quarta-feira, 25 de abril de 2012
“Ele olha pra todas as criaturas e para todas as coisas com uma profunda simpatia, mas com uma simpatia que nem sempre se transforma em gestos ou palavras. Às vezes tem um vontade inenarrável de sorrir para toda a gente que o cerca, de revelar toda a sua cordialidade e toda a sua compreensão numa frase, num sorriso, num ato… Mas o espírito de análise intervém, destruidor, disseca todas as idéias e mata o gesto… Fica ecoandono no ar a pergunta que os lábios não fizeram mas que a mente não cansa de fomular: pra quê? E depois, mais forte que tudo, a sua timidez…
E assim ele passa pela vida em silêncio, de olhos baixos, sem olhar nem sorrir pra ninguém.”
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Érico Veríssimo - Clarissa.
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