terça-feira, 26 de outubro de 2010

nadando contra a corrente


Aqui e ali eu procurei você, senti teu cheiro, senti
teu toque, mas não era mais você. Não havia mais
como esquecer, esqueci de como se faz isso. Perdi
a razão, perdi isso também. Eu estava vencendo,
no caminho certo como sempre. Eu estava ali, eu
estava parado, eu nem sabia que você existia e já
me observava, foi quando começou. Foi quando
eu comecei a perder a razão. Sempre fora fácil,
sempre fora apenas por diversão, por puro instinto,
mas dessa vez eu excedi a diversão e a transformei
em paixão. Eu quis você mais do que o normal, e
mais de uma vez achei que tinha te perdido, da primeira
estava errado, mas e agora? Tenho razão? Tenho
razões? Eu nem sei mais o que é ter razão; eu nem
me lembro mais de como é seguir o caminho certo.
Eu te perdi? Eu perdi o caminho? Eu esqueci de como
voltar pra você? Esqueci de como te alcançar e te trazer?
Não eram nem sete horas da tarde e eu já esperava a
lua aparecer pra me lembrar de como eram teus olhos.
Se tu quiseres fugir, se tu quiseres te afastar de mim
pra ver se é o caminho certo, só não corra demais que
eu não possa te alcançar, e não se afaste demais que eu
não posso mais te ver e te amparar. Não deixa eu te
deixar, porque se eu for, eu não volto mais. Espero que
não se lembre de me esperar, se for partir pra nunca
mais voltar.
Porque eu só te espero se tu me esperar também;
Eu só vou estar lá se tu me prometer que vai voltar.

não, eu me esqueci de como se esquece de você.

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