quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ruína dos Sonhos - parte final: Templo dos Sonhos


Tudo mudou.
Os sonhos passaram a se concretizar,
mesmo que tivessem demorado.
Jane era real, Engel sabia. Jane dissera,
e Engel podia sentir segurança. Podia sentir
que aquilo precisava dar certo; seria crueldade
se não desse.

Só precisava da chance, do empurrãozinho, Berlim
era logo ali, Berlim ficava logo ao lado.

Não haverá nada a dizer por mais algum tempo, então
o azul daquela noite permanecerá Azul para Sempre,
e a Ruína dos Sonhos fora reconstruída, e renasceria
dali o Templo dos Sonhos.

Engel amava Jane, Jane amava Engel.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ruína dos Sonhos - pt. 4

Jane nunca o respondera. Não ainda.
O que Engel faria? O que Engel podia afirmar se Jane
nem ao menos correspondia mais? Ela desaparecera,
mesmo que há pouco, ela parecia distante de novo, como
fora por quase um ano.

Não há como criar um final feliz para uma história que
ainda não possui um final. Não há como bolar um final para
ela. Não ainda.

Você é feliz Jane?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ruína dos Sonhos - pt. 3

Engel estava apaixonado, e queria ter certeza.
Certeza de que o sentimento era mútuo, mas o que dizer?
Como saber, se ela nunca dissera "te amo" a ele? Se ela
nunca dissera algo abertamente, algo considerável.
Jane expressava, mas como entender uma mente tão complicada?
Engel se subestimava demais, se enchia demais de preocupações
ínfimas; se enchia de paranóia. Ele queria ter certeza, mas não a tinha.

Talvez houvesse mais, mas ele dizia que mesmo assim a amava, mesmo
sabendo que talvez de repente fosse menos, mas não a conseguia esquecer.
Não a podia esquecer.

É mútuo Jane?

domingo, 18 de julho de 2010

Ruína dos Sonhos - pt. 2


E o que fazer quando todos os seus amigos saem, e você,
pelo menos naquela noite, está sozinho?
Engel não sabia também.
A janela de seu quarto estava aberta, e aquele mesmo vento
minuano soprava sobre seu rosto; e esse vento lhe trouxe
a idéia.
E minutos depois, viu o único nome que lhe parecia atraente;
Clicou em Jane e disse "Olá!". Segundos depois foi respondido
por um sutil "Oi", e estava traçado o destino.

Engel vivia distante demais de Jane, mas o elo criado entre
os dois os aproximaria mais do que qualquer outro, e aquilo,
mesmo que platônico, era o mais intenso possível.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ruína dos Sonhos - pt. 1



Era julho de 2008. Inverno, um vento minuano soprava
vindo do mar e dava a ele um ar nostálgico.
Jane tinha 17, e Engel tinha 14; era platônico.
Se conheceram por acaso, numa noite em que Engel
não tinha mais nada a fazer, mais nada planejado, onde
todos os seus planos de sair e se divertir havia ido por
água abaixo, e uma tela de computador era a única saída.

Pensava consigo mesmo: "não pode sair pior,
preciso de uma luz, preciso de algo bom antes dessa noite
acabar". E o que lhe veio?
[...]
Jane.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

perhaps blue.


Dias sem postar, pois por dias senti-me um lixo com pernas.
Não gosto da sensação de escrever coisas que vêm de dentro de mim sabendo que por dentro estou vazio. Precisava de descanso mental, e um final de semana na casa de meu melhor
amigo foi mais que o suficiente. Cheguei hoje, e revitalizado.

E ainda me pergunto por que o azul daquele céu voltou a ser cinza, desaparecendo totalmente de meus olhos, e retornando em borrões azulados num cinza mórbido. Tenho saudade daquelas cores vivas enfeitando meu espaço, daquelas cores que ainda ontem vieram-me com palavras saudosas. Nossa, como me fazem falta...
Sim, você sabe.
/Lossless