
dia 20 de fevereiro de 2011, às 23:53, século XXI d.C.
eu tava sentado no sofá, sem nada no estômago, sem
nada pra falar, e com saudade de ti. Aí eu comecei a
escrever...
"é incrível como acontece... uma hora tu tá conversando
sobre qualquer bobagem, tu tá até fazendo planos de
apresentar teu melhor amigo pra ela, de tão legal que
acha que ela é, aí do nada te dá um estalo, um estalo
brow, aí tu vê que não é pro teu melhor amigo que tu
tem que apresentar ela, e começa a ver ela por tudo,
e apresenta ela pra ti mesmo.
Eu sempre recebi as coisas de modo inesperado. Eu
comecei a gostar de ti... nunca imaginei, ou imaginei?
Sepá. Sepá eu já tinha imaginado.
Deixa eu entrar. Deixa eu entrar pra secar tuas lágrimas,
e deixar que as próxima sejam de felicidade.
Deixa eu te mostar que nem todo homem é mentiroso
e aproveitador. Deixa eu te escrever cartas só pra mostrar
como minha letra é bonita.
Vou fazer de tudo pra te fazer esquecer o que te faz chorar,
e pra te fazer lembrar de tudo o que te faz sonhar. Tu
sempre esteve aí, só eu não via, ou não queria ver. Vou te
provar todo dia que sou o cara certo, e tu vai me conhecer
todo dia de um jeito melhor.
Vou te fazer esquecer, só esquecer. E vou te fazer lembrar.
Vou brigar contigo só pra fazer as pazes depois. Vou escrever
um livro pra ti, e vamos torcer juntos pra que vire filme um dia.
Eu vou te amar de verdade. De verdade. De verdade. De verdade.
Escrevo coisas sem sentido quando to sentindo coisas sem sentido.
Ou teria sentido?"
Aí eu continuei vendo o filme, e adormeci com o diário na mão,
pensando em ti. Acordei às 4:00 da manhã no meio da sala, e
adivinha? Tu ainda tava aqui. Tu tá aqui o tempo todo.
Eu to ficando louco, ou finalmente recobrando a consciência.

