidas? Como papel é a razão de existir, e como papel é capaz de matar a fome? E criar a fome?
Papel é expor um cama atrás de uma vitrine, enquanto diante desta, um homem dorme nas pedras. Papel é homens comerem areia, enquanto outros comem o mundo.
Eu odeio o papel.
Eu odeio os homens.
Eu odeio o lixo.
Eu odeio a porca.
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