domingo, 19 de maio de 2013

Pra ti, que tem-me por dentro.


Já até abri a mão de meus vícios,
Não me sobram nem resquícios,
só razões pra te amar mais.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu.


Existe um império dentro de mim que quer ser explorado; de muralhas que querem ser derrubadas; de guardas que imploram por ser vencidos; de lares vazios que almejam ser habitados; de jardins que precisam ser regados; de água límpida que deve ser bebida; de boas intenções; de amor incomparável; de mistérios inexplorados. De um trono vazio e de um imperador exilado, aprisionado nas próprias masmorras por coisas ruins que até hoje não sabe explicar. Que precisa de alguém que o ajude a compreender.
Existe um oceano de coisas sobre mim que tu ainda não sabes, que eu ainda não sei. Existe um universo de espaços vazios dentro da minha alma esperando por serem preenchidos, existe um amor inexplorado sedendo por correspondência. Uma mão desocupada, esperando por um calor amante.
Existe uma música esperando um ouvinte. Uma tarde fria esperando teu calor. Existem medos que precisam ser vencidos. Existem problemas que precisam ser destruídos. Existe um amor que não pode amar sozinho.

Existe um eu que precisa de ti.

"Só eu sei há quanto tempo me vejo dando voltas e voltas preso no mesmo lugar."

Eu deveria ter muito mais pra escrever.
Escrever sobre a noite, sobre a vida, sobre o frio, sobre os sorrisos e sobre a chuva. Sobre ter 19 anos, sobre ser feliz ou não, sobre os Smiths, sobre relacionamento. Meu Deus, eu tenho tanto aqui dentro pra escrever aqui fora. Há muito esse blog deixou de ser minha crítica à humanidade pra se tornar meu diário público. E torço pra que ninguém mais o frequente.

Oi você, há quanto tempo.
Oi eu, há quanto tempo.
É a melancolia. Não-bem eu volto a mim.

quarta-feira, 8 de maio de 2013


As músicas dos Smiths, as que falam sobre miséria e tristeza, não cantam mais minha vida. Agora aquelas que falam sobre morrer agarrado a quem se quer tão bem, essas têm feito muito mais sentido pra mim.
Eu não encontrei; eu fui encontrado, e quando mais pensava em me perder.
Estranho o deserto da vida quando se está lado a lado com alguém. Nem medo eu sinto mais.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu."

Já me acostumei com a tua voz / com teu rosto e teu olhar / me partiu em dois / e procuro agora o que é minha metade. / Quando não estás aqui sinto falta de mim mesmo / e sinto falta do meu corpo junto ao teu. / Meu coração é tão tosco e tão pobre / não sabe ainda os caminhos do mundo. / Quando não estás aqui tenho medo de mim mesmo / e sinto falta do teu corpo junto ao meu. / Vem depressa pra mim que eu não sei esperar / já fizemos promessas demais / e já me acostumei com a tua voz / quando estou contigo estou em paz. / Quando não estás aqui meu espírito se perde, voa longe.
(longe...)

- Sete Cidades
(Legião Urbana)