sábado, 5 de fevereiro de 2011

não sei o que eu vou te dizer, sozinho é difícil crescer


eu só te vejo de longe, eu nem sei qual
é o teu cheiro. Perguntar que perfume
tu usa pra descobrir teu 'aroma' não é
a mesma coisa. Posso conviver olhando
fotos, e sentindo cheiros. Mesmo assim,
nenhum dos dois é estar contigo. Não,
não pode ser. É, como eu sempre criei,
um romance que acaba se tornando horror.
Meu plano inicial sempre é dar o drama
da história, enrolar os personagens, mas
por fim salvar a todos eles, deixá-los
felizes com seus pretendentes, mas no
meio da história eu sempre acabo com eles.
Eu deixo a trama impossível, eu deixo eles
sem saída, eu transformo tudo num caos, e
o final nunca é feliz. Mas é sem querer, eu
sou assim. Será que minha vida é a obra de
algum escritor sádico, como eu, que quer
me fazer encontrar o amor da minha vida, mas
acaba, por ser assim, me destruindo de novo
e de novo?
(e pra que tanto drama?)
Te achei. Como vai você agora?
Eu ainda tô aqui, acho que tu nem sabe.
Tanto tempo pra me achar, tão pouco tempo
pra me perder de novo. Pode ser assim.
Vou deixar o escritor criar consciência, vou
deixar ele narrar a história, e vou parar, talvez,
de matar meus personagens.
Tu finalmente conquistou tudo que queria? Tu
finalmente achou o que tava procurando? Tu
finalmente está aonde queria estar? Bom, e agora?
Agora eu tô aqui.
Vem, to te esperando.

Um comentário:

Bruna S. disse...

amei o texto *-* muito criativo não sei de onde tira tanta inspiração cada texto nossa verdadeiro escritor o Nietzsche de agora !