quinta-feira, 21 de abril de 2016

Adeus.

Dormirei, agora, um sono do qual não há indícios de que acordarei.
Num clique ligeiro eu partirei num sono sem sonhos e ninguém mais me poderá ver ativo.
Este sou eu retomando o controle.
Este sou eu planejando o futuro.
Este não sou eu estagnando o movimento.

Este sou eu dizendo adeus a essa fonte.
The Truth dormirá.

Estarei acordado em outro lugar.

La Nouvelle Douleur va augmenter!

(a quem interessar, meus escritos viverão em outro domínio, por comentário ou mensagem direta, o domínio pode ser requirido.)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ESPELHO MÁGICO (1951)


I- Da observação
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

XII – Das utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas!

XIII- Do Belo
Nada, no mundo, é, por si mesmo, feio.
Inda a mais vil mulher, inda o mais triste poema,
Palpita sempre neles o divino anseio
Da beleza suprema...


(Mário Quintana.)