domingo, 20 de maio de 2012

Das Unmögliche.


Queria que soubesses, doce pérola dos olhos verdes, que se a repeli, se a afastei, se a detive de mim, foi para poupar-te da própria sombra impregnada já no fundo de minha alma, que poderia ou ser contagiosa, ou manifestada dolorosamente de alguma forma que poderia causar em ti, doce figura, qualquer coisa de desconfortável.
Eu pertenço à sombra devido aos fatos que me permearam desde o berço até então, isso não há dúvida, e a sombra casada com a luz que vem de ti poderia causar algo de pesado sobre a existência das coisas; como dois corpos celestes fora do próprio curso natural, invadindo um o espaço do outro, sob riscos.
Eu sabia que tua luz, forte como é, poderia muito bem iluminar-te a ti mesma. Que não te faltaria nada, sem mim, e comigo, só lhe haveria mais pesar.
As coisas sombrias que lhe disse, minha presença fria, minhas dores patéticas... tu eras muito mais que isso.

Só quero que saibas do erro que foi tê-la repelido, no mais profundo pesar de meu espírito, mas se o fiz, foi por ti e não por mim, Ach, mein lieber fräulein.
Gostaria de encontrá-la em mim, n'outro dia, n'outro lugar, n'outra oportunidade, mas com os mesmos fins: a felicidade mútua, o romance raro, o renascimento de uma luz que um dia talvez eu tenha possuído.

Gostarias de dizer-te que és a coisa mais bela que já vi na curta vida que tive.
Que tua luz enche-me os olhos. Que teu sorriso ilumina um quarto e um coração. Que essa coisa que chamam de ingenuidade, mas que eu conheço por brilho, encanta o mais nobre dos homens.
Que teus olhos líquidos e verdes nunca se apaguem dessa luz.
Que teu sorriso, capaz de iluminar um quarto inteiro, jamais perca o brilho.
Sei que não perderá.

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