segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

o que a gente escreve quando só enxerga um semblante


dia 20 de fevereiro de 2011, às 23:53, século XXI d.C.
eu tava sentado no sofá, sem nada no estômago, sem
nada pra falar, e com saudade de ti. Aí eu comecei a
escrever...

"é incrível como acontece... uma hora tu tá conversando
sobre qualquer bobagem, tu tá até fazendo planos de
apresentar teu melhor amigo pra ela, de tão legal que
acha que ela é, aí do nada te dá um estalo, um estalo
brow, aí tu vê que não é pro teu melhor amigo que tu
tem que apresentar ela, e começa a ver ela por tudo,
e apresenta ela pra ti mesmo.
Eu sempre recebi as coisas de modo inesperado. Eu
comecei a gostar de ti... nunca imaginei, ou imaginei?
Sepá. Sepá eu já tinha imaginado.
Deixa eu entrar. Deixa eu entrar pra secar tuas lágrimas,
e deixar que as próxima sejam de felicidade.
Deixa eu te mostar que nem todo homem é mentiroso
e aproveitador. Deixa eu te escrever cartas só pra mostrar
como minha letra é bonita.
Vou fazer de tudo pra te fazer esquecer o que te faz chorar,
e pra te fazer lembrar de tudo o que te faz sonhar. Tu
sempre esteve aí, só eu não via, ou não queria ver. Vou te
provar todo dia que sou o cara certo, e tu vai me conhecer
todo dia de um jeito melhor.
Vou te fazer esquecer, só esquecer. E vou te fazer lembrar.
Vou brigar contigo só pra fazer as pazes depois. Vou escrever
um livro pra ti, e vamos torcer juntos pra que vire filme um dia.

Eu vou te amar de verdade. De verdade. De verdade. De verdade.
Escrevo coisas sem sentido quando to sentindo coisas sem sentido.
Ou teria sentido?"

Aí eu continuei vendo o filme, e adormeci com o diário na mão,
pensando em ti. Acordei às 4:00 da manhã no meio da sala, e
adivinha? Tu ainda tava aqui. Tu tá aqui o tempo todo.
Eu to ficando louco, ou finalmente recobrando a consciência.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

e como disse o poeta...


...me desculpem as feias, mas beleza é essencial. - Vinicius de Moraes

E sabe que é exatamente isso? Eu não creio em beleza interior,
não creio em coração puro, não creio em ser a garota mais legal
do mundo, com um rosto desfigurado. Não, não há felicidade aí,
não há amor aí, pelo menos não de minha parte. Não podem di-
zer que aparência não quer dizer nada, que um rosto bonito e
um corpo bonito não querem dizer nada. Os pais e amigos que
dizem isso pra alguém só os estão atrasando, impedindo que as
gordas façam dieta, que as feias mudem o penteado, raspem o
bigode que não deveria existir, tirem as sobrancelhas e tentem
com todas as forças se tornar especiais e queridas pelos olhos.
Não, eu não minto sobre beleza interior. Isso é hipocrisia, garota
feia mas legal, eu trato como amiga. A amiga legal, a amiga mais
legal que eu tenho, mas que nunca vou beijar. Que nunca vou
querer como namorada, como parceira, que nunca vou olhar com
olhos apaixonados. Nunca. Porque não existe beleza na miséria.
Para menores entendedores, peço que não confundam as coisas,
que não pensem que o essencial, que o bom, é uma garota linda
por fora, mas podre por dentro. Que não há problema na garota
ser linda, com um corpo escultural, mas ser cínica, arrogante,
infiel, irritante, esnobe. Não foi o que eu disse. Seja ela linda, seja
ela inteligente, engraçada. Seja ela bela por dentro e por fora, esse
é o modelo ideal. Não linda só por dentro, não linda só por fora.
Não se enganem, a beleza é essencial.

E para aqueles que acreditam na beleza interior, que acham
que não há problema em namorar uma garota feia, que acham
que só o que importa é gostarem das mesmas coisas, é sorrirem
sempre, é sempre rirem das mesmas piadas, e se amarem incon-
dicionalmente, eu dou os meus parabéns e digo que você sim são
dignos, porque eu, o antipático e exigente eu, eu não sou.

/Truth


p.s: repararam no novo visual do blog? Cansei do último,
que nunca havia gostado, mas resolvi experimentar.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

não sei o que eu vou te dizer, sozinho é difícil crescer


eu só te vejo de longe, eu nem sei qual
é o teu cheiro. Perguntar que perfume
tu usa pra descobrir teu 'aroma' não é
a mesma coisa. Posso conviver olhando
fotos, e sentindo cheiros. Mesmo assim,
nenhum dos dois é estar contigo. Não,
não pode ser. É, como eu sempre criei,
um romance que acaba se tornando horror.
Meu plano inicial sempre é dar o drama
da história, enrolar os personagens, mas
por fim salvar a todos eles, deixá-los
felizes com seus pretendentes, mas no
meio da história eu sempre acabo com eles.
Eu deixo a trama impossível, eu deixo eles
sem saída, eu transformo tudo num caos, e
o final nunca é feliz. Mas é sem querer, eu
sou assim. Será que minha vida é a obra de
algum escritor sádico, como eu, que quer
me fazer encontrar o amor da minha vida, mas
acaba, por ser assim, me destruindo de novo
e de novo?
(e pra que tanto drama?)
Te achei. Como vai você agora?
Eu ainda tô aqui, acho que tu nem sabe.
Tanto tempo pra me achar, tão pouco tempo
pra me perder de novo. Pode ser assim.
Vou deixar o escritor criar consciência, vou
deixar ele narrar a história, e vou parar, talvez,
de matar meus personagens.
Tu finalmente conquistou tudo que queria? Tu
finalmente achou o que tava procurando? Tu
finalmente está aonde queria estar? Bom, e agora?
Agora eu tô aqui.
Vem, to te esperando.

e então você sumiu...

e aqui estou eu, ainda. O mesmo eu.
O mesmo escuro ao redor. O mesmo
frio, nem que seja um frio artificial,
me cobrindo. Você pode aparecer, se
quiser, mesmo que de vez em quando.
Não há ninguém aqui pra te machucar.
Eu tô nadando contra a corrente. Tem
muitos por aqui pra me salvar, mas e
se eu quiser me afogar dessa vez? Só
dessa vez? Só por me afogar? Só pra me
sentir humano mais um pouco? Mortal
mais um pouco?

Você sentiria falta?
Você chamaria alguém?
Alguém mais te faria sorrir?
Alguém mais te ouviria, ou te faria ouvir?

Eu ainda sou o mesmo.
Eu estou cada vez melhor.
Volta pra cá.